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Ilustração do dia - minha "blue umbrella"

>> sábado, 29 de junho de 2013


Enquanto La Coloriste não volta ao ar de vez, deixarei por aqui todo sábado uma ilustração minha, para colorir (ainda mais, né?) o espaço do bloguito. Mas saibam que La Coloriste está ficando bem bonitinho, nhoinn.

Esta ilustração é de 2006 (ou 2005?), inspirada no Dark Water, filme de terror japonês. Lápis de cor sobre canson. Fiz umas três ou quatro ilustrações quando assisti o filme. Sempre tenho ideias quando assisto filmes. Bons filmes. O que são bons filmes para mim, ao menos. E eu adouro este filme, porque é muito plástico, imagético, e, assutador. 

Das quatro ilustrações, duas vingaram e esta é uma delas.

Bisous.

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Parede dos sonhos

>> quinta-feira, 16 de maio de 2013


Imagem: Exposição Tim Burton.

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Instagramadas da Semana

>> terça-feira, 23 de abril de 2013


E mais uma semana começando, na correia. Estou quase me acostumando a esta loucura toda. Ontem, por exemplo, acordei às 4 da manhã. Lá para às 7 hs, quando a maioria das pessoas normais estão acordando, eu já havia cuidado dos afazeres domésticos - porque sou europeia e não tenho empregada. pah - e  já havia terminado cinco ilustrações.


Tão lindinhas minhas cabeçudinhas baratinhas, Ddungs. As bonequeiras nem falam delas. Adendo: Meu povo do Ceará, bonequeira é, também, como algumas fofas se chamam, fofas essas que colecionam bonecas, tipo Blythe.  No Ceará bonequeira pode ser isso, mas também é alguém que 'bota boneco', uma pessoa encrenqueira. No caso o termo bonequeira se adeqüa a minha persona em ambas as acepções.



Minhas primeiras agulhas coloridas de tricot. De plástico. Sempre as achei lindas, mas nunca depositei a minha fé (e + 7,00 R$). Mas são tão lindas que resolvi comprar. E para minha alegria, são ótimas. Para quem tricota com agulhas de madeira e de alumínio, just like me, as primeiras carreirinhas entre pontos meia e tricot são estranhas, porque a agulha meio que dobra um pouco. Mas logo passa. São ótimas para tricotar com fios sintéticos.



O começo do primeiro trabalhinho com as agulhas novas. 



O resultado do primeiro trabalhinho. Nhoin, né? É uma touquinha de tuelho coelho que fiz, à priori, para uma certa cabeçuda que virá morar aqui em casa. Passo a passo este semana no bloguito. Mas nada didático.


Atelier La Coloriste cheio de noivas. Adouro ♥.


Terminando uma ilustrações muito especial.


Quermesse de São Jorge. Amo quermesse. Amo São Jorge Guerreiro. Se pudesse brincava em todos os brinquedos, mas não mataria o dragão. Eu teria um dragão. Eu não sou normal, eu sei disso.


Coca-cola na garrafa de vidro é mais gostasa.


A segunda coisa mais legal do Burger King, onion rings. A primeira é poder comprar o brinquedinho do lanche kids separado rs.


Look du jour, mórta: vestido Zara fuefo; cintinho infantil - obrigada senhor, pela cintura fina - anel de noivado, aliança; unha azul Ibiza by Blant (marca que descobri dia desses, amei, depois falo mais sobre ;) ) e case linda, Lucky Case.


A bolsa mais linda, ganhei de presente da querida @linerumoaoaltar ♥.


Um dos cantinhos favoritos da cozinha, minha prateleira de canecas bonitinhas e chás.


Terminando uma bailarina para Cabeça de Noiva.

Bisous.

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Segunda em movimento (especial) - Totoro

>> segunda-feira, 22 de abril de 2013



Ainda na vibe Totoro, e está difícil de abandonar as criações de Hayao Miyazaki-Sama. Aguardem inspirações.

Bisous.

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Imagem do dia - Keep Calm and ...

>> sábado, 20 de abril de 2013


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Tanari no Totoro

>> sexta-feira, 19 de abril de 2013


Atendendo a pedidos, vamos falar um pouquinho sobre Tanari no Totoro, alguma coisa como Meu Amigo Totoro (ou Meu Vizinho Totoro), do criador de As Aventuras de Chihiro, Hayao Miyazaki.

