Bem Casados

>> segunda-feira, 31 de março de 2008

Alvíssaras!

Pagadora de promessas que sou, estes escritos d’agora são para dar-lhes dicas sobre bem casados, o que são, para quê, como-assim-vanessa? E afins.

Bem casado é um doce típico de casamento, sinônimo de tradição e elegância...humm, na maioria dos casos, vale-se ressaltar.

Corre à boca pequena que está por cá a nos encantar o paladar há cerca de 100 anos. De origem portuguesa, a nossa receita clássica com recheio de doce de leite e massa fofinha, molhadinha que derrete na boca, hummm...

É, querida noiva e pessoas que por cá me lêem, sou da mesma opinião de Márcia Millas, grande culinarista, que sem bem casado não é casamento.

Por exemplo, por agora, anunciam que brownies vieram (e quem disse que é d'agora?) para tomar o lugar dos bem casados. Tolice! Por aqui, na terrinha do Sol, que moças seguem ao altar ao som de Arê-rê pode até o ser, mas, enquanto houver as que usam de bom senso e estima pela tradição, teremos lindas mesas com bem casados.

Quanto ao brownie, simplesmente o bolo solado mais delicioso do mundo, adoro! O brownie em festas de casamento não é uma moda; na Inglaterra se faz isso desde que a receita foi criada em um santo acidente. O brownie é mais um quitute da comemoração do casamento, mais ao gosto inglês/americano, já que eles não têm/conhecem nosso bem casado.

E, sinceramente, competição entre doces?... qual está tomando o lugar do quê?... miórem, queridas!
As dicas que quero lhes dar são muito simples e não deveriam nem ser necessárias, ao que me consta é algo de, não sei.. bom senso?



Bem casados e brownies, comportadinhos, lado a lado! Ah, feitos por mim, para minha comemoração de noivado!


Quando contratarem o serviço de bem casados, e a pessoa que os fizer também for responsável pela decoração da mesa, ou se esta decoração ficar a cargo do local de recepção, ou do decorador, atentem para o fato de que o bem casado é um doce delicado, e como tal, deve ser tratado com delicadeza, e não jogado, empilhado de qualquer maneira em mesas. Pilhinhas de bm casados feitas bem ao acaso, desajeitadinhas, só ficam bem em algo profundamente informal, pequenas pilhinhas de cerca de 30 bem casados, fica até fofo. D'outra feita, fica feinho. E além de feio passa a impressão de desleixo, de que não é importante quando se faz simplesmente uma pilha, comos e alguém tivese treinado arremesso com eles. Ora, se não é importante, não os tenha, menos um gasto para você. E me parece profundamente desconexo tratar com desleixo ou pouco caso o doce mais tradicional de casamentos das grandes nações que falam língua portuguesa, Portugal e Brasil. É muito simples, como já disse, se eles não têm significado para você, não os tenha! Afinal, qual o sentido de se ter algo em seu casamento que não tem nada a ver com você? Levando em conta que a maioria das pessoas não sabe sequer o que é um bem casado, com exceção de quem trabalha no ramo de casamentos, ou já foi a muitos, ou entende de doces tradicionais e culinária, não existe pecado em não contar com esse doce em seu casamento, pois não estará decepcionando a maioria de seus convidados. E por mais que eu seja adoradora de bem casados, como boa formiguinha que sou, eu não recomendo que se tenha algo em sua festa que fique em descaso. Acho de profundo mal gosto.

