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Wishlist

>> quarta-feira, 7 de agosto de 2013


Faz tempo que não faço uma wishlist (lista de desejos) e não é por falta de quereres, mas sim por falta total, completa e absoluta de talento com editores de imagem, tipo photoshop. Sou péssima. A maioria das montagens que tem por aqui são bem tosquinhos, feitos no paint. 

E dessa vez o que mudou? O que mudou é que estou "explorando" minha erê Vivi, que ao contrário de sua mamãe aqui, é cheia dos talentos com estes benditos editores de imagens. Mas ela jurou que vai me ensinar, vamos ver se aprendo, né mesmo?

Então, explorando Vivi ou não, o certo é que devem aparecer mais listinhas de desejos por aqui, porque eu sou uma pessoa muito que afeita a listas ;).





1. Case para iPhone Pantone rosinha pó: faz tempo que não dou uma roupinha nova para meu iPhone e decididamente esta case Pantone é muito lindinha e a cara da gente que ama cores, e é ligada em design, coisa e tal;

2. Diana com Flash para chamar de minha: tudo bem que ainda estou tentando me entender com a Holga (uma tentativa com filme colorido, que foi uma bomba, e uma tentativa mais ou menos bem sucedida com filme preto e branco), mas eu quero muito uma Dianinha, que é 35 mm, que é uma forma analógica que estou mais familiarizada, afinal, foi a vida toda tirando foto com câmeras de 35 mm.

3. Os Diários de Virginia Woolf: faz tempo que eu quero, mas como são cinco volumes, por volta de 25, 30 dólares cada, não é assim, uma pechincha. Mas acredito que começarei a coleção logologo.

4. Stephen King On Wrinting, auto-biografia do Stephen: sim, eu amo Stephen King ao ponto de querer uma biografia dele. Nunca afirmei que não gosto de best-seller ou sei lá o quê. Acontece que eu não limito a minha vida enquanto leitora a livros famosinhos e modinha e, desculpa, Stephen King está sim acima da média, eu o acho sensacional.

5. Daisy do Marc Jacobs: eu sou meio que doidinha por perfumes. Teve época de ter uns 10 perfumes diferentes coisa e tal. Confesso que não melhorei muito não rs. Uma das minhas fixações do momento é pelo Daisy do Marc Jacobs, cujo frasco é lindo! Eu quero.

6. O DVD de Amélie Poulain que descobri que perdi, ou os duendes que moram no jardim carregaram, como uma espécie de vingança por Amélie ter sequestrado o duende de jardim do pai. Vocês que têm o DVD de Amélie Poulain eu só aviso, tomem cuidado com os duendes de jardim, viu?

Inté.

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Alguns livros e um gato modelo ♥

>> quarta-feira, 31 de julho de 2013


Como dizia uma conhecida, nada como um dia após o outro com uma noite (de preferência, bem dormida) no meio, não é mesmo? Não há nada que o tempo não cure ou, ao menos, amenize. RQ voltando aos poucos à programação normal, iêêêi.

Umas semanas atrás recebi no e-mail uma promoção muito linda da Submarino, os 5 livrinhos da coleção Guia dos Mochileiros das Galáxias por 29,90. Tudo bem, eu sabia que seria uma edição bem simplinha, pobrinha, mas o que importa de verdade é sempre o conteúdo. Óbvio que uma edição deluxe, harcover,  etcetera coisa e tal é bom, é lindo e a gente ama, mas né, livro, para mim, ainda é conteúdo, acima de qualquer coisa.

Então eu comprei a coleção mais baratinha. Quando chegou não me decepcionei nadinha. Li os cinco numa tarde muito divertida, fácil e delícia de ler.



No bendito único sebo de Nova Iguaçu (sebo físico, existem os virtuais cadastrados na Estante e em outros sites que eu nunca me arrisquei) procurando dei de cara com duas edições capa dura, antigas, com folhinha tipo bíblia (fininha, delicada e luxo) de obras do Machado de Assis e José de Alencar que incluíam em cada Dom Casmurro e Lucíola, os dois livros que perdi, cada edição por 20 moças da república. Resultado, trouxe para casa, né?





E na Estante Virtual me dei de presente dois livros do Stephen King que há muito queria, À Espera de um Milagre e Carrie, A Estranha.


E comprei um livrinho sobre velas, porque amo velas. Quer dizer, não tão louca (ainda) ao ponto de pagar 300,00 em uma vela Diptyque. Vou confessar, já tive este livro, mas me desfiz dele e de outros da Gerina Dunwich sei lá, por bestagem momentânea.


Sorte da fadinha:



Bisous.

Imagens: Sim, a primeira imagem está com a abertura toda errada, foi uma foto tirada no teste e eu gostei, porque vocês me conhecem, eu tenho gosto obtuso para fotografia. Fora que a impressão é de que Miu está num espaço etéreo, zen e eu amei ♥.

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Dica de filme - Trust de Hal Hartley

>> sexta-feira, 19 de julho de 2013



Outro filme surpreendente que descobri zapeando até cair no Cine Conhecimento do Canal Futura. É sério, viu? Comecei a assistir, consegui pegar quase do começo e a coisa toda foi me envolvendo até que entendi que havia gostado muito do que acabara de ver.

Trust (Uma questão de Confiança) é de 1990, e é o segunda longa de Hal Hartley, à época, uma promessa do cinema independente americano. Há quem julgue que Trust é o melhor trabalho do diretor. Só assisti outros dois filmes de Hal Hartley, The Unbelievable Truth, The Book of Life e posso afirmar que eu gostei mais de Trust. 

O certo é que a coisa dos personagens jovens em crise, a ridicularização do american way of life, metáforas que permeiam tanto a construção dos personagens quanto o roteiro e os maravilhosos diálogos desconexos e amorfos são bons motivos para prestar atenção.

Para terem uma exata noção do que se trata Trust, a filha adolescente, uma das protagonistas (Maria, vivida pela linda Adrienne Shelly, que morreu em 2006) abre o filme dando um tapa no pai pulha que morre. E o resto não se trata de silêncio. O outro protagonista, (Matthew), o personagem técnico de computadores, cínico e nietzscheano que odeia tv, é culto, intelectual, porém violento e perigoso. 

E o filme é, a priori, uma comédia romântica. Ou seja, assistam e tenham fé ~ piada infame define.






Bisous.