A estória versa sobre duas meninas que se mudam com seu papai para o interior do Japão, para uma casa que parece assombrada. O intuito é ficar perto da mãe, que está doente, internada em um hospital naquele lugarejo. Nesse cenário campestre, que poderia ser tristonho, mas não o é, a menininha mais nova, Mei, muito curiosa, desbravando as fronteiras para lá de seu jardim, descobre uma criatura esquisitinha, Totoro. E faz amizade com ele. Que é um espírito da floresta e que mora numa árvore de cânfora. Mei o chama de Totoro, porque não consegue falar Torōru (troll) - nhoinn - e começa a viver um monte de aventuras. 
Depois a irmã mais velha, Satsuki, também começa a ver Totoro (ainda não me decidi se Totoro é um coelho ou um gato ou ambos). 

Aliás, o momento mais lindo do anime é o encontro de Satsuki e Totoro. Eles se encontram no ponto de ônibus, quando Satsuki esperava pelo pai, daí presenteia Totoro com um guarda-chuva. Sério, eu quase morro, porque simplesmente amo guarda-chuvas e, uma menina dando de presente um guarda-chuva para  uma criatura mágica é de doer o coração de tão lindo. Bem, Em seguida aparece o CatBus, que é uma cousa fofa. Eu queria andar nele rs. 

Alguns afirmam que é o trabalho menos relevante de Hayao Miyazaki. Eu não concordo. O que acontece é uma aparente falta de problematização, que é só aparente. O que me parece é que Hayao Miyazaki queria captar a atenção dos muito pequenos, daí tantos elementos, a priori, do universo infantil, que aprecem colocados de forma pueril, duas crianças brincando na floresta com seu amigo encantado, mas há também o trato da relação fraterna das irmãs e da cidade em si, quando todos vão procurar Mei.

 Assistam Totoro!

Bisous.

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Maquiagem fofa, Totoro e RongiShop

>> quinta-feira, 18 de abril de 2013



Esta postagem era para ontem, mas a correria está grande, então me perdoem ♥.

Uma das coisas mais legais da internet é a facilidade de encontrar as mais diversas coisas, de todos os interesses, rapidinho, em um click. Para mim que 'frivio' todas as fofurices possíveis em quase todas as línguas, é quase Wonderland. Tudo bem que às vezes não é tão fácil assim, especialmente se você não curte compra internacional ou, sei lá, não entende nada de mandarim, porque muitas das fofuras que todas nós amamos vêm de lá, da China (Japão, Koréia).

Mas algumas vezes a gente até encontra por aqui coisas lindas, como maquiagens atestado de meiguice, como os brilhinhos e delineadores que aparecem a seguir.


Né? O amor ♥!

Pela quantidade vocês já devem fazer uma ideia do motivo pelo qual comprei, não é? Isso mesmo, é um dos mimos da lembrancinha das meninas. Um. Eu disse um. Tem outras duas besteirinhas fuefas, que eu mostro pr'ocês depois.


 Encontrei em algumas lojas online, das mais queridas e fofas, como a Rubbi e a CuteClub, mas não em quantidade suficiente e fazendo aquele precinho camarada, porque né, a compra em quantidade pede barganha e pechincha. 

Isso tudo e muito mais encontrei na RongiShop, cuja dona é uma querida, que ainda me enviou uma série de gifts fofurescos, como o postal de Tanari no Totoro, que abre este post. Tanari no Totoro é um anime, do mesmo criador de As Aventuras de Chihiro, muito poético e inefável. 


Então, se você quer deixar a sua vida e penteadeira mais feliz, RongiShop ♥.

Bisous.

Imagens: IG.

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Impressionismo, Paris e a modernidade

>> quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


essa foto é de um espaço para interação, acho que para crianças, quase choro quando vi o tamanho do painel das bailarinas de Degas

Semana passada finalmente consegui conferir a exposição dos Impressionistas (Impressionismo: Paris e a modernidade, direto do Musée d'Orsay) no CCBB, um sonho para alguém que ama as artes, a França e o Impressionismo, como euzinha. E veja bem, se você ainda não foi, acredite, ainda dá tempo. Aliás a exposição está com horários alternativos, terça e sábado das 9 h às 0h e parece que terá algum dia com estacionamento de graça, acho que sábado e domingo agora, dias 12 e 13, quando acaba a exposição, o que é muuuito legal, porque ninguém merece o Cortes Menezes e seus valores insanos, tampouco deixar o carro nas ruas no Centro do Rio. Como?