Mas se você, como eu, adora bem casados, acha-os a cara de um casamento que se preze, e não quer que sua festa fique com ares de desleixo, preste atenção à mesa de bem casados!
Dica 1: se você seguir a idéia de muitos buffets de Fortaleza, e colocar os bem casados na mesa de café e licor, cousa que não é nada comum nos casamentos do Rio e São Paulo, os mais belos, em grande maioria (cf. Vogue Noivas) na verdade desconheço por completo que façam isso, por favor, instruam as pessoas responsáveis pela decoração para que não façam pilhas de qualquer maneira com os bem casados, fica horroroso!
Dica 2: Se você comprar o bem casado e você mesma fizer a embalagem clássica, de papel crepom e fitinho de cetim, procure um crepom de boa qualidade, de preferência branco e dê a cor de sua decoração ao fitilho. A probabilidade de errar é quase nula.
Dica 3: o recomendado são 3 bem casados por convidado, eu acho exagero. Até porque não agrada a todos os paladares, porque é muito delicado, geralmente só quem gosta muito de doces é que aprecia o bem casado. Recomendo 2 por convidado.
Dica 4: se o bem casado for sua lembrança aos convidados, experimente o mimo de deixar um bem casado nos lugares de cada convidado às mesas, óbvio acreditando que seus convidados são bem educados e não pegarão os bem casados dos vizinhos. Se utilizar de caixetas para colocar os bem casados, pense em uma mesa com um belo arranjo de flores, e que se destaque na decoração, assim como a mesa do bolo. Aliás, os grandes casamentos dão destaque à mesa do bolo e dos bem casados, isso quando não estão juntos os dois!.
Dica 5: aproveitando as dicas 3 e 4, em que indico a quantidade por convidado e dou a sugestão de um bem casado para cada convidado à mesa, os demais bem casados, metade, ficarão muito bem em bandejas na entrada de sua recepção, óbvio que se tenha alguém vigiando, pois sempre há “gatunos de doces de festa”, que acham bónito levar trocentos doces alheios para si, sem pensar nos noivos, que os convidaram partindo do pré-suposto que gente fossem, e nos demais convidados. O indicado é que se faça assim, que os bem casados fiquem à entrada de sua recepção, para que sejam pêgos, um por convidado, ao sair, pois a tradição diz que os bem casados devem ser levados para casa como uma lembrança da festa, da alegria e da doçura compartilhadas.
Dica 6: cuidado quando contratar os serviços de bem casados, para que esteja de verdade, contratando alguém que sabe fazer bem casado. É um doce feito com uma massa muito leve, a base de ovos, farinha de trigo e fécula de batata, as vezes só o trigo, com aroma e sabor de baunilha em sua versão tradicional e que é recheado com doce de leite. Na minha opinião o melhor recheio é aquele que leva doce de leite clarinho e de sabor leve, leve, como os de Dona Conceição, o melhor bem casado do país.


Dicas de bem casados, quem os faça:

Dona Conceição, recomendo, recomendo e recomendo de novo, mesmo com frete, vale cada centavo!

Maria Elizabeth Bem Casados, lindíssimos, inclusive faz também caixetas e porta guardanapos que combinam e muito com bolos que têm em seu acabamento laços delicadinhos. Atenção, eu falo de laços delicados e não aqueles laços de poodle de caricatura, arre!

Passione Doces e Bem Casados, maravilhosso! Se vc quer inclusive ousar, os bem casados da Passione de chocolate e sobretudo, de pistache com recheio de framboesa são di-vi-nos! Não é necessário nem embalagem! Eu os serviria assim, à mesa de café ao lado de macarons (falo mais sobre depois) e uma torta dessas da Passione também, que são tão espetaculares quanto as belas tortas de crème patissérie francesas, italianas...

No mais, usem bom senso, pensem em harmonia, essa é a palavra chave para se ter uma festa de bom gosto. Sejam corretas com vocês mesmas.





Quer fazer uma pilha? Pense em algo como esta maravilha do Buffet França em São Paulo.







Uma maravilhosa mesa de bem casados, com todo destaque que merece, obra de... Dona Conceição Bem Casados.




Em Fortaleza... Bom Bocado
Marilza Soares Pessoa e Adriana Pessoa
Rua República do Líbano, 419

É caro, mais caro que o basiquinho da Dona Conceição, mas, não tem frete e são uma delícia, como tudo que o Bom Bocado faz.

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Concurso de noiva... clichês do tipo: Ser noiva é...

>> terça-feira, 25 de março de 2008

Tudo bem que o estado, a condição de noiva (rs), é uma cousa assaz clichê e que, de vez em quando, quer te empurrar para cafonice. Mas queridas, não aloprem, tenham pena desse pobre coração de professora que também é noiva, e que não fica se descabelando porque perdeu um concursinho que te dá um bolinho rococó e 200 convites de uma grafiquinha ali.

