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Quer emagrecer? Bebe cachaça.

>> quinta-feira, 8 de agosto de 2013



É sério! Nunca conheci cachaceiro gordo. Fora que é uma coisa meio cult, degustar cachaças envelhecidas da Paraíba, custando 500 moças da república a garrafinha.

Mas vamos lá, eu estou meio que de saco cheio dessa volta da moda fitness, que está assim, esgotada, muito por conta das redes sociais, que estão aí, para esgotar os temas até não sobrar mais nada. Acredito que isso dure até nêgo se estapear pelo último pote de proteína sei lá das quantas.

E eu não tenho nada, absolutamente nada, contra a geração saúde, até porque eu sou meio que afilhada. Sempre estive no meu peso ideal (quando não, abaixo), sempre pratiquei exercícios (mas os que me davam prazer, tipo correr no Parque Parreão em Fortaleza... êta saudade), sempre tive barriga negativa, mesmo após ter os meus bebês, comecei na Yoga em 1997, antes de virar, sei lá, status por causa da Madonna. E sempre fui louca por saladinhas verdes, folhas, sucos de fruta sem açúcar e houve época de quase virar vegetariana, não por querer ficar mais magra, mas por dó mesmo dos bichinhos, coisa e tal. Mas essa coisa de vegetarianismo não dá pra mim, porque eu adoro peixe e peixe é peixe, peixe não é vegetal (apesar de que tem fofo que se diz vegetariano comendo peixe, aí né?). Mas eu sempre conheci o meu lugarzinho, de saber que esse posicionamento de vida é uma postura minha, é uma opção particular, e deixar as pessoas comerem picanha em paz. 

Daí o povo pró-fitness, que começa numa bateria de exercícios e alimentação de maratonista olímpico, com suplementos, restrições o-di-a-bo-a-qua-tro, começa campanhas de "parem de comer peito de peru, porque tem nitrato e sódio" ou postam fotinhas com seus corpinhos de ciclista do Tour de France (que a gente sabe, a base de muita substância escrota), "bom dia pra você que está na fila do McDonalds". Ah minha gente, melhore. Pior é que este tipo de gente se acha assim, exemplo a ser seguido. E não, você não é, por mais bacanudo que esteja o seu corpinho. 

Sabe por quê? A tia Eliza explica, porque o peito de frango, criado, literalmente,  na titica nos aviários, que você come grelhado na sua frigideirinha teflon, que solta substâncias cancerígenas quando aquecida, fora isso tudo, está cheio de hormônios. Ou seja. A sua salada está cheia de agrotóxicos, seu adoçante é químico e você não vai querer que eu fale do whey, né? Então deixa as pessoas da fila do McDonalds em paz, porque você não é exemplo de saúde, você, no máximo, é exemplo de um corpo que a nossa geração elegeu como o corpo ideal.

Exemplo para mim é aquele povo que trabalha na roça, na própria terra, que come o que planta e cria, do tipo que ainda combate praga com chá de cravo e cânfora. E todos tomam aquela cachacinha, e todos que eu conheci eram absolutamente magérrimos, lindos e felizes, vivendo suas vidas longas e longas, como é o dia no Sertão.

Inté.

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Domingo em movimento - Batman x Superman e o mimimi

>> domingo, 4 de agosto de 2013


OBS: Apesar de curtinho, contém spoiler, então né, cuidado.

Em homenagem ao próximo filme de Man of Steel, esperado para 2015, que terá o tão esperado encontro de Batman e Superman. 

A gente só não sabe ainda se os dois vão se estranhar antes de formarem a Liga da Justiça (como acontece naquele HQ), nem qual dos "dois Batmans de Nolan" aparecerá. Eu acho que é o Waine, por conta da dica que aparece em Man of Steel 1 (o satélite Waine!),  mas veremos. E sim, eu gostei do filme do Snyder, mais do que qualquer outra coisa que ele já tenha feito. 

Os fãs de HQ de super heróis - digo fãs mais do que eu, que acham que sabem de tudo, tudinho, eu apenas li algumas edições e gosto de HQs da DC e da Marvel, via de regra. Todo mundo que gosta de literatura fantástica/maravilhosa gosta de HQ, mangá, não tem jeito - deve entender que linguagem cinematográfica é uma coisa, linguagem de HQ é outra e as adaptações para a tradução de uma linguagem para a outra devem ser feitas. O Superman do filme Man of Steel é um outro Superman, releitura, que mata Zod (daquele jeito!). E, sinceramente, até agora não entendi do que esse povo tanto reclama, afinal o Superman de John Byrne mata Doomsday (HQ), e nos filmes clássicos Superman com Christopher Reeve, Superman esmaga a mão de Zod e o joga em um abismo sem poderes, ou seja. E olha que era um filme para criança, aquele Superman escoteiro, coisa e tal, quer dizer, melhorem. 

 Quadrinhos são mais filhos da literatura do que qualquer coisa. Sim, eu afirmei isso e entendam que não coloquei aqui qualquer loucura ou novidade, pois HQ já está sendo estudado como literatura ou um outro passo da expressão artística escrita (e desenhada) faz tempo ;).

Admitam que vocês não gostam é do Snyder, que para vocês os únicos filmes de super heróis "sérios" são os Batman de Nolan e que em geral, filme de super herói tem que ser é tosco e divertido, como The Avengers. Pois eu admito, eu acho isso tudo: não gosto dos trabalhos do Snyder, amei os Batmans de Nolan (especialmente o 2) e me divirto horrores com Iron Man, mas, eu gostei e muito de Man of Steel.

Inté.

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Ainda sobre blogs/vlogs de livros e chega

>> sexta-feira, 2 de agosto de 2013



Ontem eu desabafei as minhas mágoas literárias (que nada, era só sobre blogs/vlogs de livrinhos) e o povo não entendeu. 

Minha gente, não, eu não quero que todo mundo pense como eu, senão eu escreveria um blog sobre literatura e tão somente literatura. E fechado. Convidaria só os meus amiguinhos de letras coisa e tal. E não, eu não procuro um blog de crítica literária, até porque já existem vários, que se dão ao trabalho de trazer a cada postagem uma resenha, quase aos moldes acadêmicos, crítica, sobre determinado livro coisa e tal. Nem tanto o céu, nem tanto a terra.

Eu apenas queria não encontrar tanto despautério, como por exemplo, gente comparando Meg Cabot a Jane Austen. 

A coisa dos clássicos, o que é um clássico, quem diz o que é clássico, etcetera coisa e tal. Não adianta eu vir aqui e explicar o que é o estudo de literatura ou da ciência sem nome, como chamavam os gregos milênios a/C na Poética Clássica. Não adianta, porque, Vitor Manuel à parte, a academia faz questão de manter o seu conhecimento hermético, gerando essa desassociação com o público em geral, por pura picuinha acadêmica. 