Mas vamos lá à narrativa dos fatos que, quando se referem a minha persona, sempre são algo de insólito. Uma fila dando volta no prédio lindo do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), que não é necessariamente insólito, porque sim, brasileiro gosta de conferir exposição de arte, especialmente quando é  de graça e algo meio manjado (lindo, eu amo, mas o Impressionismo é manjado, é quase a cara do intelectualóide que aprecia 'azarte'. quero ver nêgo passar quatro horas em fila para conferir instalação de cesto de papel picado no Brésil). O quê mais? Chuviscando, cercados por toda a fauna do Centro do Rio, como vendedores de biscoito Globo, a pipoca mais inflacionada do Hemisfério, travestis surtados (a melhor parte) e gente u-ó na fila. Como Thiago é um santo, ficou guardando lugar e eu fui conferir as exposições do Centro Cultural Correios, vaziovazio, outro prédio lindo, com escadaria de madeira e elevador antiguinho, daqueles abertos e, com coisas lindas se passando por lá, como a exposição da vida de Mário de Andrade e uma exposição de fotos de moda, que até me fez rolar uma lágriminha, nhoinn.

Quando a fila andou metade do quarteirão, voltei, só que mesmo com toda a horinha que fiz, ainda assim foi uma eternidade na bendita da fila. Coitado do Thiago que ficou o tempo todo. No total foram três horas - isso mesmo, minha gente - três horas com toda a fauna descrita e mais outros exemplares, como a criança pirada e mal educada se jogando nas pessoas com nintendo na mão. Adendo: o mesmo fedelho passou a mão em algumas telas - pois é, eu tive ímpetos assassinos, mas como sempre, me controlei, porque né.

Vieram muitas telas, um monte de Renoir (chéri Renoir) e Monet que vocês todos conhecem, para se apreciar e brincar de perto e longe, para conferir o efeito impressionista das telas, procurar o foco de luz (onde tem mais tinta clara), para encontrar o tema do quadro (funciona muito com a tela do Degas - a única que veio, infelizmente). Mas prestem a atenção para a tela Le Bain de Stevens, repare no que está na saboneteira na parede.

Apesar das três horas de fila (leva esse mesmo tempo no d'Orsay?), as criaturas estranhas, dos mal educados, e do roubo dos estacionamentos do Centro do Rio, fora a impossibilidade de se tomar com café na Colombo que estava abarrotada de turistas e locais surtadinhos no ladrilho hidráulico, vale muito a pena.

 o livreto da exposição, que consegui com muito esforço, porque vamos dizer que a distribuição estava uma cousa assim, maçônica.

 Kelly achou esta Tour Eiffel na rua


  eu e minha obsessão por Renoir. a tela escura, minha favorita, não veio, porque está no museu Pushkin em Moscou, daí né


o folhetão da exposição, este é fácilfácil de conseguir

Bisous.

Imagens: T2i

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Tilda do dia

>> sábado, 6 de outubro de 2012


Tilda Swinton em Impossible Wardrobe.

Bisous.


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The Room

>> terça-feira, 25 de setembro de 2012


A revista The Room é uma marco das publicações do tipo, lançada faz cinco anos, tem forte concepção da moda enquanto estética e, vamos lá, arte. É húngara, editada em duas línguas, é uma das publicações européias mais luxuosas.

Por essas razões enumeradas, fiquem com mais esse editorial que embeleza nosso logradouro virtual.






Bisous.

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Perto do Coração Selvagem

>> quarta-feira, 22 de agosto de 2012




Como faz tempo que não deixo por aqui uma recomendação de leitura, como amanhã entrará no ar escritos que têm  a ver com Clarice, decidi deixar por agora a ousadia singela de indicar, de corpo e d'alma abertos, Perto do Coração Selvagem. 

Perto do Coração Selvagem é o romance que inicia a carreira de Clarice, publicado em dezembro de 1943. Apesar da boa recepção da crítica, premiado e tudo, houve um certo levante de vozes, ao começar pelo o "epíteto" da autora, Clarice Lispector: "essa autora de nome desagradável". Mal sabia o crítico em questão que era o nome da Clarice mesmo. Isto é citado naquela entrevista, famosa, a última entrevista de Clarice.

O livro é sobre Joana, que narra sua história em dois planos, a infância e o início de sua vida adulta, através de uma fusão temporal entre o presente e o passado. O interessante e extraordinário é a geografia interior de Joana. Aquela coisa da revelação que permeia todos os escritos da Clarice, porque viver é revelar-se, ainda que seja para si mesmo. Deixar-se ser.