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Aleatórios da semana - só esmalte!

>> quinta-feira, 18 de julho de 2013


E como havia prometido, vamos falar (de novo) sobre esmaltinhos, que é uma das coisas mais legais do mundo, porque é democrático, é baratinho (a maioria, né?), colorido, feliz e todas podem!

E maquiagem, Eliza? Não gente, aí é diferente, porque existem sim maquiagens mais baratinhas que fazem o mesmo papel da MAC e da NARS em nossas vidas, mas que não custam R$ 2,00, né? Então o buraco é mais em baixo. Em um próximo post a gente discute sobre produtos caros e produtos baratinhos ;). Na verdade, posso até  tocar um pouco no tema barato x caro em relação a esmaltes. 

Por exemplo, os esmaltes da Chanel custam R$ 89,00 a unidade, enquanto a maioria dos esmaltes nacionais não ultrapassam as 10 moças da república, sendo que estes valores, de 5 a 10, correspondem a coleções especiais ou esmaltinhos com alguma frescura, tipo os esmaltes da Mary Moon, da Capricho, da Latika. Mas vamos ser francas, até estes esmaltes de R$ 10,00 não têm nada de especial, a gente compra porque é doida, admitamos que é mais saudável. E os esmaltes da Chanel? O frasco é lindo, vem um monte de esmalte e as cores  clássicas são copiadas ça fait long temp ( faz tempo), mas tirando essa coisa glamour, a gente paga pela marca. Esmaltes bem mais especiais e com uma leva de cores que não dá para copiar são os OPI e Essei  e custam menos da metade de um esmalte da Chanel. Ou da Dior. Então, né? Mulher é bicho estranho, já cantou Tia Rita.

Estes últimos meses estou regredindo nessa cousa de manicure e só faço unha feliz retardada: é bolinha de tudo que é cor, brilhos e mais brilhos, tudo em cores fofinhas tipo azul tiffany coisa e tal. Thiago se aproveita para tirar uma ondinha, dizendo que agora aderi ao nail art. E eu bato o pé e digo que não, que não é nail art. As vezes até acho que é, mas não darei o braço a torcer. Mas me internem quando aparecer com coqueirinhos desenhados nas unhas ou colar adesivos florais, aí a tampa da chinela se perdeu para sempre.


Da esquerda para direita: Eliana Dote glitter ball; Top Beauty Ultimate Glitter barcelona girl; Essie bottle service; Capricho Play click; Colorama Eu ♥ Acessórios óculos escuros; beauty Color salto agulha.



Da esquerda para direita: BU azul royal; Colorama Eu ♥ Acessórios maxi colar; Risqué ♥ Dogs husky e chow chow.



Da esquerda para direita: Beauty Color Sabrina Sato dancedance; Beauty Color Claudia Leite extravasa e pássaros.


Da esquerda para direita: DNA Italy efeito jelly; Nati Las Vegas blackjack; L'Apogée viagem; Top Beauty simplesmente azul, búzios; Capricho Rock Glam eletric blue; Capricho OMG have fun.

O mais caro foi o Essie, custou 29,00 numa loja de belezices aqui em NI, muito esmalte importado e nacionais diferentes. O problema são as vendedoras, todas evangélicas loucas, que ficam "pregando" homofobia em alto e bom som. Nem o meu olhar de censura deu jeito. Acho que de uma próxima vez (se houver) vai rolar treta. Fica na Travessa Irene, 54, Centro de Nova Iguaçu.

Bisous.

Imagens: T2i com lente 50 mm, estamos nos entendendo.

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Keep Calm, Superman is here!

>> sexta-feira, 12 de julho de 2013


E hoje estreia no Brasil Man of Steel, para os íntimos, o novo Superman, que a gente há tanto tempo esperava.

A gente que cresceu assistindo aos filmes fofos do Superman vivido por Christopher Reeve, inspirado no Superman primevo, da revista da DC Comics, ídolo americano, bom moço e bobinho, cresceu com um dos maiores ícones do Século XX, mesmo que este ícone usasse a cueca por cima das calças. 

Mas a gente cresceu, a DC também, e o Super Man, faz muito tempo, também mudou. Hoje em dia, por exemplo, a explicação para que ninguém reconheça Clarke Kant pelo singelo fato de usar óculos, é porque estes óculos são tecnologia de Krypton, que engana os nossos olhos terráquios. Né rs? Amo HQ!

Por isto e por tantos outros motivos, este Superman, Man of Steel, foi tão esperado, como o foi Batman do Nolan (Nolan que por sinal é o produtor do novo Superman).

E aquela outro filme do Superman, de uns anos atrás, com o Kevin Spacey como Lex Luthor? Esquece, isso foi um erro. Na verdade, o erro. Fiquem com as primeiras temporadas de Smallville ( na verdade, a primeira, a segunda e a terceira, o resto foi o samba do crioulo doido) que você ganha mais em memória afetiva.


Adendo: confesso que apesar da tosqueira das temporadas finais, eu amei muito Smallville, não tem como, gente. Eu e meus erês assistíamos juntos comendo quentinha delícia do Restaurante Caravelle ♥.

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Aleatórios da semana - vi, provei, ganhei, perdi..

>> quinta-feira, 11 de julho de 2013



Vi

Tem uma canal nova que eu estou assim, encantadinha, o nome é Arte 1, muito legal. Julieta dos Espíritos do Fellini passando assim, às 10:30 da manhã. 

Dia desses assisti aquele documentário Edifício Master (que era tipo, um inferninho em plena Zona Sul carioca, hoje é um prédio mais familiar; deveria ser mais interessante antes, mas tudo bem), e eu achei assim, surpreendente. Conta a história do prédio, que fica em Copacabana, meio que através das estórias individuais dos moradores. É muito melancólico. O documentário tem uns 10 anos e eu fiquei me perguntando sobre aquelas pessoas, o que foi feito delas hoje.

E por falar em documentário, o meu documentarista favorito, Herzog, dia desses, assisti finalmente a versão dele para Nosferatu. Acho que foi no Cine Conhecimento do Futura. Os puristas vão me odiar, mas preferi a versão do Herzog. Mas eu gosto do Nosferatu velhão e mudo, coisa e tal aussi. Contudo, a versão trintona do Herzog é bem boa, porque brinca com a coisa do surrealismo com mais recursos (nem tantos assim), só que ainda com aparência teatralesca. Eu gostei.