Se o conhecimento que aprendemos na universidade fosse transmitido, sem essas doses homeopáticos, para a escola, eu sinceramente acredito que tudo seria muito diferente. É por isso, também, que via de regra, o intelectual é tão rechaçado e até, ridicularizado, quando na verdade, quem deveria levar uns cascudos é o pseudo intelectual contemporâneo (porque todas as épocas têm sua safra de pseudo-intelectuais, inclusive com títulos), que quer ser legal, descolado e que arrota Backtin e demais russos escrotos. Sim, Backtin é um nome importante, mas de uma visão filosófica do estudo de literatura, e uma leitura filosófica marxista, que muitas vezes, parece fruto de uma experiência extra-corpórea, por mais antagônico que isso pareça. O que eu quero dizer é que, a maioria desse povo de blog/vlog que, quando quer respaldar a sua opinião, cospe o nome do Backtin, é por pura balela. Backtin não é assim não, minha gente. E como afirmei, por mais profundos que sejam os estudos dos filósofos russos como Backtin, é apenas uma maneira de sorver literatura. E existem tantas outras. 

No dia em que mais alguém puxar um papo com o Insgarden, quem sabe aí eu volto a ter esperanças. Até lá, sigo só, escrevendo desse meu jeito dissonante.

Inté.

Imagem: Foucault é outro ótimo exemplo, como Backtin, do respaldo teórico dos incautos. Se todos que citam Foucault e Backtin realmente entendessem dos seus estudos, das duas uma: ou estaríamos vivendo uma primavera intelectual (medo disso) ou a perda total da tampa da chinela (ou chinelo, ambos são dicionarizados e aceitos, conforme a norma. Vão se lascar).

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O mimimi do inferno astral antecipado

>> terça-feira, 30 de julho de 2013


Segundo consta é para meu inferno astral ser lá por meados de fevereiro, mas creio que o cosmos, a providência divina, qualquer coisa do gênero, não estão muito aí para normas e datas, coisa e tal e resolveram me pagar tudinho agora no fim de julho, porque não está fácil.

Dentre todo os probleminhas e correria de se fazer um monte de coisas ao mesmo tempo, sofri uma avaria ontem, uma coisa assim estúpida, mas que lascou com alguns dedos da minha mãe direita e eu sou destra e trabalho desenhando; olha só que bacaninha. 

Fora que meu gato Miu se intoxicou com shampoo. É isso mesmo que você leu, shampoo. Pois é, e um shampoo de uso veterinário, mais caro do que o shampoo neutro neutríssimo que eu usava para banhá-lo. Mas já passou na clínica, foi medicado e está melhorando. Só está assim, mais louquinho do que sempre já foi, porque este tipo de intoxicação mexe com o sistema neurológico. Não é uma merda? Crio gatos faz anos e eu sei que os felinos domésticos são mais suscetíveis a intoxicações do que cães. Por exemplo, gatos são alérgicos a cebola, alho, sabia disso? Pois é. Mas shampoo veterinário, como assim?

Fora que está uma empestação no forro da casa; morcegos, ratos de telhado, traças. Só falta um elefante rosa com bolinhas amarelas. Se aparecer acho que eu crio. Agora, um rato filho de quenga deste a gente envenena, dedetiza, faz o diabo e o escroto dança cancan na nossa cabeça, já Miu se envenena com shampoo de uso específico para animal. Alguém me explica?

Amanhã volto com os posts "normais" livrinhos, leituras, modinhas, belezinhas e quem sabe, um ratinho com tchutchu ;).

Inté.



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Blogs, Vlogs sobre livros e coisas que me aborrecem

>> segunda-feira, 22 de julho de 2013



Faz tempo que eu queria, ou melhor, precisava escrever sobre tudo ou quase tudo que me aborrece em blogs e vlogs sobre livros. Mas eu fui me controlando, tentando reverter toda esta energia para coisas mais legais, tipo, ler, né? Mas não adiantou e cá estou eu.

Primeiramente deixa eu separar duas coisas: livros e literatura. Livro é o conjunto de folhas de papel, em branco, escritas ou impressas, em brochura ou encadernadas. É a obra organizada em páginas, manuscrita, impressa e faz algum tempo, também digital. Literatura é a ciência do literato, que é o escritor enquanto artista, ou seja, literatura é uma expressão artística (artística!). Nem todo livro é literatura. E eu não estou me referindo só a livros didáticos.

Segundo e não menos importante, quero deixar bem claro que eu não acredito, tampouco desejo, que todas as opiniões desaguem em uma voz uníssona de concordância em relação a minha. A internet é uma amostra da humanidade, que é composta de sociedades, por sua vez composta por pessoas (a priori) que por fim, são diferentes entre si. E é aí que está a graça, na diferença. E olha só que oportuno, e é por conta dessa diferença que estou aqui, para ser a voz dissonante com o discurso da maioria. 

Um dos discursos da maioria em blogs/vlogs sobre livros é que não é preciso ter conhecimento formal de literatura para dar a sua opinião sobre livros na internet, porque trata-se de um conteúdo informal, quase como uma suposta conversa sem maiores intenções do que trocar opiniões quaisquer sobre o tema. Isso para mim, Elizabete das candongas, está errado? Não, de jeito nenhum. Afinal não é essa uma das premissas da internet? Todo mundo pode (quase) tudo? O que me incomoda é o discurso da antipatia contra as pessoas que têm conteúdo formal sobre literatura e querem, vez ou outra ou sempre - afinal, a internet não é territória das livres ideias? - compartilhar ou exibir o que sabem? Muitas vezes este conhecimento foi tão treinado, que se torna intrínseco e escorre fácil em qualquer conversa. É mais ou menos como alguém que estuda muito uma língua estrangeira, ao ponto de criar uma relação afetiva com esta língua, em detrimento da sua língua materna. Um exemplo: considerar que certa frase é mais "bonita" na segunda língua que na sua própria. Na maioria das vezes pode ser mais adequado, por não haver uma tradução correlata, contudo, mais bonita é cretinice. Sim, eu já fui muito cretina.