É, porque tem gente se descabelando por conta do "Concurso Cultural Fest Noivas". Uma besteira, continuar a mais que criatiiiiva frase "O que faz uma noiva feliz é...". Confesso que quando vi, pensei: "O que faria esta noiva feliz seria... te dar uma bifa!"

Estava eu acompanhada de minha filha, que me perguntou se eu me inscreveria, ao que respondi "me respeite!", com próclise mesmo.

Agora, vejam vocês as frases ganhadoras, sem expor os nomes:

"O que faz uma noiva feliz é... uma visita inesquecível ao Fest Noiva Ceará!"
"O que faz uma noiva feliz é... casar! Vendo assim o seu sonho realizado."


Qual o problema dessas frases?

Nenhum.

Estão adequadas, coerentes, coesas, e atendem, sim, os requisitos do concurso; inclusive, a primeira foi de um oportunismo sagaz. E a outra foi sucinta, simples,e uma espécie de resumo do que toda noiva que planeja casamento e festa quer.

Planejar um casamento, independente de quanto você tem para gastar com ele, toma proporções oníricas de fato. Casar é, sim, realizar esse sonho, para todas.

Enquanto professora de língua portuguesa e literatura, que lido com escrita formal ou escrita criativa, como no caso da Literatura, mas não só, não encontrei nenhum problema nas duas frases ganhadoras, estão completamente adequadas ao contexto do concurso, só para me repetir.

Com toda a certeza de professora e conhecimento lingüístico que tenho, foram mais do que satisfatórias, porque foram sucintas, haja visto a introdução da frase, proposta pelo próprio concurso, algo tão cliché quanto "ser noiva é", muito cafona! E elas conseguiram não se estender na cafonice.

Uma foi bastante oportunista, como já disse, elogiando o evento, e a outra foi o mais simples possível, o que muito fala ao seu favor no que tange ao "menos é mais".

E se foi uma marmelada, pelo menos foi harmoniosa.

Poderia-se reclamar, sim, se a frase escolhida fosse "ser noiva é andar com uma escopeta", ou "...sentar na boneca", sei lá.

Não teve nada de absurdo, foi clichê, como a introdução da frase!

Nem Fernando Pessoa salvaria um negócio desse, que dirá as "noivinhas".

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Recepção de casamento: onde em Fortaleza?

>> sábado, 22 de março de 2008


Desde que comecei a escrever este blog, muitas cousitas se passaram, mudaram, desde os eventos para nosso momento casadoiro, até doenças, arrebates e... mudanças de planos.

Mas vamos falar da recepção, pois assim socializamos o conhecimento acerca, o que falta e muito por este hiperespaço casamentício, em que ninguém dá dicas de nada.

Já não temos mais certeza do local para a cerimônia religiosa e a consequente recepção, isso em vários sentidos, geográficos no que abrange Fortaleza, geográficos no que abrange o Brasil.

Em termos de Fortaleza e a recepção, algumas cousas nos desapontaram em nossa primeira opção para receber nossos queridos. Achamos o local meio caído e sem graça, apesar dos atrativos visuais, como a luz e o cenário de fundo, mas o lugar em si é meio complicado. Estou falando do Marinas.

Confesso que não conhecia o local, só por fotos e de ouvir falar. Um certo hotel com ares de marina, que recebe eventos de música rs.

Bien, esperava outra coisa, dada a badalação; ledo engano. As fotos de fato o melhoram. Além da ‘sem-gracice’ do salão para o evento no dito cujo do hotel e de que o outro lugar, no mesmo hotel, para recepções como a nossa, ser por demais escondidinho e picorruncho (pirrototinho), a vizinhança (principalmente) é uma desgraça! Tem uma espécie de favela bem em frente. Certo, eu sei que o hotel tem segurança, diferentemente não seria tão procurado, mas é feio e eu sou chata.

Aliás, este problema da vizinhança é o mesmo pelo qual padece a Capela Pequeno Grande aqui em Fortaleza. Ela é linda, uma das igrejas (capela, eu sei) mais bonitas da cidade, por dentro e por fora, com aquele teto de ardósia (coberto por poeira e sujo que não dá para perceber que é ciano, mas deixa pra lá) que praticamente fica no meio de um pardieiro e tenho plena autoridade para afirmar isso, pois trabalhei ali em frente, como professora no Justiniano de Serpa.