Há quem diga que o título é uma referência à epígrafe de James Joyce ("Ele estava só. Estava abandonado, feliz, perto do selvagem coração da vida"), que ela, obviamente negava.

A capa linda que abre a postagem foi criada por Matisse para a tradução francesa.



Já esta acima, capa e contracapa, da minha edição. Uma terceira edição saída da Editora Sabiá. Dos meus livros favoritos de Clarice, que para mim, tem o final mais incrível de toda a literatura:

"de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo."

Inté.

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Sobre o Parque Lage, história e, desculpa, Glauber Rocha

>> quarta-feira, 25 de julho de 2012


O Parque (Henrique) Lage é um parque público do Rio, um tesouro quase escondido pra quem é de fora da Zona Sul e não tem assim, um ímpeto investigativo batedor de pernas e metido. Fica aos pés do morro do Corcovado, tem até como fazer trilha até lá, por dentro do parque, coisa pra gente esforçada e atlética. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional 1957, como patrimônio histórico e cultural da cidade do Rio de Janeiro.

 Só que a história do Parque Lage é um pouco mais antiga, começa em 1811, quando Rodrigo de Freitas Mello e Castro adquire uma fazenda pertencente a Fagundes Varela, que era o Engenho de Açúcar Del Rei. John Tyndale, paisagista inglês, foi quem reprojetou a fazenda num estilo romântico, com ares de parque britânico. Em 1859 o parque passa para as mãos de Antônio Martins Lage, daí recebe a graça de “Parque dos Lage”. Acabou que a propriedade passou para herdeiros, que por sua vez, passou para as mãos de terceiros, até 1920, quando Henrique Lage, neto de Antônio Martins Lage, consegue reaver a antiga propriedade da família. Nessa época o parque e o palacete passam por remodelações, assinadas pelo arquiteto italiano Mario Vodret. Seu trabalho se encaixa em época e estilo como arte eclética. Das mãos dos Lage o parque passou à público e patrimônio, o que foi muito bom, porque decerto já teria se perdido, como algumas outras propriedades lindas da cidade.

Só para lembrar, em 1967 Glauber Rocha usou a construção em estilo eclético como sede do governo da cidade de Alecrim, país de Eldorado, cenário de Terra em Transe, porque né, época em que Walter Salles é glorificado por trabalhos equivocados (e eu não estou falando de Central do Brasil, que eu gosto bastante), a gente tem que lembrar sim de Glauber Rocha, de Terra em Transe e do Parque Lage. 








Tirando a vegetação tipicamente brasileira, da Mata Atlântica, até dá pra delirar que estamos em algum bosque encantado da Europa, né? Bem acho que vi uma fada na gruta que fica no parque. Sim, tem uma gruta com estalactite e tudo.  

As pessoas amam fazer pic-nic no Parque Lage, no dia em que fomos havia uma espécie de fila de espera, como tem em restaurante, porque praticamente não tinha canto para estender a toalhinha quadriculada ou algo assim. Além da beleza e das sombras fresquinhas, da vista, a entrada é de graça, porque é um parque público, e não há regrinhas como há no Jardim Botânico. No mesmo dia estavam organizando uma festinha de aniversário de menina, super fofa, mais pra dentro, perto do castelinho (na verdade é uma espécie de atalaia), cenário de conto de fadas.

Você conhece o EAV? Não, pois clica aqui.

Bisous.

Imagens: T2i.

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Uma lata e uma ideia

>> quarta-feira, 13 de junho de 2012


Dia desses fui assistir MIB ³ e dai que tem a piada com Andy Wahol e veio o dejàvu, porque né, passei metade da minha vida nutrindo uma raivinha besta do Sr. Wahol. Na verdade uma raivinha forte, digamos assim. Pra resumir eu sempre achei besta, muito besta, bestíssimo o auê que o povo fazia em torno de uma existência que fotografava latas, trocava cores em fotografias, ilustrava bananas e enchia um loft em NY ((The Fabric) com toda a escrotidão possível e chamava a isso de arte. 

Uma socialite entendiada com senso estético apurado e com sérios problemas de intoxicação: musa. Um cara doidão pelado montado num cavalo: arte. E todo mundo muito rico ou herdeiros de algo ou alguém e isso tudo pra tirar, super teoricamente,  a arte dos museus e levá-la ao grande público. 