Eu tenho formação em estudo de literatura, inclusive uma especializaçãozinha, de que me orgulho, em ensino de literatura, que me diz que posso e devo me expressar sobre literatura (e um monte de gente vai me odiar um pouco mais), especialmente para separar a expressão de um literato de um escritor comum. Contudo, eu não faço isso, porque acho equivocado e por vários motivos, que não estou a fim de elucidar por agora. Mas vez ou outra eu venho aqui e dou umas opiniões, as quais cheguei através da experiência como leitora ingênua associada a leitura treinada, especializada e crítica e eu realmente não entendo porque eu devo ser hostilizada, porque eu tenho um conhecimento técnico sobre um determinado assunto, no caso literatura e através deste conhecimento em confluência com meu gosto pessoal, confesso chato e ranzinza, acho esta coisa de livro YA (livro para Young Adults) uma porcaria, porque literatura não segue fórmula e não se encaixa. E eu poderia explicar que as escola literárias ou artísticas não forma impostas ou criadas antes dos escritos (ao menos as que valem a pena), mas não é essa a minha intenção. 

A minha intenção é só reclamar mesmo de gente que se revolta contra quem estudou algo e sente necessidade de expressar o conhecimento, porque isso é inerente. Eu concordo que vaidade intelectual é osso, mas o culto a ignorância e o festim dos leigos também é ó.

Inté.


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Aleatórios da semana - só esmalte!

>> quinta-feira, 18 de julho de 2013


E como havia prometido, vamos falar (de novo) sobre esmaltinhos, que é uma das coisas mais legais do mundo, porque é democrático, é baratinho (a maioria, né?), colorido, feliz e todas podem!

E maquiagem, Eliza? Não gente, aí é diferente, porque existem sim maquiagens mais baratinhas que fazem o mesmo papel da MAC e da NARS em nossas vidas, mas que não custam R$ 2,00, né? Então o buraco é mais em baixo. Em um próximo post a gente discute sobre produtos caros e produtos baratinhos ;). Na verdade, posso até  tocar um pouco no tema barato x caro em relação a esmaltes. 

Por exemplo, os esmaltes da Chanel custam R$ 89,00 a unidade, enquanto a maioria dos esmaltes nacionais não ultrapassam as 10 moças da república, sendo que estes valores, de 5 a 10, correspondem a coleções especiais ou esmaltinhos com alguma frescura, tipo os esmaltes da Mary Moon, da Capricho, da Latika. Mas vamos ser francas, até estes esmaltes de R$ 10,00 não têm nada de especial, a gente compra porque é doida, admitamos que é mais saudável. E os esmaltes da Chanel? O frasco é lindo, vem um monte de esmalte e as cores  clássicas são copiadas ça fait long temp ( faz tempo), mas tirando essa coisa glamour, a gente paga pela marca. Esmaltes bem mais especiais e com uma leva de cores que não dá para copiar são os OPI e Essei  e custam menos da metade de um esmalte da Chanel. Ou da Dior. Então, né? Mulher é bicho estranho, já cantou Tia Rita.

Estes últimos meses estou regredindo nessa cousa de manicure e só faço unha feliz retardada: é bolinha de tudo que é cor, brilhos e mais brilhos, tudo em cores fofinhas tipo azul tiffany coisa e tal. Thiago se aproveita para tirar uma ondinha, dizendo que agora aderi ao nail art. E eu bato o pé e digo que não, que não é nail art. As vezes até acho que é, mas não darei o braço a torcer. Mas me internem quando aparecer com coqueirinhos desenhados nas unhas ou colar adesivos florais, aí a tampa da chinela se perdeu para sempre.


Da esquerda para direita: Eliana Dote glitter ball; Top Beauty Ultimate Glitter barcelona girl; Essie bottle service; Capricho Play click; Colorama Eu ♥ Acessórios óculos escuros; beauty Color salto agulha.



Da esquerda para direita: BU azul royal; Colorama Eu ♥ Acessórios maxi colar; Risqué ♥ Dogs husky e chow chow.



Da esquerda para direita: Beauty Color Sabrina Sato dancedance; Beauty Color Claudia Leite extravasa e pássaros.


Da esquerda para direita: DNA Italy efeito jelly; Nati Las Vegas blackjack; L'Apogée viagem; Top Beauty simplesmente azul, búzios; Capricho Rock Glam eletric blue; Capricho OMG have fun.

O mais caro foi o Essie, custou 29,00 numa loja de belezices aqui em NI, muito esmalte importado e nacionais diferentes. O problema são as vendedoras, todas evangélicas loucas, que ficam "pregando" homofobia em alto e bom som. Nem o meu olhar de censura deu jeito. Acho que de uma próxima vez (se houver) vai rolar treta. Fica na Travessa Irene, 54, Centro de Nova Iguaçu.

Bisous.

Imagens: T2i com lente 50 mm, estamos nos entendendo.

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Julgando livro (e autor) pela capa

>> terça-feira, 16 de julho de 2013



Uma vez em entrevista, Clarice Lispector afirmou que comprou um livro de Katherine Mansfield por conta da capa bonita. A consequência foi que o livro não era apenas uma capa bonita, mas era sim muito bom. E não é julgamento meu (apesar de que concordo), mas julgamento de Clarice. Acontece que a mesma Clarice odiava ser comparada a Katherine Mansfield. Ou Virginia Woolf. Ou pior, James Joyce, autor que ela negou até o fim ter lido alguma coisa, mais ou menos como Lima Barreto em relação a Machado de Assis.

Contudo, a coisa de não julgar o livro pela capa é muito relativa. Já o julgamento pelo autor, quase sempre não. Porque quase sempre? Porque existem casos como o de Jostein Gaarder de O Mundo de Sofia, que escreveu o chatinho Coringa. Tudo é uma questão de perspectiva.

Um fenômeno peculiar que observo nos dias de hoje é o culto ao livro bonito e vistoso para embelezar prateleira. Geralmente são livros gordinhos, volumosos, cheio de outras interessâncias, que não a literária, como fofurices no rodapé da página (ao invés de referências), cores, margem e fontes alternativas (ao invés de conteúdo). E aí nos deparamos com a legião de leitores de escritores escrotos, como Lauren Conrad, que até um dia desses eu não fazia ideia de quem se tratava, até dar de cara com aquele vídeo nefasto em que ela trucida as edições de Desventuras em Série, em teoria, para fazer "arte". Minha gente.

E não, ela jamais poderia ter feito aquilo, por uma questão de ética, porque afinal ela é escritora, mesmo que seja uma escritorazinha de meia pataca. E antes, uma leitora, porque afinal, se espera que leitores amem livros e amar não é destroçar algo, isso é psicopatia. Um livro para um verdadeiro leitor não é um objeto, mas sim um amigo, e a gente não arranca pedaços dos amigos, não joga tinta, não mancha, não esquece. Por isso, vocês que se dizem amantes da literatura e usam as páginas de livros antigos para decorar seja lá o que for ou ainda, desenhar e vender como ilustração por 100 George Washingtons no Etsy, você tem problemas, pessoinha.