Os arredores do Imaculada Conceição, colégio ao qual a Capela do Pequeno Grande faz parte, são péssimos, especialmente a rua lateral.

Aí eu fico pensando na fortuna em manobristas e seguranças para se casar de forma segura ali, fora o preço da Capela em si, R$ 1.400,00 para este ano (2008), sem padre nem decoração, que é algo muito assustador, quando lembramos que o Santuário de Nossa Senhora do Líbano fica em uma rua calmíssima, nas entranhas do Meireles (bairro nobre de Fortaleza) e sai, aos finais de semana, que é mais caro, por R$ 1.600,00 com uma linda e básica decoração com flores do campo.

Adendo: eu me sinto super mal em ficar cotando valores coisa e tal de igrejas; pensamento médio burguês latino, católico e cheio de culpa.

Aí podem pensar que isto não tem importância, afinal o casamento não será no meio da rua para se preocupar com vizinhança. Me disseram isso.

Sim e não. Já que as ruas nos dão acesso aos lugares, diferentemente seríamos algo Hermes ou Ícaro, mais para Ícaro. E tem o fator segurança e sim, beleza, da qual não abro mão. Quero que as pessoas achem tudo lindo, começando ao sair do carro.

Tem outro hotel, também com salões para recepção, e com toda uma estrutura para casamentos; um antigo Caesar, lindo, sofisticado, muito bem localizado e caríssimo. Quase três vezes mais caro no serviço de buffet do que o outro, fora que o primeiro não cobra aluguel de salão e o outro cobra, variando de preço conforme a configuração de sua festa, pequena, média ou grande, em termos de preços, sendo algo como - socorro, enfartei, morri. Estou falando do Gran Marquise.

Casamento ou outras recepções em hoteis é algo que te dá ‘n’ vantagens perante buffets: a estrutura em si, a falta de incopetência – grosso modo – os dois hotéis possuem serviços exemplares, não poderia ser diferente.

O que está pesando contra os buffets em nossa decisão, pois nenhum têm (talvez o Lulla’s e o complexo La Maiosn sejam exceções, mas com preços desencorajadores): cozinha internacional, cardápios sofisticados.

Cardápio de buffet é uma coisa que, invariavelmente, em deixa triste.

Por exemplo, no hotel mais simples, quando vem descrito no cardápio “filet” é filet mesmo, ou seja, do corte mais fino da carne, filet mignon, e não um patinho.

A outra opção que te dão para “sofisticar” uma carne é trocar uma opção de “carne de 1ª” por outra não necessariamente melhor, e sim mais cara.


Voltando aos cardápios... a opção mais simples do hotel mais simples em questão, tem camarão graúdo, aquele bonito e perfumado e um Strogonoff de verdade, com a base de molho alemão e não estas tirinhas de carne enfiadas num caldo ralo sem vergonha que se serve por aí com nome de Strogonoff. 

Devo comentar o cardápio do outro hotel, o caro?

Mesmo? Bem, para começar, tem caviar no serviço de canapés frios, carpaccio, tem uma sugestão de coquetel & american servico, que conta com uma mesa de queijos que vai do brie (francês) à mussarela de búfala, vol-au-vent diversos e uma última sugestão de banquete com a opção de contar com os serviços de três cardápios completos de três países. Morri.

Ficou claro que não dá para comparar os cardápios dos hotéis com os de buffets, pelo menos não o de senso comum da cidade, né?

E ainda, em hotéis, não se cobra taxa de quebra de material, taxa de consumo de energia, você tem todos os garçons, garçonetes, copeiras de que precisa, não tem que pagar por fora e conta com todo o conforto, segurança e infra-estrutura que um hotel oferece.

Desvantagens dos hotéis: não contam com decorador próprio, não dão nem indicação; têm a taxa de rolha, taxa que se cobra por cada bebida aberta e servida durante todo o evento (vinhos e espumantes 10,00, whisky 18,00); não devolvem a comida paga, só as bebidas e 24 horas depois; repasse de valores de um ano para o outro meio estranho... mas os hotéis não são os únicos a fazer isso... cf. Salões de beleza da cidade, dias de noiva...