Provei

Frapê de coco da Ades, é de longe o melhor produto da marca, é uma delícia, muito bom, gente, sérião. Super recomendo até puro. Por que até puro? Porque usam para bater com berries e banana congelada. Que fica uma loucura de bom, mas puro é delícia também. Aliás eu virei a louca dos sucos, vitaminas e smoothies. Mas sempre fui conhecida por 'coelha comedora de matinhos', inclusive minha filha Vivi sempre comenta "minha mãe e seus matos", se referindo ao meu hábito de comer vegetais, que por sinal foi ensinado a ele, que não curte, mas é forçada a comer ao menos um pouco. Eu como 'mato' e troco refri por suco numa boa, porque eu gosto mesmo. Quando a gente vai num japa, eu sou a única a comer todos os verdinhos e legumes cortadinhos daquele jeito lindo, enquanto o povo come os makimonos fritos coisa e tal. Eu gosto, mesmo e não é modinha fitness.

Ganhei

Meu filho, projeto de engenheiro, achou um sebo no Grogoatá (Niterói) que por 20 moças da república você leva sete livros. O erê precisa de mais traquejo para escolher livros, mas no comboio ele me trouxe duas edições do Ruy Barbosa e achei foi lindo.

Perdi

E por falar em livros: pqp, eu perdi muitos livros. Contabilizando, passou de vinte e eu parei de contar e comecei a chorar de desgosto. Sério, eu chorei mesmo. O último que me dei conta que não mora mais comigo é uma edição fofinha da Editora UFC (eu acho que era...), Lucíola do José de Alencar (estou devendo o post dele, autor injustiçado, aguardem ;)). Era tão bonitinha a edição :(.

Foto

A foto que ilustra este post acho que é de 2006, quando minha amiga e irmã Bel foi para a Alemanha pela primeira vez. Hoje ela mora lá, na terra do querido Goethe. À época ela levou minha câmera analógica e fez um monte de imagens cheias de lirismo e poesia, como esta do moinho. Pois esta minha amiga vai já já começar um segundo mestrado, em tradução! E o orgulho? ♥

Bisous.


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Livros de Mitologia

>> terça-feira, 9 de julho de 2013


Um dos meus assuntos favoritos, mitologia. Desde pirralhinha amo mitologia, que começou com as fábulas de Esopo, as lendas dos heróis gregos e culminou na leitura dos contos celtas, nórdicos até a Ramayana.

E a paixão por mitologia e leitura fez nascer o desejo de querer comprar livros sobre o tema. Mas daí que parei no empecilho básico de todos nós professores em começo de careira e estudantes universitários (a maioria, ao menos): dinheiro. São muito caros os livros sobre mitologia. Ao menos costumavam ser.

Lembro que comecei o meu pequeno acervo sobre o tema com uma publicação da Publifolha que encontrei no Extra, O Livro Ilustrado da Mitologia, uma edição fininha, porém super completa e muito, muito ilustrada, colorida, viva, que foi muito em conta. Hoje ela está esgotada em todos os lugares. Tenho vontade de comprar outra, porque a minha edição está muito judiada, sofreu muito na mão do meu erê, projeto de engenheiro.



Depois consegui comprar um mini dicionário de mitologia, que meio que me dá vergonha, porque em si é meio tosquinho. Mas quebrou um galho, especialmente quando inventei de estudar grego e mitologia greco-romana.

Daí a curiosidade sobre outras culturas me fez pesquisar e conheci a mitologia nórdica, comecei a estudar runas e rapidinho comecei a me interessar pela cultura celta.




Fazia tempo que não abria este livro, e eis que encontrei uma foto do Rio Reno, que minha amiga Bel tirou pra mim. Analógica!


Um dia encontrei a coleção Livro de Ouro da Ediouro e caí de amores pelo Ciências Ocultas e é claro Mitologia, sendo que o da Mitologia era o mais caro da coleção. E ainda havia uma versão de luxo, capa dura e com imagens coloridas. Contudo, todos muito acima das minhas posses à época. Acabou que um dia encontrei o Livro de Ouro das Ciências Ocultas na Arte e Ciência, na parte sebo e levei para casa. E meio que esqueci dos outros. Até este mês, quando recebi no e-mail uma promoção da Submarino em que estava lá, o dito cujo do Livro de Outro da Mitologia por 9,90 moças da república. A capa havia mudado, mas era o mesmo livro que há poucos anos atrás tanto desejei. E é óbvio que comprei.

Quando o livro chegou meio que me decepcionei. A edição sofreu algumas alterações consideráveis em termos de qualidade. Coisas básicas como páginas, diagramação, imagens, tudo mudou para pior. Até a orelha do livro - ok, é uma besteira - foi eliminada nesta nova versão. Comparando as duas edições é assim, melancólico. O que compensa é que o conteúdo é quase o mesmo e o preço é muito bom, porque né, 9,90 num livro de tamanho médio de quase 400 páginas é quase de graça. Mas eu sou chatinha e reclamo ;).



Segurando os dois livros dá pra sentir a diferença no peso, na qualidade das páginas, do tipo de folha, da capa. :/


A orelha sumida.


As imagens que encolheram. 

Caso alguém tenha dúvidas, a antiga versão d"O Livro de Ouro da Mitologia, da época da minha edição d'O Livro de Ouro das Ciências Ocultas tinha a mesa qualidade, na verdade era maior, tinha mais ilustrações e de página toda. 



Só para mostrar o maior orgulho da minha coleção de livros sobre mitologia, Teogonia do Hesíodo, que é O LIVRO sobre os titãs e deuses gregos. Hesíodo, ao lado de Homero, são os responsáveis por tudo o que sabemos sobre os deuses gregos, honras, artes, etcetera coisa e tal. Após estudar Mitologia e ler a Teogonia eu posso afirmar que a maioria das coisas que são ditas por aí são a invencionice da invencionice. 

Inté. 


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O Sebo, Nova Iguaçu

>> quinta-feira, 4 de julho de 2013


Depois de tanto escrever e pensar sobre sebos, recordar dos sebos a que já fui, ai que me atacou um bicho carpinteiro e inventei porque inventei que tinha que ir a um sebo. E cadê os sebos de Nova Iguaçu (u-hu)? Para ser bem franca, nem livraria direito tem por aqui. No único Shopping da cidade tem uma Nobel, que é uma livraria que sinto um certo abuso antigo, do tempo em que a Nobel aterrissou em terras cearenses, cheia de empáfia e antipatia. Que logo foi embora e deu lugar a Siciliano, tão simpática e perfumada de café.