Rabiscar um livro com anotações, sublinhar, isso é dialogar com a estória que ali é contada, é como conversar com seu amigo. Sem macular a obra, óbvio.

Na imagem alguns dos meus livros anciões, que um monte de gente jamais compraria, tampouco mostraria como "modelos" de livros interessantes. O livrinho que está encostadinho na pilha de livros (Machado de Assis, Eça de Queiroz, Proust, Humberto de Campos) é o livro mais antigo da minha mini biblioteca, é uma terceira edição de Um Homem Rico de Camilo Castelo Branco, de 1889. Comprei num sebo por R$ 1,00. Nem gosto muito de Camilo Castelo Branco, contudo, para mim, este livro é inestimável, porque sim, é um clássico da literatura portuguesa e, uma edição muito muito antiga, já com 124 anos.

Bisous.


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Keep Calm, Superman is here!

>> sexta-feira, 12 de julho de 2013


E hoje estreia no Brasil Man of Steel, para os íntimos, o novo Superman, que a gente há tanto tempo esperava.

A gente que cresceu assistindo aos filmes fofos do Superman vivido por Christopher Reeve, inspirado no Superman primevo, da revista da DC Comics, ídolo americano, bom moço e bobinho, cresceu com um dos maiores ícones do Século XX, mesmo que este ícone usasse a cueca por cima das calças. 

Mas a gente cresceu, a DC também, e o Super Man, faz muito tempo, também mudou. Hoje em dia, por exemplo, a explicação para que ninguém reconheça Clarke Kant pelo singelo fato de usar óculos, é porque estes óculos são tecnologia de Krypton, que engana os nossos olhos terráquios. Né rs? Amo HQ!

Por isto e por tantos outros motivos, este Superman, Man of Steel, foi tão esperado, como o foi Batman do Nolan (Nolan que por sinal é o produtor do novo Superman).

E aquela outro filme do Superman, de uns anos atrás, com o Kevin Spacey como Lex Luthor? Esquece, isso foi um erro. Na verdade, o erro. Fiquem com as primeiras temporadas de Smallville ( na verdade, a primeira, a segunda e a terceira, o resto foi o samba do crioulo doido) que você ganha mais em memória afetiva.


Adendo: confesso que apesar da tosqueira das temporadas finais, eu amei muito Smallville, não tem como, gente. Eu e meus erês assistíamos juntos comendo quentinha delícia do Restaurante Caravelle ♥.

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Aleatórios da semana - vi, provei, ganhei, perdi..

>> quinta-feira, 11 de julho de 2013



Vi

Tem uma canal nova que eu estou assim, encantadinha, o nome é Arte 1, muito legal. Julieta dos Espíritos do Fellini passando assim, às 10:30 da manhã. 

Dia desses assisti aquele documentário Edifício Master (que era tipo, um inferninho em plena Zona Sul carioca, hoje é um prédio mais familiar; deveria ser mais interessante antes, mas tudo bem), e eu achei assim, surpreendente. Conta a história do prédio, que fica em Copacabana, meio que através das estórias individuais dos moradores. É muito melancólico. O documentário tem uns 10 anos e eu fiquei me perguntando sobre aquelas pessoas, o que foi feito delas hoje.

E por falar em documentário, o meu documentarista favorito, Herzog, dia desses, assisti finalmente a versão dele para Nosferatu. Acho que foi no Cine Conhecimento do Futura. Os puristas vão me odiar, mas preferi a versão do Herzog. Mas eu gosto do Nosferatu velhão e mudo, coisa e tal aussi. Contudo, a versão trintona do Herzog é bem boa, porque brinca com a coisa do surrealismo com mais recursos (nem tantos assim), só que ainda com aparência teatralesca. Eu gostei.

Provei

Frapê de coco da Ades, é de longe o melhor produto da marca, é uma delícia, muito bom, gente, sérião. Super recomendo até puro. Por que até puro? Porque usam para bater com berries e banana congelada. Que fica uma loucura de bom, mas puro é delícia também. Aliás eu virei a louca dos sucos, vitaminas e smoothies. Mas sempre fui conhecida por 'coelha comedora de matinhos', inclusive minha filha Vivi sempre comenta "minha mãe e seus matos", se referindo ao meu hábito de comer vegetais, que por sinal foi ensinado a ele, que não curte, mas é forçada a comer ao menos um pouco. Eu como 'mato' e troco refri por suco numa boa, porque eu gosto mesmo. Quando a gente vai num japa, eu sou a única a comer todos os verdinhos e legumes cortadinhos daquele jeito lindo, enquanto o povo come os makimonos fritos coisa e tal. Eu gosto, mesmo e não é modinha fitness.

Ganhei

Meu filho, projeto de engenheiro, achou um sebo no Grogoatá (Niterói) que por 20 moças da república você leva sete livros. O erê precisa de mais traquejo para escolher livros, mas no comboio ele me trouxe duas edições do Ruy Barbosa e achei foi lindo.

Perdi

E por falar em livros: pqp, eu perdi muitos livros. Contabilizando, passou de vinte e eu parei de contar e comecei a chorar de desgosto. Sério, eu chorei mesmo. O último que me dei conta que não mora mais comigo é uma edição fofinha da Editora UFC (eu acho que era...), Lucíola do José de Alencar (estou devendo o post dele, autor injustiçado, aguardem ;)). Era tão bonitinha a edição :(.

Foto

A foto que ilustra este post acho que é de 2006, quando minha amiga e irmã Bel foi para a Alemanha pela primeira vez. Hoje ela mora lá, na terra do querido Goethe. À época ela levou minha câmera analógica e fez um monte de imagens cheias de lirismo e poesia, como esta do moinho. Pois esta minha amiga vai já já começar um segundo mestrado, em tradução! E o orgulho? ♥

Bisous.


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Livros de Mitologia

>> terça-feira, 9 de julho de 2013


Um dos meus assuntos favoritos, mitologia. Desde pirralhinha amo mitologia, que começou com as fábulas de Esopo, as lendas dos heróis gregos e culminou na leitura dos contos celtas, nórdicos até a Ramayana.

E a paixão por mitologia e leitura fez nascer o desejo de querer comprar livros sobre o tema. Mas daí que parei no empecilho básico de todos nós professores em começo de careira e estudantes universitários (a maioria, ao menos): dinheiro. São muito caros os livros sobre mitologia. Ao menos costumavam ser.

Lembro que comecei o meu pequeno acervo sobre o tema com uma publicação da Publifolha que encontrei no Extra, O Livro Ilustrado da Mitologia, uma edição fininha, porém super completa e muito, muito ilustrada, colorida, viva, que foi muito em conta. Hoje ela está esgotada em todos os lugares. Tenho vontade de comprar outra, porque a minha edição está muito judiada, sofreu muito na mão do meu erê, projeto de engenheiro.