Os buffets da Aldeota e Água fria, aqui em Fortaleza, são opções bem localizadas, arrumadas que te dão um ar de certo requinte. Mas como falei, o ar de requinte das casas de Buffet não condizem com o cardápio fraco, com certa incompetência de alguns (muitos) funcionários. E ainda por cima, uma certa falta de noção que as vezes me deixa com medo, como no pormenor super importante da decoração. A maioria dos decoradores de buffet gostam mesmo é duma decoração selva, tipo Tarzan, que não entendo.

Aqueles arranjos medonhos, com lírios altos e enfiados em vasos com flores campestres ou então uma mesa de bolo com pétalas jogadas, ou pior, muitas folhagens e flores, ramos jogados de qualquer maneira e que eu não consigo entender qual é a intenção..



Curiosidades acerca...

Sabiam que é super fácil (em termos de ofertas diversas) para todos os bolsos (padrão Sudeste) casar em São Paulo? Sério, desde o casamento bucólico ao requintado, tradicional, tudo elegante e chegando ao deslumbrante, padrão internacional. Os melhores hotéis, buffets, boleiras, fotógrafos, doces, chocolates, lembranças, decoradores, estão todos lá.Fora que, alguns profissionais de agora, que daqui há alguns anos serão caríssimos, surgem em SP; agora mesmo deve ter uma nova Pati Piva começando, com muito bom gosto e preços acessíveis. Não é detestável rs?

Outra cousa, sabia que o Rio é a terra dos casamentos tradicionais? É, mas também... a cidade imperial, com igrejas tombadas, repletas de obras de arte, órgãos de verdade como o da Capela do Mosteiro São Bento  ou igrejas construídas para casamentos, como a Capela de Nossa Senhora das Graças no Botafogo, que tem uma escadaria linda. Amo escadarias de igrejas rs. Sabe quanto custa pra se casar nessa igreja? R$1.200,00, no Rio de Janeiro, mais barato que a Capela Pequeno Grande, aqui, em nossa provinciana Fortaleza.

Fortaleza, não é um absurdo?

Bisous.

Imagem: Um certo Buffet de Fortaleza que eu muito simpatizava, Teka's.

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Receita de Páscoa

>> quinta-feira, 20 de março de 2008

Estamos no Ostara, err... digo, Páscoa. Nem só de chocolate se faz uma Páscoa, apesar de que aqui em casa, estamos soterrados em chocolate^^: torta ganache de chocolate, bombons de cereja, brownies, brigadeiros, e os tradicionais e comerciais ovos de chocolate. Isso tudo porque estamos em um mês, não só de festa cristã, aqui por casa, mas também de aniversários na família, do noivão, da noivinha e da filhinha!

Maaaaaaaas.... A dica que quero dar de receita é uma delícia, fácil, requintada e barata!

Torta "escondidinho de bacalhau"

















Eu vi esta receita uma vez em um programa dito feminino destes da tv, fiz umas adaptações, como sempre e voilà, nasceu minha receita.

Só precisa de: 300-400gr de bacalhau, que pode ser do mais baratinho, Saithe, ou mesmo o Porto (eu recomendo, pelo pouquinho de bacalhau que vai, que se use o Porto, afinal não sai tão caro); 1l de leite; azeite; alho;cebola;pimenta do reino;
1/2kg de batatas; margarina; sal a gosto; um pouquinho de leite; mais ou menos 200 gr de azeitonas sem caroço; mais ou menos 100gr de tomate seco, acompanhando o azeite de seu preparo.

Você precisa dessalgar o bacalhau: 24hrs de molho, trocando a água a cada 4 horas.

No dia do preparo, cerca de algumas horas antes, você vai ferver o bacalhau em um litro de leie. Deixe levantar fervura, mais ou menos 25-30min. Deixe esfriar, tire a pele, as espinhas e desfie. Ele já estará no ponto certo de sal e cozido.

Então, você vai preparar um refogado rápido: azeite em uma caçarola, primeiro a cebola, depois o alho, deixe dourar, dai acrescente o bacalhau desfiado, 5 minutos mexendo, pitadas de pimenta, reserve.

Faça um pure de batatas.
Dica: use pouco sal, quase nada. Mesmo dessalgando o bacalhau, ele fica ainda com o sal bem firme.

Amasse as azeitonas, formando uma espécie de pasta.