Confesso que a birra com a Nobel até que passou, e hoje em dia até consigo entrar na livraria. Tem uma sede muito querida no Shopping Downtown, uma fofura cheia de artigos de papelaria caríssimos, mega inflacionados, mas tudo bem.

Mas voltando aos sebos.

Comecei a pesquisar e descobri O Sebo. Anotei o endereço, fica na Rua Quintino Bocaiuva 98, e segunda-feira agora fui dar uma conferida. Para quem conhece, indo pelo calçadão, é uma rua cuja entrada fica quase em frente as Americanas. É a rua de trás da Marisa, mais especificamente, entre o Extra e uma quitanda. Parece que já é bem antigo. E bem caótico, bem empoeirado, carregado nos ácaros coisa e tal. Como sou experiente na coisa de vasculhar em sebos, não me desanimei com a entrada cheia de revistas e edições tipo sabrina de banca de jornal, que a tia costureira costumava ler no fim da tarde, cozendo o bolso do sobrinho. Fucei todas as prateleiras, perguntei e de repente as coisas interessantes começaram a aparecer e se revelar. Parece mágica. Várias edições preciosas e antigas em capa dura, desprezadas por ali. Uma edição antiiiiga e judiada de Macunaíma, abandonada numa pilha.

Notei que atrás do balcão havia umas edições de capa dura, mais jovens, robustas e coloridas. A moça me indicou onde ficavam os clássicos e mais edições irmãs daquelas coloridas, que nada mais eram do que aquelas edições especiais de capa dura, com cara retrô, que a Editora Abril vez por outra lança, (a última com propaganda de tv com Fernanda Montenegro). 

De volta ao balcão com duas edições da tal coleção onírica, encontrei uma pilha de As Meninas, de Lygia Fagundes Telles, praticamente de todos os anos. Escolhi uma para mim. E uma outra edição de uma coleção de livros do Machado, velha conhecida minha (já tinha umas três edições dessa coleção, mas compradas em Fortaleza no sebo do Seu Geraldo). E num corredor no fundo da loja, várias edições, de editoras diferentes, de vários livros de Marion Zimmer Bradley, inclusive das Brumas de Avalon, e consegui , finalmente, (re)completar minha coleção das Brumas, que estava desfalcada, desde que um "amigo" pegou emprestado e nunca mais devolveu. Uma das estórias da minha vida.

Ainda trouxe para casa duas edições de Sandman, uma antiga, do tempo que Sandman era da editora Globo, uma edição que eu tive quando erê.

Sebos, me fazendo feliz desde 1992.


Muitas alegrias, livros e Minions.


Fotinha que entrou no meu IG ontem, eu com minha edição lindalindalinda d'As Meninas de Lygia. Outro livro que já havia lido e não tinha.

Amanhã deve voltar os posts com fotografias com a T2i.

Bisous.

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The Blue Umbrella

>> sexta-feira, 28 de junho de 2013




Uma amiga querida me enviou o link do vídeo do novo curta da Pixar, The Blue Umbrella, que está passando antes da Universidade Monstro (em cartaz nos cinemas) e quase tenho um siricutico de felicidade e fofurice, porque, além de ser Pixar, são guarda-chuvas fofinhos *_*. Amo guarda-chuva, gente!

 Já fiz uma coleção de ilustrações com guarda-chuvas,  a logo da La Coloriste é uma moça de guarda-chuva, quer dizer, muito amor ♥.



Bisous ♥.

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Sebos e livrarias

>> quarta-feira, 26 de junho de 2013


Como já comentei várias vezes por aqui, sou rata - ou traça - de sebos faz muito tempo. Pelo menos desde o tempo em que comecei a chafurdar e freviar o Centro da minha antiga cidade, Fortaleza, em um espírito meio que flâneur, quando nem ao menos conhecia o termo sebo; para mim era lojinha de livros usados.

De maneira muito tímida, comecei a reconhecer as tais lojinhas de livros usados, vasculhar as pilhas de edições das mais variadas, todas misturadas, empoeiradas e organizadas a esmo. Minha rinite ficou super assanhada, até que desenvolvi alguma espécie de resistência que não me fazia morrer (muito). 

Primeiro eu passei pela experiência de estudar o local (ou locais), decorar a ordem do caos, os endereços, os nomes dos funcionários, do dono, do gato que se espreguiçava em cima dos montes de livros de anatomia e direito civil, sempre no fundo da loja. 

Passei muito tempo e descobri alguns tesouros, edições antigas, de nomes que eu havia anotado nos livros de Machado ou que algum professor ou letra de banda (tipo The Cure, sabe?) havia citado. Logo porque eu não tinha dinheiro, nem para comprar livro usado, então eu só podia era ficar por ali, no desejo de levar alguns daqueles amigos para casa. E esse dia chegou. E eu comprei primeiro um livrinho. Depois dois. Daí quatro. E hoje metade da mini biblioteca é certamente fruto de minhas visitas à sebos. 

E as livrarias tradicionais? Bem, minha primeira experiência em livrarias foi com aquele tipo de livraria/papelaria que vende material didático para escola. E a minha era a Livraria Educativa, também no centro de Fortaleza. Eu simplesmente adourava o perfume de papel e lápis de cor novos, fora o cheiro contagiante da impressão dos livros. É um dos perfumes que a felicidade usa.

Já crescida, bem crescida, fui apresentada por mim mesma à livrarias de livros, e tão somente livros, como a Livro Técnico e todas as suas maravilhosas prateleiras, especialmente a parte de livros importados: Madame Bovary ali, em francês, em minhas mãos. E eis que um dia a Siciliano (hoje Saraiva Mega Store, quase a mesma coisa) chegou à Fortaleza, com Café Santa Clara e uma infinidade de livros novos e estonteantes. O cheiro de café misturado a livros e perfumes alheios, sorrisos de canto de boca, olhos afundados em páginas pelas poltronas, sabe sonho? Pois então.

Nessa mesma época a gente aprendeu a comprar via internet. Sem emoção, confesso. Tudo bem, tem lá sua emoção, como comprar um monte de livrinhos queridos e desejados com descontos incríveis. Mas não é a mesma coisa de ir a uma livraria.