Depois consegui comprar um mini dicionário de mitologia, que meio que me dá vergonha, porque em si é meio tosquinho. Mas quebrou um galho, especialmente quando inventei de estudar grego e mitologia greco-romana.

Daí a curiosidade sobre outras culturas me fez pesquisar e conheci a mitologia nórdica, comecei a estudar runas e rapidinho comecei a me interessar pela cultura celta.




Fazia tempo que não abria este livro, e eis que encontrei uma foto do Rio Reno, que minha amiga Bel tirou pra mim. Analógica!


Um dia encontrei a coleção Livro de Ouro da Ediouro e caí de amores pelo Ciências Ocultas e é claro Mitologia, sendo que o da Mitologia era o mais caro da coleção. E ainda havia uma versão de luxo, capa dura e com imagens coloridas. Contudo, todos muito acima das minhas posses à época. Acabou que um dia encontrei o Livro de Ouro das Ciências Ocultas na Arte e Ciência, na parte sebo e levei para casa. E meio que esqueci dos outros. Até este mês, quando recebi no e-mail uma promoção da Submarino em que estava lá, o dito cujo do Livro de Outro da Mitologia por 9,90 moças da república. A capa havia mudado, mas era o mesmo livro que há poucos anos atrás tanto desejei. E é óbvio que comprei.

Quando o livro chegou meio que me decepcionei. A edição sofreu algumas alterações consideráveis em termos de qualidade. Coisas básicas como páginas, diagramação, imagens, tudo mudou para pior. Até a orelha do livro - ok, é uma besteira - foi eliminada nesta nova versão. Comparando as duas edições é assim, melancólico. O que compensa é que o conteúdo é quase o mesmo e o preço é muito bom, porque né, 9,90 num livro de tamanho médio de quase 400 páginas é quase de graça. Mas eu sou chatinha e reclamo ;).



Segurando os dois livros dá pra sentir a diferença no peso, na qualidade das páginas, do tipo de folha, da capa. :/


A orelha sumida.


As imagens que encolheram. 

Caso alguém tenha dúvidas, a antiga versão d"O Livro de Ouro da Mitologia, da época da minha edição d'O Livro de Ouro das Ciências Ocultas tinha a mesa qualidade, na verdade era maior, tinha mais ilustrações e de página toda. 



Só para mostrar o maior orgulho da minha coleção de livros sobre mitologia, Teogonia do Hesíodo, que é O LIVRO sobre os titãs e deuses gregos. Hesíodo, ao lado de Homero, são os responsáveis por tudo o que sabemos sobre os deuses gregos, honras, artes, etcetera coisa e tal. Após estudar Mitologia e ler a Teogonia eu posso afirmar que a maioria das coisas que são ditas por aí são a invencionice da invencionice. 

Inté. 


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Xoxos da meia noite - São João é dentro da gente

>> quarta-feira, 3 de julho de 2013



Já reclamei por aqui do São João do Sudeste, ao menos estes festejos mal arranjados que chamam por aqui de São João.  Fora que estendem até julho e agosto, e chamam de festas julinas, e festas agostinas e ainda reclamam da precisão das datas do Nordeste, que quase nunca se estendem além dos primeiros dias de julho.

O problema não são apenas as datas ou a falta de identificação com a cultura daqui, que toca samba, pagode e funk em festa junina. É, pois é. Além, claro, das comidas, completamente triviais, como o caldo verde, que é uma delicinha, eu gosto, mas que é comida de todo o dia e não comida típica, da roça, dos festejos das festas juninas.

Não é por menos que as festas juninas são tradicionalmente festejos nordestinos, quase de raiz, apesar da herança francesa. O maior São João do mundo está no Nordeste, tanto faz Caruaru ou Campina Grande. O verdadeiro São João está nas musicas do Gonzagão, no carimã que faz nosso pé de moleque, nos vatapás quentinhos e no aluá (fermentado de milho ou abacaxi que se toma nessa época do ano).

Acho que peguei ainda mais birra, porque na tal "festa junina" que fizeram por aqui, em que emprestei meu cd de Luis Gonzaga, tive que ouvir xingamentos e desmerecimentos ao Lua, daí né, minha gente. O que fiz? Tomei uma cachaça (minha), fui embora e levei a música comigo. Eles que fiquem com a maravilhosa música sertaneja das duplas de cabelo de pica-pau. O que falar do atual sertanejo universitário? O quanto acrescentou à música brasileira, né mesmo?

O Sertão é Dentro da Gente, já versou um certo sudestino que eu aprecio bastante, logo, São João também.

Adendo: Tenho certeza que não fui a nenhuma festa junina que preste por aqui, que devem haver algumas muito boas, talvez várias. Então não se melindrem com o meu desabafo ;).

Inté.

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Aleatórias da semana - comprei, li, ouvi, vi

>> quinta-feira, 27 de junho de 2013


Bolei de última hora esta coisa de aleatórios da semana para o bloguito. O intuito primevo era escrever algo sobre as semanas de moda, mas enquanto Paris não chega, não me animo, então é falar sobre (outras) futilidades.

Pois bem, toda semana mostrarei algumas coisas da minha vida de forma aleatória. Creio que nem sempre será nesta ordem de comprar, ler, ouvir e ver, para não ficar previsível, chato, enfadonho, modorrento. Ou não, sei lá, né?

Comprei:

sou viciada em batom e por mais que a imagem fale contra, não, eu não tenho um monte de batons. mas tenho alguns; muitos para quem tem medo (porque tem gente que tem medo de batom) e pouco para quem como eu, é doente pelo o tema e já usa há anos.


O Lápis da Nars é o Dragon, vermelhão vivo. O lápis da Quem disse Berenice é o Vermelhô. Os batons, da direita para esquerda: Russian Red da MAC (para substituir o que eu deixei num banheiro de shopping); Jungle Red da Nars; Cereja e Vermelhaço da Quem Disse Berenice; 02 da linha Aquarela da Natura (que me deixa confusa, porque tenho outro 02 da mesma linha, que é vermelho opaco e esse da foto era pra ser um rosa lindo) e o Mega Red da Eudora. Os dois últimos batons juntos resultam numa cor incrível, já separados são horríveis.

Li:

terminei de (re)ler A Revolução dos Bichos, edição que comprei faz pouquíssimo tempo. eu havia lido faz uns 10 anos, na Biblioteca do Imparh (onde cursei francês e passei longas tardes prazerosas, lendo um livro e tomando todynho com pão de queijo sob a sombra das mangueiras centenárias).  muito forte a leitura à época. muito forte a leitura agora. 