Agora, vamos montar!

Em uma refratária, forre o fundo com o bacalhau refogado, por cima o purê, sobre o purê a pasta de azeitonas e sobre estas os tomates secos, distribuindo por último o azeite dos tomates secos sobre tudo, 10 minutos de forno, está pronto, é uma delícia!

Então, prepare este prato, é divino, não dá trabalho nenhum, para mim, pelo menos. Mas sério, eu acho muito difícil errar este prato, se bem que minha madrinha consegue estragar até brigadeiro... acredito que como ela, há muitas...Brincadeira, fia (é não).

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Mudanças de planos em casamento

>> quarta-feira, 19 de março de 2008

Como tudo na vida, mudança de planos para quem tinha planos, para quem é organizado, acomodado que seja, pode significar as vésperas de um surto psicótico. Mas não é.

São só mudanças, as estações mudam... certo, em alguns estados, alguns países, mais que os outros.

Mas não fiquem nervosas, vocês ainda terão bem casados e lindas alianças douradas, mesmo que não sejam Tiffany's, Vivara, H. Stern, e seja da Ótica Evangélica do centro da cidade.

E mesmo que seus bem casados não sejam da D. Conceição ou de alguém que tem propaganda na Vogue, mas sim da tia da cunhada do primo do seu noivo, que sabe fazer bem casado. Provavelmente, será um ótimo bem casado, só estará uma embalagem brega, mas não tem problema! A embalagem se vai mesmo... A não ser que seja aquela lindíssima embalagem em formato de rosa da D Conceição, que ninguém faz igual (que ódio!), só uma alma muito impura para atirar aquilo ao léu.

Vamos ver, o que mais pode dar errado?

Por exemplo, se você escolher uma decoração laranja, ou amarelo espanta-mosca, e você chegar ao buffet, seja lá onde você for comemorar, e deparar-se com um tom pastel, salmonzinho, bem delicado; se eu fosse sua cerimonialista, provavelmente suspiraria de alivio (e teria culpa...). Mas não se descabele! As pessoas olharão e vão fazer "ai que belo", "que delicado".. não chore! Deixe para chorar na hora da benção das alianças.

Esses são detalhes bobos que até podem, como falei, salvar sua festa.

Por exemplo, alianças mais baratas, porque não têm uma marca, podem te deixar dinheiro para investir em outra coisa, móveis para casa, por exemplo. Do mesmo jeito os bem casados. Se bem que com os bem casados, você ainda terá o problema da breguice, por exemplo: as pessoas pensam que o bem casado tem que vir na embalagenzinha de crepom e fitilho, só e somente. Às vezes com as cores da sua decoração ou aproximada, porque papel crepom é chato de encontrar tons certos. Ai jogam, empilham, em cima de mesas, fica com cara de que alguém treinou basquete com eles... uma mesa com bem casados simples tem que ter algum charminho, porque senão fica parecendo que alguém dançou o vira em cima da mesa. Darei dicas em outro tópico.

Voltando, estou tentando consolar, viu? Não se melindrem comigo, quéridas!

E as cores já falei, se o seu decorador procurou desesperado sua cerimonialista implorando para trocar as cores, e eles em conchavo fizeram, você ainda sai ganhando, e ainda pode processá-los para ter o dinheiro de volta, não é ótimo?


Agora vamos a coisas realmente dramáticas.

Bolo torto, ou doentinho, com cara de ebola, gripe aviária...
Bolo com acabamento medonho...
Um topo de bolo tipo chumbo que faz a pasta americana afundar...
Uma pasta americana com tanto, tanto gosto de glucose de milho, mas tanto, que as pessoas que provarem farão cara de origame amassado...
Tenham medo disso!
Primeiro indicativo de que algo assim pode acontecer: se a boleira fizer seu bolo com má vontade. E você pode saber disso pelo olhar dela, por coisas ditas, como "que coisa sem graça que você escolheu", "não se faz isso"; a típica cara de gente que não parece que trabalha com doce, e que eu realmente não entendo. Ou se os funcionários da boleira tiverem cara de zumbi, ou de alguma coisa esdrúxula: CUIDADO!