Quando cheguei ao Rio, um dia dei de cara com uma senhora chamada Livraria da Travessa. Ah, a Livraria da Travessa e todos os seus encantos, suas estantes de madeira escura recheadas de livros e mais livros caros e lindos, aquelas edições especiais, que aquecem o coração de tão lindos. E daí conheci a Fnac e todas as suas tentações. E a Cultura. Minha gente, a Cultura. 

Dicas.

Gente com melindres fique longe de sebos. Essa conversa da alergia sei lá das quantas, né? Eu tenho alergia, minha cara incha, espirro cem vezes, fora uma reação esdrúxula de sentir a boca arder e queimar. Pois é. Eu sou alérgica, muuito alérgica e frequento sebos há anos. Seja franco e admita que não gosta de livro usado, que nem gente que odeia brechó. Nem todo mundo tem que gostar de sebo, de brechó, de antiquário. Não há nada de errado nisso. Só acho ridículo falar de "vida de segunda mão". Machado de Assis, Clarice Lispector, Virginia Woolf, todos estes queridos compravam livros em sebos, então estamos em boa companhia de segunda mão, né mesmo? ;)

Sebo deve ser apreciado devagar, é tipo caça ao tesouro. Debaixo de uma pilha de livros ruins, pode  se esconder uma edição antiga, capa dura, do Oscar Wilde ou, a obra completa de Fernando Pessoa, também em capa dura, com folhinha fininha, coisa e tal, que vai te custar só 15 mocinhas republicanas.

Sebos em Fortaleza: 

Sebo do Geraldo (houve época em que foi minha segunda casa)
24 de maio, 950, Centro.

Arte&Ciência (misto de livraria e sebo)
Av 13 de maio, 2400, Benfica.

Livraria em Fortaleza:

Livraria Lua Nova (antes ficava num cantinho do Shopping Benfica, depois se mudou para um casarão antigo. Eu queria morar lá rs)
Av 13 de maio, 2861, Benfica.

Sebos no Rio:

Procurem a Rua Camões, a rua do Real Gabinete de leitura.

Livraria Rio de Janeiro:

Livraria da Travessa da Rua do Ouvidor. 

Linda. Liiinda.

Estante Virtual

O maior acervo de livros seminovos e usados do Brasil A Estante Virtual é um portal de compra e venda de livros usados e seminovos que reúne o acervo de alguns dos melhores sebos e livreiros do país.

Imagem: Shakespeare and Company, em Paris.

Bisous.


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Autores injustiçados - Machado de Assis

>> terça-feira, 25 de junho de 2013


Fiz o exercício de vir aqui para escrever este post coletando todos os comentários injuriosos que já ouvi e li sobre Machado de Assis. E gente pensará que enlouqueci de vez, porque Machado é reconhecido, na verdade um dos poucos escritores brasileiros reconhecidos por sua qualidade literária e gênio por críticos do mundo todo. É o único escritor brasileiro citado n'O Cânone Ocidental do Sr Harold Bloom, livro odiado, porém referência nessa coisa toda de clássico, cânone, etcetera coisa e tal. 

É, Machado é tudo isso, e muito mais do que citações de nomes estrelados da crítica literária. Mas isso tudo não mudo o fato de que Machado é odiado e bastante odiado pelos leitores brasileiros. De fato, acho que só perde para José de Alencar. Adendo: nosso próximo injustiçado, aguardem.

Desde o meu tempo de escola até os dias de hoje, já reuni uma série de idiotices que ouvi sobre Machado: linguagem antiquada, (cê jura?), linguagem datada (pior), difícil de acompanhar, de entender, conteúdo pobre (oi?), folhetim pra senhoura ou, novela mexicana. Esta última ouvi em sala de aula de introdução à filosofia. O professorzinho, um completo imbecil, contou uma lorotinha de que sei lá quem pegou um conto qualquer do Machado, assinou e levei para uma editora, que se recusou a publicar por achar o conto ruim. E que diabos de editora é essa que não descobriu que era Machado de Assis? É, porque as editoras pesquisam para evitar plágio, quer dizer, um estapafúrdio completo. Até hoje sinto ódio desse episódio, que aconteceu dentro do curso de letras, uma tentativa de fazer alunos de letras odiar Machado de Assis ou no mínimo, ridicularizá-lo. Fiquei tão indignada que saí de sala. Nos meus primeiros anos de faculdade eu era conhecida como a "Machadiana" então imagine aí o quanto este episódio foi terrível.

Se procurar em forúns sobre literatura ou redes sociais tipo Skoob (não consigo levar a sério Skoob e cia, desculpe) sempre vai aparecer alguém para falar mal da literatura de Machado de Assis. E por que? Primeiro porque Machado pede maturidade, não de anos vividos, mas de livros (bons livros) lidos. E algum conhecimento ou simpatia por filosofia. Antigamente, no meu tempo, o primeiro contato literário sério que se tinha na escola era com Machado (e Alencar). Uma garotada boba, acostumada com Turma da Mônica, super não compreendia os olhos de ressaca, dentre outras metáforas machadianas maravilhosas. Fora a coisa da alma, porque certos livros pedem uma certa inclinação e isso acontece com Machado, que pede um leitor devoto, sem medo dos abismos e do não compreendido. Quando li Machado me encantei pelo o que não conhecia, anotei todos os livros e filósofos que encontrava em seus livros, como quem anota as dicas daquele professor genial. Machado foi o meu pai literário e eu acho lamentável que não seja assim para a maioria das pessoas.

Qualquer bom leitor reconhecerá a qualidade do texto machadiano. A cousa do gostar, deveras, isso depende do que cada um é feito.

Para ler Machado recomendo: 1ª uma boa coletânea de contos (sempre recomendo contos de um autor, porque serve como uma espécie de amostragem da escrita, é mais rápido e dá para se ter uma ideia do geral); 2ª Helena, o povo fala muito mal da fase romântica do Machado. A impressão que tenho é que não leram direito; 3ª Memórias Póstumas de Brás Cubas, porque é sensacional. Pirandello e Sterne versaram sobre o mesmo tema, mas Machado, ah Machado, leva a cousa para outra esfera. Seu Brás Cubas é encaixado no Realismo por mera convenção. Como um livro em que um defunto narra suas desventuras pode ser considerado realismo? Sabe como? ;)

Meus livros antiguinhos do Machado.