(re)li este livrinho da Clarice, rapidinho, numas horinhas da tarde, em companhia de uma xícara de chá. edição fofinha que comprei na Estante Virtual. amo a capa de ladrilho e cabeça de boneca quebrada assustadora ♥.



Ouvi:

sim, eu ainda escuto cd, compro cd, coleciono cd (e dvd). o povo tem fetiche por download (eu também, vai), contudo vez ou outra é bom "pagar" os artistas. para algumas pessoas a questão é discutível e para mim, como artista plástica, é questão de direito autoral. que é dose. Godard, por exemplo, não me entende.




Fila de cima: Tidal da Fiona Apple; You could have it much better (edição especial) do Franz Ferdinand.
Fila de baixo: Hopes and Fears do Keane; a day without rain da Enya. Amo Enya.





Encartes fuefos, o de cima da Enya (os encartes dos cds de Enya são tipo, lindos). E do Franz Ferdinand, acho que cópia do caderno de letras.

Vi.

assisti dia desses um filme chamado Vampire, muito bizarro. passou na (Max) Prime. é sobre um professor de química perturbado, que convence meninas suicidas a lhe doarem o sangue antes de morrerem. ele as engana dizendo que vai cometer suicídio, em seguida e depois nada. e ele não se dá muito bem com sangue. apesar de parecer tosco, não é. é transgressor, delicado e com cenas bem bonitas, como a mãe do "vampiro", que vive amarrada a balões brancos, para que possa se locomover. ela tem Alzheimer. gostei do filme, que é americano, mas o diretor é japonês, Shunji Iwai.



E um extra: voltei.


Voltei a estudar Tarot, já havia mencionado até. Esse meu bichinho é bem velhinho, tem uns 13 anos. Por coincidência (sério), a carta onde separei é justamente a carta XIII, A Morte. Ui. Ao contrário do que possa parecer, não é uma carta de aspectos negativos. Na verdade, todas as cartas têm aspectos negativos, depende do contexto coisa e tal. Uma hora dessas meus stalkers funtamentalistas dos evangelhos devem estar assim, me achando o próprio capeta. E nem estão enganados rs.

Bisous.

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Sebos e livrarias

>> quarta-feira, 26 de junho de 2013


Como já comentei várias vezes por aqui, sou rata - ou traça - de sebos faz muito tempo. Pelo menos desde o tempo em que comecei a chafurdar e freviar o Centro da minha antiga cidade, Fortaleza, em um espírito meio que flâneur, quando nem ao menos conhecia o termo sebo; para mim era lojinha de livros usados.

De maneira muito tímida, comecei a reconhecer as tais lojinhas de livros usados, vasculhar as pilhas de edições das mais variadas, todas misturadas, empoeiradas e organizadas a esmo. Minha rinite ficou super assanhada, até que desenvolvi alguma espécie de resistência que não me fazia morrer (muito). 

Primeiro eu passei pela experiência de estudar o local (ou locais), decorar a ordem do caos, os endereços, os nomes dos funcionários, do dono, do gato que se espreguiçava em cima dos montes de livros de anatomia e direito civil, sempre no fundo da loja. 

Passei muito tempo e descobri alguns tesouros, edições antigas, de nomes que eu havia anotado nos livros de Machado ou que algum professor ou letra de banda (tipo The Cure, sabe?) havia citado. Logo porque eu não tinha dinheiro, nem para comprar livro usado, então eu só podia era ficar por ali, no desejo de levar alguns daqueles amigos para casa. E esse dia chegou. E eu comprei primeiro um livrinho. Depois dois. Daí quatro. E hoje metade da mini biblioteca é certamente fruto de minhas visitas à sebos. 

E as livrarias tradicionais? Bem, minha primeira experiência em livrarias foi com aquele tipo de livraria/papelaria que vende material didático para escola. E a minha era a Livraria Educativa, também no centro de Fortaleza. Eu simplesmente adourava o perfume de papel e lápis de cor novos, fora o cheiro contagiante da impressão dos livros. É um dos perfumes que a felicidade usa.

Já crescida, bem crescida, fui apresentada por mim mesma à livrarias de livros, e tão somente livros, como a Livro Técnico e todas as suas maravilhosas prateleiras, especialmente a parte de livros importados: Madame Bovary ali, em francês, em minhas mãos. E eis que um dia a Siciliano (hoje Saraiva Mega Store, quase a mesma coisa) chegou à Fortaleza, com Café Santa Clara e uma infinidade de livros novos e estonteantes. O cheiro de café misturado a livros e perfumes alheios, sorrisos de canto de boca, olhos afundados em páginas pelas poltronas, sabe sonho? Pois então.

Nessa mesma época a gente aprendeu a comprar via internet. Sem emoção, confesso. Tudo bem, tem lá sua emoção, como comprar um monte de livrinhos queridos e desejados com descontos incríveis. Mas não é a mesma coisa de ir a uma livraria.

Quando cheguei ao Rio, um dia dei de cara com uma senhora chamada Livraria da Travessa. Ah, a Livraria da Travessa e todos os seus encantos, suas estantes de madeira escura recheadas de livros e mais livros caros e lindos, aquelas edições especiais, que aquecem o coração de tão lindos. E daí conheci a Fnac e todas as suas tentações. E a Cultura. Minha gente, a Cultura. 

Dicas.

Gente com melindres fique longe de sebos. Essa conversa da alergia sei lá das quantas, né? Eu tenho alergia, minha cara incha, espirro cem vezes, fora uma reação esdrúxula de sentir a boca arder e queimar. Pois é. Eu sou alérgica, muuito alérgica e frequento sebos há anos. Seja franco e admita que não gosta de livro usado, que nem gente que odeia brechó. Nem todo mundo tem que gostar de sebo, de brechó, de antiquário. Não há nada de errado nisso. Só acho ridículo falar de "vida de segunda mão". Machado de Assis, Clarice Lispector, Virginia Woolf, todos estes queridos compravam livros em sebos, então estamos em boa companhia de segunda mão, né mesmo? ;)

Sebo deve ser apreciado devagar, é tipo caça ao tesouro. Debaixo de uma pilha de livros ruins, pode  se esconder uma edição antiga, capa dura, do Oscar Wilde ou, a obra completa de Fernando Pessoa, também em capa dura, com folhinha fininha, coisa e tal, que vai te custar só 15 mocinhas republicanas.

Sebos em Fortaleza: 

Sebo do Geraldo (houve época em que foi minha segunda casa)
24 de maio, 950, Centro.