Atraso do padre, pastor, rabino, o celebrante. Já pensou, o dito cujo chegar depois de você, querida noiva?
Pode-se cobrar uma taxa de atraso do padre? Certas igrejas cobram da noiva, não é? Deveria ter o contrário - alguma cerimonialista que me leia, ou alguém que queira levar a idéia a uma, por favor o faça!
Porque o celebrante chegar atrasado pode ter projeções desastrosas, desde atraso em todo o resto, convidados que vão embora, até uma crise de nervos que nos faça não conseguir sair do carro, ou não querer tirar o álbum de casamento do fundo da gaveta. Fora os sentimentos ruins que você vai sentir contra o celebrante de sua cerimônia de casamento.
Portanto, pensem direito e pesquisem. Antes uma casamento celebrado em 15 ou 20 minutos que o atraso do padre, isso é imperdoável!

Mais uma coisa, se você contratar um profissional de música e lhe der um repertório sacro em latim e músicas em lingua estrangeira, CUIDADO! A criatura pode ser um impiastro que coloca em seu repertório músicas em inglês, francês, LATIM!, que nunca teve em suas mãos um dicionário Oxford, um Larousse, e um Latina Essentia(?!)... ou no mínimo nunca frequentou um curso de música decente em um conservatório.
A voz humana é um instrumento, e uma língua, em sua complexidade, é como um conjunto de acordes. Portanto, como um músico pode escolher uma língua estrangeira que não domina?! É como afirmar que é violinista sem o ser! Bons músicos, que realmente têm música em suas correntes sanguíneas, não são desonestos ao ponto de terem em seu repertório algo que não dominam.
Portanto, cuidado com quem contrata, principalmente profissionais com repertório em língua francesa; inglês, todo mundo esculhamba mesmo. Parece que é, sei lá, fetiche, acabar com a língua de Shakespeare e Milton. Mas, enfim, parece que faz parte do inconsciente coletivo ficar "bodejando" pensando que está cantanto em inglês. E o grande culpado disso é o "We're the world", principalmente a versão Sol, cf. repertório BBB.

Ai, eu tenho tanto abuso disso...

Acredito que tenham mais "gongos" (você não entende o gongo? Imagine o gongo, imagine alguém que foi gongado, a situação vexatória, tudo de ruim, péssimo, gongo!)

Mas postem vocês em comentários, para que nos previnamos.


Eu tenho dicas de mudanças de planos nestes três quesitos.

A primeira de todas, pesquise, perturbe sua cerimonialista para lhe dar certeza, pegue no pé. Se você for por demais tímida e não tiver coragem de insistir, pedir referências, peça ao seu noivo, suas madrinhas, sua mãe. Tenha certeza do que está contratando. Isso é o mais importante, evita aborrecimentos e outros sentimentos ruins.

Mas, se você cometer alguns deslizes, e deixar as coisas correrem frouxas, há algumas atitudes a tomar na hora e pós: nada de choro, tente disfarçar e faça, acima de tudo, esse dia ser inesquecível.

Se o bolo estiver torto, dirija-se ao cerimonial e mande imediatamente cortar e servir o bolo a todos, afinal, você não vai querer guardar fotos de um bolo que ficou um desastre, não é?

O caso do padre é bem mais grave, pois ninguém anda com um dentro da bolsa... então, tenha muita presença de espírito, pense em coisas boas, e que o que vale é a hora do "sim".

Os músicos, é uma avacalhação um negócio desse... eu realmente nao sei, não contrate! Se você não tiver noção de lingua estrangeira, não vai doer muito, mas pense nos seus convidados; se eu fizesse um negócio desse, minha madrinha me matava, isso se eu não me esbofeteasse antes, ou aos músicos, ou ambos.

Mas quando você for apreciar o trabalho desses profissionais, e você não entender uma linha de lingua estrangeira, procure alguém que possa lhe ajudar, que seja muito honesto, e que tenha uma boa noção das línguas em questão. Ou contrate uma aparelhagem de som e uma igreja que aceite. Evita tantos aborrecimentos... fora que é moda nos EUA, casamento com Ipod, tá, meu bem? Fora que quem vai te dar uma dicção perfeita da Ave Maria de Bach, e qual teclado vai chegar perto de um órgão?!...