O que nunca aconteceu, porque a gente pode até conjecturar, ingenuamente, que o ato de comprar uma lata Campbell's acarreta em comprar arte. Ledo engano, meu filho. Mas, que bom, o valor artístico da coisa está nos olhos e na mente de quem reconhece a péssima sopa Campbell's como um projeto artístico de alguém que ousou atribuir valor ao antes abaixo da média. Viu?

Pois é, eu continuo pensando a mesmíssima coisa, só que o sentimento em relação a Andy Wahol mudou. Hoje vejo e entendo que Art Pop foi e é valorosa, que o fato de não ter tirado a arte do museus e das galerias, ipsi literis, pouco importa, porque aconteceu e acontece de alguma maneira. A arte mudou de configuração após todo o alvoroço blasé do Sr. Andy Wahol e isso foi muito bom. Só a sopa que é horrível.

Inté.

Imagem. Cyber-shot.

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Bom dia e luzes na Praça Paris

>> terça-feira, 31 de janeiro de 2012


Já foram à Praça Paris aqui no Centro do Rio pra ver essa lindeza de instalação? Corre que se apaga dia 04/02!

Bisous.

Imagem: Adoro Farm.

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Sobre décor Amélie Poulain

>> quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


Decerto não é tudo mundo, mas muita gente fofa delira no décor do apartamento da Amélie Poulain.  Porque é quente, é vivo, é forte, é muito Paris, e uma Paris antiga, íntima e cheia de pessoalidade, mesmo que fictícia e criada para uma película.

Todo francês que conheci tinha toda uma intimidade, sem pudores e medos, com as cores. Nem que fosse uma estante de livros com capas duras entre vermelho e vinho, aliás, umas das coisas mais lindas que já vi. 

E o apartamento da Amélie é assim, pura personalidade e paixão pelas cores, uma paixão meio que metaforicamente falando da vida.

A gente super acredita que a inspiração para a alcova d'Amélie, além do trabalho expressionista com o vermelho e o verde, foi algo pensado para reforçar de alguma forma essa coisa francesa com as cores, desde Monet, Gauguin, o próprio Renoir (cujas obras no filme são quase que personagens) e assim criaram uma das personagens mais queridas e carismáticas do cinema contemporâneo, incontestavelmente, Dona Amélie Poulain e de quebra, uma das decorações mais queridas e inspiradoras da vida.

E tem toda a fofura dos detalhes, do abajur do monsieur cochon, os quadros do filmhond e fowl with pearl que a gente até encontra aqui.

Bisous.

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Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain

>> terça-feira, 6 de dezembro de 2011


Não sei como, mas nestes quatro anos de bloguito mal ou pouco falei de um dos filmes bobos preferidos da vida toda, desde que assisti, Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, ou simplesmente Amélie, filme francês de 2001 que é o amor.

O filme me aconteceu quando estava despertando para língua francesa, já dominando seus fonemas mais difíceis, nos idos de 2002, em uma seção de filminho francophonique, no então IMPARh, curso de línguas mantido pela prefeitura de Fortaleza. Faz quase uma década, veja bem.

Por que tanto bem querer por Amélie Poulain? A gente poderia responder que é por sua fofura, o senso besta de justiça, que é super divertido, pelo culto às coisas simples da vida, que particularmente, é bom demais, porque é fácil e salutar. A trilha, a cara de uma Paris romantizada de Montmartre, de acordeons, de realejos, de crème brûlées. Tudo isso é lindo. Mas amo Amélie Poulain pelo escandaloso das cores e das luzes, já repararam?

Não?

Pois veja só, a fotografia do filme brilha em diversas cenas, que poderiam ser sem graça, comuns e até inúteis, se não fosse a iluminação e o trabalho com as cores. Uma loucura em vermelho e verde, que disputam a atenção da  gente, que fica se rindo todo das estripulias de Amélie. Uma clara homenagem e inspiração na obra do pai de tudo que é arte moderna, Vincent van Gogh.

Como não amar?

Au revoir.

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Imagem lindalindalinda da semana: B.Boy balloon

>> sábado, 26 de novembro de 2011

Tim Burton, que é ídolo vocês sabem, foi convidado para desenhar um balão, isso mesmo um balão, daqueles gigantes de parada, sabe como? Pois é, e para quê? Para uma típica e folclórica parada americana, a de Ação de Graças.

A ilustração do "B.Boy" balloon.


"B.Boy" balloon na parada de Thanksgiving


 E a fofura?

Imagem: THR

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