Arte&Ciência (misto de livraria e sebo)
Av 13 de maio, 2400, Benfica.

Livraria em Fortaleza:

Livraria Lua Nova (antes ficava num cantinho do Shopping Benfica, depois se mudou para um casarão antigo. Eu queria morar lá rs)
Av 13 de maio, 2861, Benfica.

Sebos no Rio:

Procurem a Rua Camões, a rua do Real Gabinete de leitura.

Livraria Rio de Janeiro:

Livraria da Travessa da Rua do Ouvidor. 

Linda. Liiinda.

Estante Virtual

O maior acervo de livros seminovos e usados do Brasil A Estante Virtual é um portal de compra e venda de livros usados e seminovos que reúne o acervo de alguns dos melhores sebos e livreiros do país.

Imagem: Shakespeare and Company, em Paris.

Bisous.


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Autores injustiçados - Machado de Assis

>> terça-feira, 25 de junho de 2013


Fiz o exercício de vir aqui para escrever este post coletando todos os comentários injuriosos que já ouvi e li sobre Machado de Assis. E gente pensará que enlouqueci de vez, porque Machado é reconhecido, na verdade um dos poucos escritores brasileiros reconhecidos por sua qualidade literária e gênio por críticos do mundo todo. É o único escritor brasileiro citado n'O Cânone Ocidental do Sr Harold Bloom, livro odiado, porém referência nessa coisa toda de clássico, cânone, etcetera coisa e tal. 

É, Machado é tudo isso, e muito mais do que citações de nomes estrelados da crítica literária. Mas isso tudo não mudo o fato de que Machado é odiado e bastante odiado pelos leitores brasileiros. De fato, acho que só perde para José de Alencar. Adendo: nosso próximo injustiçado, aguardem.

Desde o meu tempo de escola até os dias de hoje, já reuni uma série de idiotices que ouvi sobre Machado: linguagem antiquada, (cê jura?), linguagem datada (pior), difícil de acompanhar, de entender, conteúdo pobre (oi?), folhetim pra senhoura ou, novela mexicana. Esta última ouvi em sala de aula de introdução à filosofia. O professorzinho, um completo imbecil, contou uma lorotinha de que sei lá quem pegou um conto qualquer do Machado, assinou e levei para uma editora, que se recusou a publicar por achar o conto ruim. E que diabos de editora é essa que não descobriu que era Machado de Assis? É, porque as editoras pesquisam para evitar plágio, quer dizer, um estapafúrdio completo. Até hoje sinto ódio desse episódio, que aconteceu dentro do curso de letras, uma tentativa de fazer alunos de letras odiar Machado de Assis ou no mínimo, ridicularizá-lo. Fiquei tão indignada que saí de sala. Nos meus primeiros anos de faculdade eu era conhecida como a "Machadiana" então imagine aí o quanto este episódio foi terrível.

Se procurar em forúns sobre literatura ou redes sociais tipo Skoob (não consigo levar a sério Skoob e cia, desculpe) sempre vai aparecer alguém para falar mal da literatura de Machado de Assis. E por que? Primeiro porque Machado pede maturidade, não de anos vividos, mas de livros (bons livros) lidos. E algum conhecimento ou simpatia por filosofia. Antigamente, no meu tempo, o primeiro contato literário sério que se tinha na escola era com Machado (e Alencar). Uma garotada boba, acostumada com Turma da Mônica, super não compreendia os olhos de ressaca, dentre outras metáforas machadianas maravilhosas. Fora a coisa da alma, porque certos livros pedem uma certa inclinação e isso acontece com Machado, que pede um leitor devoto, sem medo dos abismos e do não compreendido. Quando li Machado me encantei pelo o que não conhecia, anotei todos os livros e filósofos que encontrava em seus livros, como quem anota as dicas daquele professor genial. Machado foi o meu pai literário e eu acho lamentável que não seja assim para a maioria das pessoas.

Qualquer bom leitor reconhecerá a qualidade do texto machadiano. A cousa do gostar, deveras, isso depende do que cada um é feito.

Para ler Machado recomendo: 1ª uma boa coletânea de contos (sempre recomendo contos de um autor, porque serve como uma espécie de amostragem da escrita, é mais rápido e dá para se ter uma ideia do geral); 2ª Helena, o povo fala muito mal da fase romântica do Machado. A impressão que tenho é que não leram direito; 3ª Memórias Póstumas de Brás Cubas, porque é sensacional. Pirandello e Sterne versaram sobre o mesmo tema, mas Machado, ah Machado, leva a cousa para outra esfera. Seu Brás Cubas é encaixado no Realismo por mera convenção. Como um livro em que um defunto narra suas desventuras pode ser considerado realismo? Sabe como? ;)

Meus livros antiguinhos do Machado.

 
Os de capa dourada e vermelho são da Editora Globo, e são os mais jovens, mas já comprei em sebos. Aliás, todos os meus livros do Machado foram comprados em sebo. Esse senhor de capa dura verde com o rosto do Machado em baixo relevo tem 55 anos, comprei por 5 moças da República no Sebo do Seu Geraldo no Centro de Fortaleza. Contudo, sonho há tempos com uma edição novinha e cara das obras reunidas de Maneco.

Nos próximos dias vamos falar sobre sebos e livrarias, talvez seja amanhã, não sei ainda.




Bisous.

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Instagramadas da semana, opiniões

>> segunda-feira, 24 de junho de 2013


Acho que vou passar umas duas semanas sem postar o Instagramas da semana para acumular o que mostrar, porque tá brabo.


Chá verde, salvou e ainda salva a minha vida, meio que apegada ao junkie food. Ok, vou revelar um segredo: apesar de viver postando fotos e mais fotos de doces e saídas a hamburguerias, minha vida não é uma Sodoma & Gomorra alimentícia. Meu filho até implica comigo, que tiro foto e depois desmonto tudo e dou para ele e as irmãs comerem :P.


Unha fofa, borboleta azul e um rosinha bonitinho da Impala. Não lembro o nome e estou com preguiça de ir  até o cantinho dos esmaltes para conferir qual o nome. 


Minha luminária de cachorro, (Dug) que saiu na Casa Cláudia e sim, eu estou me sentindo, porque não só esta luminária, mas vários itens da minha casa saem em revistas de decoração. Sempre nas seções geeks/fofas. Só que a minha luminária me custou 26 moças da república e não 60. Conselho: procurem em lojas de 1,99 e similares, sempre tem alguma coisa. Quando eu for a Europa sei que voltarei com algumas quinquilharias queridas dos antiques de lá. Mais do que maquiagem e cosméticos, certeza.