 
Os de capa dourada e vermelho são da Editora Globo, e são os mais jovens, mas já comprei em sebos. Aliás, todos os meus livros do Machado foram comprados em sebo. Esse senhor de capa dura verde com o rosto do Machado em baixo relevo tem 55 anos, comprei por 5 moças da República no Sebo do Seu Geraldo no Centro de Fortaleza. Contudo, sonho há tempos com uma edição novinha e cara das obras reunidas de Maneco.

Nos próximos dias vamos falar sobre sebos e livrarias, talvez seja amanhã, não sei ainda.




Bisous.

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Livros reconfortantes e um blog novo

>> sexta-feira, 21 de junho de 2013


Na verdade o blog em questão não é novo, já está por aí faz seis anos, mas eu só descobri há pouco, pouquíssimo para ser exata, foi quarta-feira agora. Descobri, já amei e já inclui na lista de links do RQ.

É um blog que versa sobre leituras, diversas e boas, na minha opiniãozinha. Tiny Little Things é construído em texto e vídeo. Queria eu ter coragem de postar vídeos aqui no bloguito. Quem sabe, né? Pois então, muito bom, leiam.

Por lá encontrei a tag (meme, algo que o valha) Livros Reconfortantes, e como eu adouro este tipo de coisa, e vocês sabem disso, deixo aqui as minhas respostas com imagens e escritos (e nada de vídeo!).

Adendo: a Tatiana Feltrin, uma das autoras do blog, me fez lembrar de uma pessoinha que eu lia muito, que é a Márcia Frazão. Sim, a bruxa que é escritora e eu gosto bastante também. Aliás, eu gosto muito do tema esoterismo e afins, tenho alguns livros sobre. E também estudo Tarot e Runas. Agora os haters têm mais uma munição contra mim, eba-que-legal-como-eu-me-divirto. Contudo, a Márcia Frazão não entra na minha lista de livros reconfortantes. Mas eu leio. E gosto.


{Look du jour! Estou brincando. Tirei esta fotinha, que por sinal achei linda (sim, mesmo sem a minha cabeça rs} e como é pra falar de livros reconfortantes, vesti meu vestidinho fucsia reconfortante, soltinho, levinho e lindinho ♥.}

1. Qual (ou quais) livros tem o poder de despertar memórias boas da sua infância? (Cite até 3)

1ª. Meu Pé de Laranja Lima do José Mauro de Vasconcelos. Eu li na escola, minha gente, quando tinha uns 9 anos e era uma época tão boa. Eu me lembro do cheiro do livro e que queria muito um pé de laranja lima. Na verdade quero até hoje.

2ª. O Menino do Dedo Verde do Maurice Druon, um outro livro infanto-juvenil francês, que não o Pequeno Príncipe. Muito muito lindo. 

3ª.  Lusíadas, Camões gente fina. Li com 11 anos, e eu fui obrigada pelo meu pai, que me disse que era a última coisa boa que ele faria por mim. Meu pai já era bem velho (meu velho ♥), estava doente e morreu naquele mesmo ano. Preciso justificar?

2. E da adolescência?
No finalzinho do 1ª Grau, Ensino Fundamental hoje em dia, uma Elizabete com 13/14 anos, entrou em contato com Machado de Assis e José de Alencar. Ao contrário de todos os meus colegas, eu não odiei, na verdade eu me encantei pela Iracema mulher maravilha do Alencar, e me diverti muito com o filho da mãe do Brás Cubas. Então, tanto poderia citar a Iracema do José de Alencar, quanto Memórias Póstumas de Brás Cubas do Maneco (é como eu chamo Machado de Assis). Mas na verdade o livro que marcou a minha adolescência foi a Carrie, A Estranha do Stephen King, porque eu queria ser a Carrie, cara! A mãe doida deixa pra lá, mas os poderes.

3. Um livro que você relê sempre para te trazer bons sentimentos:
O Leão, A Feiticeira e O Guarda-roupa das Crônicas de Nárnia do C. S. Lewis. 

4. Qual é seu gênero literário mais reconfortante?
Gente, reconfortante Literatura fantástica, especialmente romances de imaginação.

5. Qual é seu escritor mais reconfortante?
 Oscar Wilde, tudo o que leio dele me faz bem. Mesmo Dorian Gray, qualquer coisa.

6. E a escritora que você procura quando quer conforto para a alma?
Clarice Lispector, nesse momento de minha vida estou muito (re)apegada a Água Viva.

(Esta última parte é jogo rápido)

7. Um livro para dias de fúria:
Eu não leio quando estou com raiva, se eu fosse fazer isso, procuraria algo que me acalmasse, tipo as poesias da Emily Dickson.

8. Um livro para momentos de tristeza e melancolia:
Em geral eu procuraria algo que melhorasse o meu ânimo, tipo, não iria ler Memorial de Aires do Machado, livro profundamente melancólico. Sei lá, Harry Potter e a Pedra Filosofal da Rowling é uma boa pedida.

9. Um livro que remete a algum momento muito bom da sua vida: (Por que?)
O Senhor do Anéis, A sociedade do Anel do Tolkien. Eu li os livros em 2002, após assistir o primeiro filme e me encantei pela Sociedade do Anel (amo os três, mas a Sociedade é o amor), especialmente quando chega a parte de Lothlorien. Fora que foi uma época muito boa, lembro de dias lindos em Fortaleza, o jardim todo vistoso, cheiro de bolo em casa, meus erês ainda pequenos e a minha cadeira de balanço ♥.

10. Um livro para provocar emoções boas:
Peter Pan do Barrie, I do believe in fairies!

Bisous.

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Livros e autores injustiçados - Clarice Lispector

>> quinta-feira, 20 de junho de 2013


Prometi em escritos passados que voltaria aqui com uma lista de livros injustiçados ou mal compreendidos ou ainda, compreendidos de forma ridícula, como, na minha opinião, o é Great Gatsby. Mas mudei de ideia e farei toda a semana um post sobre um livro e/ou autor mal interpretado e afins. Como já falei, mesmo que rapidamente, do livro preferido por todos de Fitzgerald (o meu é Suave é a noite - tenho uma edição de capa dura) o já citado Great Gatsby, começarei com uma das autoras mais importantes da minha vida, a quem dediquei e dedico alguns anos de estudos e muito bem querer, dona Clarice Lispector.