Em homenagem à energia das semanas de protestos que já encheram o saco reli Raízes do Brasil. O chá vermelho é também em homenagem aos partidos de esquerda, todos hostilizados nas manifestações, algumas vezes com excessos realmente preocupantes. Porque uma coisa é apartidarismo e outra é anti-partidarismo ou anti-partidarismo dirigido, por exemplo, gente que odeia o PT, porque é reaça pró-PSDB, o terceiro partido mais corrupto do país. Daí né. 



Bolinhas para todos os lados.


Estava arrumadinho assim, daí resolvi tirar a foto.


Canjica branca que minha sogra fez. Estava bem boazinha. Mas eu não gosto de canjica branca, prefiro a tradicional de milho amarelo e bastante coco, que a gente faz lá do Nordeste. Em alguns lugares aqui do Sudeste se chama curau. Aliás, aquele coleção cozinha regional brasileira da Cláudia, no livro dedicado à cozinha cearense, está lá uma receita de curau. Oi? Cearense não faz curau, faz canjica. Fora outras aberrações. Não comprem. Agora serve para enfeitar minha cozinha. 


Fofurices que comprei na China, demorou cerca de uns 15, 20 dias e chegou! É para a nova fase do La Coloriste, estou muito feliz e animada.

Bisous.

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Livros e autores injustiçados - Clarice Lispector

>> quinta-feira, 20 de junho de 2013


Prometi em escritos passados que voltaria aqui com uma lista de livros injustiçados ou mal compreendidos ou ainda, compreendidos de forma ridícula, como, na minha opinião, o é Great Gatsby. Mas mudei de ideia e farei toda a semana um post sobre um livro e/ou autor mal interpretado e afins. Como já falei, mesmo que rapidamente, do livro preferido por todos de Fitzgerald (o meu é Suave é a noite - tenho uma edição de capa dura) o já citado Great Gatsby, começarei com uma das autoras mais importantes da minha vida, a quem dediquei e dedico alguns anos de estudos e muito bem querer, dona Clarice Lispector.

Ao menos em termos de Brasil, Clarice Lispector se tornou a autora mais esculhambada de todos os tempos. Virou bodega, em português chulo mesmo. De trechos inventados à batatinha quando nasce, tudo é atribuído à Clarice, que virou chacota nas redes sociais. 

Passeando pela tenebrosa timeline do Facebook, tenho que me deparar com mini posts de coleguinhas mal alfabetizados dos meus erês, dando a referência de qualquer asneira à Clarice, para fins de ridicularização de qualquer coisa, pra parecer bacana, coisa e tal. Ou seja, Clarice virou a metonímia do ridículo, do grotesco e da farsa literária.

Estorinha verídica de internet: uma certa pessoinha, que se dizia fã de Clarice Lispector, a citava e recitava quase como mantra, mas nunca havia lido um livro de Clarice, apenas sobre Clarice, o malogro da biografia (e enfim eu entendi a academia que tanta raiva sente do biografismo). E quando foi ler Clarice Lispector propriamente dito, odiou.

O que isso quer dizer? Que Clarice virou um autor mito, de tantas citações e falsas informações sobre uma vida cercada de mistérios, fugida de uma guerra. Uma estória triste, que muitos sem conhecer, julgam charmosa. E acaba que para uma leva de leitores, a literatura de Clarice ficou à deriva deste mito.

Fora o mito Clarice, há aquela lenda da escritora hermética, difícil, que só gente muito profunda entende, ou seja, papo de hipster, ou seja, que coisa antipática. Daí que tudo ridiculamente difícil (ou que aparenta difícil) ganha um atributo clariciano. A piada foi tão esgotada que o difícil escapou, restando apenas o advérbio ridiculamente, mesmo que incomode profundíssimamente a nossa língua portuguesa. E tudo que é ridículo é clariciano, tipo a batatinha quando nasce. E as pessoas se divertem, multiplicando tais ideias sobre Clarice, compartilhando trechos que a autora nunca escreveu. Poesias, Clarice nunca escreveu poesia! E seguem com o massacre.

 Pessoas que nunca leram um conto da Flor de Lis, quando enfim procuram ler, se decepcionam, porque ler Clarice é uma outra experiência literária, a do fluxo de consciência levada a última instância. Bem diferente dos monólogos interiores de um Dostoiévski, muito mais palatáveis.

Para ler Clarice recomendo: 1ª Laços de família; 2ª A Paixão Segundo G.H. e se você conseguiu, ou seja, se deixou conquistar por todas as cores, perfumes e sensações da tessitura de Clarice, recomendo em 3ª Água Viva. Você será então um leitor iniciado.




Minhas edições antigas, Perto do Coração Selvagem (3ª edição da linda editora Sabiá) e A paixão Segundo GH. 



Edições da Rocco, editora que publica Clarice faz alguns anos.


Biografias da Clarice.


E meu caderno de Literatura Brasileira da Clarice, raríssimo e xodó.

Bisous.

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Nordestino não é Judeu e o Brasil não é a França

>> quarta-feira, 19 de junho de 2013



Ontem um post na rede social Twitter me assustou. E revoltou na mesma proporção. Em  uma conta pessoal do estilista Alexandre Herchcovitch (estão dizendo que não é, mas tudo bem) foi escrito que a maioria dos maus políticos são eleitos pelas regiões Norte e Nordeste. E qual é o nome disso? Xenofobia.

De imediato me veio à mente o caso Galliano. Alguns podem me julgar exagerada, afinal não foi o caso de alguém gritar que ama Hittler dentro de um bairro judeu, né? Tampouco, porque não se trata de alguém enfraquecido por uma doença que debilita o seu julgamento e suas faculdades mentais, bêbado ³ como o Galliano. Não, se trata de alguém que estava bem sóbrio, que não é doente de afecção que se perceba de cara.

De minha parte, além de não duvidar de onde partiu e de sentir um enorme asco, rápido me ocorreu que o caso Herchcovitch não seria encarado como o caso Galliano. Na verdade, o caso Herchcovitch não existe, sabe como é? Porque, além de haver a negação, tanto por parte do estilista, tanto por parte dos meios de comunicação modísticos, Nordestino não é Judeu e o Brasil não é a França.

Então, não veremos o Chic ou Lillian Pacce escrevendo uma linha sobre o preconceito desse estilista, tampouco algum colega,  tipo o Villaventura (que representa tanto o Norte quanto o Nordeste) se pronunciando sobre, ou ainda, Paulo Borges, que mora na ensolarada Bahia expressando sua aversão. Não.

Sobre as caveiras, sempre foram McQueen.

Inté.

Imagem: desfile lindo de Walter Rodrigues, casting todo de negras e coleção sobre o Nordeste.Ele é paulista, ok?

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