Ao menos em termos de Brasil, Clarice Lispector se tornou a autora mais esculhambada de todos os tempos. Virou bodega, em português chulo mesmo. De trechos inventados à batatinha quando nasce, tudo é atribuído à Clarice, que virou chacota nas redes sociais. 

Passeando pela tenebrosa timeline do Facebook, tenho que me deparar com mini posts de coleguinhas mal alfabetizados dos meus erês, dando a referência de qualquer asneira à Clarice, para fins de ridicularização de qualquer coisa, pra parecer bacana, coisa e tal. Ou seja, Clarice virou a metonímia do ridículo, do grotesco e da farsa literária.

Estorinha verídica de internet: uma certa pessoinha, que se dizia fã de Clarice Lispector, a citava e recitava quase como mantra, mas nunca havia lido um livro de Clarice, apenas sobre Clarice, o malogro da biografia (e enfim eu entendi a academia que tanta raiva sente do biografismo). E quando foi ler Clarice Lispector propriamente dito, odiou.

O que isso quer dizer? Que Clarice virou um autor mito, de tantas citações e falsas informações sobre uma vida cercada de mistérios, fugida de uma guerra. Uma estória triste, que muitos sem conhecer, julgam charmosa. E acaba que para uma leva de leitores, a literatura de Clarice ficou à deriva deste mito.

Fora o mito Clarice, há aquela lenda da escritora hermética, difícil, que só gente muito profunda entende, ou seja, papo de hipster, ou seja, que coisa antipática. Daí que tudo ridiculamente difícil (ou que aparenta difícil) ganha um atributo clariciano. A piada foi tão esgotada que o difícil escapou, restando apenas o advérbio ridiculamente, mesmo que incomode profundíssimamente a nossa língua portuguesa. E tudo que é ridículo é clariciano, tipo a batatinha quando nasce. E as pessoas se divertem, multiplicando tais ideias sobre Clarice, compartilhando trechos que a autora nunca escreveu. Poesias, Clarice nunca escreveu poesia! E seguem com o massacre.

 Pessoas que nunca leram um conto da Flor de Lis, quando enfim procuram ler, se decepcionam, porque ler Clarice é uma outra experiência literária, a do fluxo de consciência levada a última instância. Bem diferente dos monólogos interiores de um Dostoiévski, muito mais palatáveis.

Para ler Clarice recomendo: 1ª Laços de família; 2ª A Paixão Segundo G.H. e se você conseguiu, ou seja, se deixou conquistar por todas as cores, perfumes e sensações da tessitura de Clarice, recomendo em 3ª Água Viva. Você será então um leitor iniciado.




Minhas edições antigas, Perto do Coração Selvagem (3ª edição da linda editora Sabiá) e A paixão Segundo GH. 



Edições da Rocco, editora que publica Clarice faz alguns anos.


Biografias da Clarice.


E meu caderno de Literatura Brasileira da Clarice, raríssimo e xodó.

Bisous.

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Domingo em Movimento - Fahrenheit 451

>> domingo, 16 de junho de 2013


Como contei na sexta, minha leitura do momento, dos livros que comprei (depois mostro tudo) é o único que nunca havia lido, mas conhecia a estória do filme do Truffaut. A cada página me choco como, algo que pareceu ficção científica na década de 60, está tão próximo a nossa realidade de agora.

Quem são os nossos bombeiros de Fahrenheit 451?

Nessa vibe.

Inté.

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Como é bacana comprar (e ler) bons livros (e mais desabafo)

>> sexta-feira, 14 de junho de 2013


Neste último mês fiz uma das coisas que mais me dá prazer no mundo, comprar um monte de livros. E fazia muito tempo que isso não acontecia. Para mim, persona que chegou a comprar 10, 15 livros em um mês, durante o período em que fui professora, estudante de francês e de letras, é muito dolorosa tal constatação. Avaliando, mesmo em meus tempos de maior pobreza, aquela franciscana - e eu tinha até uma saia marrom, indumentária de minh'alma - sempre comprava alguma edição antiguinha e de capa dura (o amor) num sebo da vida. E sempre comprava alguma coisa para um amigo, porque sempre amei dar livros de presente (como aquela vez que comprei num sebo uma edição com fatos históricos sobre o Titanic para meu amigo Maicon, fã do assunto, e ele ficou passado e sem jeito, muito fofo rs ♥).

Adendo: e por falar em sebo da vida, outro post que está no forno é sobre as livrarias e sebos da minha vida. aguardem ;).

Em algum momento pensei em fazer parceria com alguma editora, mas quando fui ler as "regras" e avaliar os blogs que conseguiam as tais parcerias, todos blogs com bilhões de visualizações e muitas vezes com conteúdo pueril em termos de firmeza e sumo de opinião, desencantei totalmente. Na verdade, consegui um ranço com estas editoras. Mas quem sabe, né? Outra coisa é que, se recebe um monte de livros, e nesse montante, muitas edições que provavelmente não agradariam a esse arremedo de crítica literária que vos escreve. A probabilidade de texto esculhambativo era tipo, gigantesco, né? Vocês lembram desse post que eu amo e metade da internet odeia. E houve um causo: uma certa vez, aninhos atrás, uma pessoinha que trabalhava com editora voltada para as modinhas e as artes, entrou em contato comigo para resenhar um certo livro, não para publicar no blog, mas para sair numa publicação sei lá das quantas. E eu fiz a resenha com todo o cuidado acadêmico, recebi uma pá de elogios e, pediram um portfolio, um currículo padrão, um lattes e daí? Nada. Sumiu. A pessoa não me deu mais satisfações do que fez com meu texto, que não era um textinho para blog (não se ofendam comigo, mas texto acadêmico é outra coisa) e ficou por isso mesmo. E eu me senti a otária. Foi o último episódio para eu ter a mais absoluta certeza de que não seu lidar com essa coisa de parceria em blog, eu faço isso por você e você faz por mim, sabe como? Pois é, eu não sei.

Mas voltando.

Este último mês fui a forra e comprei algumas edições que me faltavam - e ainda me faltam muitas outras: a edição mais linda do mundo da Alice (The Alice's Adventures in Wonderland and other stories), da Barnes & Noble New York, comprei na Estante Virtual e foi uma saga, que contarei num post que já está prometido e sacramentado; ganhei um livro do meu Yan, presente de dia das mães, uma edição lindalindalinda, especial 50 anos, do Laranja Mecânica, com glossário e ilustrações incríveis, da Aleph; 1984 e A Revolução do Bichos do Orwell, Companhia das Letras; duas edições lindinhas da Puffin, A Little Princess e The Wizard of Oz; uma outra edição da Alice, da Penguin Classics, que ainda não chegou e uma edição de bolso de Fahrenheit 451 da Globo de Bolso.

Este último livro é o que estou lendo agora, porque de todos os livros que comprei era o único que nunca havia lido, só assistido ao filme de Truffaut, muito bom, por sinal.

O romance apresenta um futuro onde todos os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas antissociais, hedonistas, e o pensamento crítico é errado e reprimido. O personagem central, Guy Montag, trabalha como bombeiro, que na verdade é o encarregado de queimar os livros. É, uma coisa meio Alta Idade Média. O número 451 é a temperatura em graus Fahrenheit da queima do papel. Parte da crítica enxerga uma espécie de alegoria contra a televisão, que seria o bombeiro queimador de livros e neurônios do nosso tempo. Não está de todo errado, não é mesmo? Sei que tenho muito medo dessa coisa anti-intelectual, porque senti e sinto isso na pele o tempo todo, tanto por pessoas que desmerecem o conhecimento livresco, tanto por pessoas que acham ridículo possuir conhecimento livresco. Tem para todos os gostos.

A leitura do livro está mexendo muito comigo, porque é impressionante como é, assustadoramente, atual.

Inté.

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Tudo o que você queria saber sobre papel de parede, mas não havia ninguém suficientemente doido para te responder de graça

>> quinta-feira, 13 de junho de 2013



Juro que pensei em deixar o título do post até 'papel de parede', mas a tentação foi tamanha que né, deixei este título meio "woddyalleano" ou título de dissertação, porque fica ainda mais besta, já que o assunto, por si só, é uma bestagem.

Já falamos sobre papel de parede aqui e aqui.

Enchi o saco de todo mundo pelas redes sociais, tantas fotos que tiro que ao fundo estão lá, as paredes da casa embonitadas com papel de parede. Antes a parede do quarta das meninas e a parede da entrada da casa, aquele papel com arabescos verde água. Agora mais uma parede ganhou estampa em papel, uma das paredes do meu quarto-hommeoffice-atelier. Como recebo/recebia muitas perguntas sobre, resolvi vir aqui e contar tudo o que sei sobre o tema, minhas experiências, coisa e tal.

Papel de parede é uma coisa cara, em casas especializadas pode chegar a R$300,00 o m² sem contar a mão de obra. Até mais. É, eu sei, é osso. Como era um desejo assim, daqueles que dói e tira o sono (eu sou besta), nunca desisti e um belo dia encontrei na Leroy Merlin papel de parede, uma seção só deles e, não era tão caro assim. Quer dizer, não era caro comparando com os papeis de parede grifados que custam o preço do mármore mais nobre. Mas há de se ressaltar que, o papel de parede que se encontra na Leroy Merlin, variando de R$ 60,00 a R$120,00 o rolo com 10 m, é bem diferente do papel de parede caro. Isso quer dizer que o papel da Leroy Merlin não presta? Não, de jeito nenhum. É um tipo de papel específico para parede, a gramatura é mais espessa, sem grosseria, na verdade, apesar da resistência, é delicado, acho que por conta da beleza. Ah, salvo engano, a Leroy Merlin tem serviço de aplicação de papel de parede. Mas eu não tenho certeza. Quanto às variedades mais caras, elas são emborrachadas, laváveis, algumas são auto-colantes, tipo, já vêm prontos para aplicar na parede e isso pode ser uma benção, porque vocês não tem noção de como é trabalhoso colocar papel de parede. 

E aí está outro ponto, se você, querido leitor, nunca encapou seus caderninhos de escola (vixi), nunca sequer usou aquele papel contact e fora isso tudo, ainda sofre de problemas nervosos, não aconselho a se meter com papel de parede. Na verdade, se você for muito calmo, ainda corre o risco de enlouquecer durante a empreitada, então avalie bem a situação.

Passo a passo nada pedagógico (use a abstração); você vai precisar de:

- papel de parede suficiente para o projeto (meça a parede);
- trena, régua, lápis, tesoura, estilete;
- cola (pode ser a cola para papel de parede ou grude, que consiste em polvilho dissolvido em água e levado ao fogo até engrossar e virar, duh, um grude. é para usar frio, tá?). eu uso cola branca cascorez, rende que é uma beleza.
- pincel ou rolinho para passar a cola na parede;
-um paninho macio;
-alfinete.

Antes de tudo, meça o papel e recorte os moldes que irão para a parede direitinho. Se o papel tiver desenhos, como arabescos, cenas, ainda tem que medir, afim de que um desenho encontre com o outro, para que fique bonitinho e correto. Pois é. 

Não dá para fazer sozinho, você vai precisar de ajuda. Recorte tudo com cuidado, lembre-se que paredes quase nunca são 100% perfeitas e, sempre tem uma tomada, um ar-condicionada a ser contornado. É, é dose. Dica, melhor que o molde que vai ser colado fique um pouco maior, porque se pode acertar cortando com estilete já na parede. 

Quando todos os moldes estiverem medidos e recortados, aí começa a parte legal e desesperadora que é colar. Aos poucos, passe a cola na parede (com rolinho é mais fácil) e vá fixando o papel e passando um paninho macio no papel já colado (facilita a não formação de bolhas de ar). E assim vai até o final. Essa parte é fácil, demorada e foda terrível é recortar tudo, calcular, dá ódio. 

Quando tudo acabar, você vai notar que, apesar de ter passado o paninho, está tudo cheio de bolhas, ou seja um cocô. Daí entra o alfinete, você vai em cada bolha e vai furar delicadamente e, passar mais uma vez o paninho. Você vai olhar e vai parecer que ainda está tudo uma merda porcaria, mas, no outro dia, como num passe de mágica, as bolhas terão sumido, e salagadula.

Aconselho a ler este post algumas vezes, ouvir Enya, Coldplay, comer um cookie (sugar free para os agarrados no detox). pense que , apesar da trabalheira ao final sua casa ficará lindalindalinda, que nem casa de filme, nhoin.







Inté.

Imagens: 1. Tim Walker, as demais do meu IG.

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