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Sobre casas e bibliotecas


Que tal uma biblioteca em casa?
É, um acervo pessoal de livros dos escritos que fazem bem ou mal à humanidade. Mal, desde Schopenhauer, que mandava empurrar velhinhas de escada, confesso que às vezes me dá vontade, até a Bíblia.

Tudo bem, uma biblioteca pode variar bastante, considero meu acervo de quase 400 livros uma biblioteca, apesar de caberem em algo mais de uma estante. Mas quando eu tinha somente uma prateleirinha, eu também olhava e dizia, é minha biblioteca pessoal.

Livros são como um legado, patrimônio, um bem que você se faz e faz aos seus. E você não precisa comprar as novidades da Companhia das Letras, ou a reedição d'A Hora da Estrela, da Clarice, que acompanha o audio book com a voz da Maria Bethania, que custa 50 reais, faça melhor, procure, garimpe em sebos, uma 2a edição da mesma, que você encontra por este valor, um livro que vem carregado de história, de lágrimas, de tempos e leituras e releituras de alguém que se deu aos escritos de Clarice Lispector.

Outra coisa, dica de quem realmente lê livros, os devora, os sente, não encaderne suas edições. Isso é coisa de material escolar, ou seja, do Fundamental. Tira a vida externa do livro, é como uma árvore envolta em plástico.
Ah, está bem, preserva, conserva, ... tudo balela, porque não evita que as páginas amarelem, e ainda fica um plástico grudado no outro na prateleira.

Voltando, pense em uma biblioteca em casa. Vá a sebos, assim como você vai a lojas de decoração e utensílios domésticos, com avidez para fazer de sua casa um lar; com toda a vontade que você vai comprar um potinho para guardar o arroz para o dia seguinte, pense em ter ao alcance de sua mão e retinas uma Antologia de Bandeira, um Larousse cozinha, um bom dicionário de língua portuguesa. Ou vocês acham que porque vão casar que devem permanecer enclausaras na mais completa ignorância? Pensem em livros, em bibliotecas, como parte integrante de um lar, pensem assim, como pensam as mais distintas, e não necessariamente ricas, british ladies.

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Sapato branco

>> quinta-feira, 13 de março de 2008



Atendendo aos pedidos anônimos (vai virar sigla, A.P.A.), vamos digredir um pouco sobre o sapato branco. Quem me conhece sabe que eu não gosto muito de sapatos brancos. Acho complicado. Não difíceis, complicados mesmo.

Há quem diga que sapato branco é completamente imperdoável para homens e que para mulheres, em algumas ocasiões, é super recomendável, como casamento por exemplo. Contudo, para mim, ainda nos diletos pés das noivinhas, acho que às vezes não orna, para não dizer que fica detestável.

Talvez porque fiquei um tanto traumatizada com alguns modelos de algumas 'maisons' de Fortaleza, que mantinham em seus acervos um certo tipo de sapato, teoricamente mais confortável e que deixaria a pessoa bem alta. Estes sapatinhos, em muito se assemelhavam às botas plataformas do Kiss, uma coisa tipo, muito feia.

O certo é que, já usei muito sapatinho branco na minha vida. Passei a infância toda usando uns sapatinhos brancos, os famosos carinhas de boneca da Pampili e, salvo engano, meu primeiro saltinho era justamente branco. Um salto 8 cm, bico arredondado, bem mocinha. Eu tinha então uns 14 anos. E até gostava do sapato. Usei durante muito tempo.

Dai veio minha fase full black e comecei a detestar sapato branco rs.

Os sapatos são uma espécie de adorno final, é mais ou menos como o acabamento final de uma tela, que é uma coisa delicada, porque errando a mão, a gente pode estragar o trabalho todo. No caso do sapato, não é necessário solvente, nem borrachas ou algo assim, é só tirar o sapato inadequado ou nem pensar em calçá-lo, mas não é o que acontece.

Agora, por que todo este problema com sapato branco? Como eu já disse, o sapato não é um mero acessório, ele é peça integral da vestimenta e com ela tem que se harmonizar, e é uma peça que fica na base da cousa. A escolha deve ser feita com carinho e cuidado. E qualquer um que conheça um pouco que seja moda, não de achar que sabe combinar bolsa e sapato ou que bate perna em shopping - o que também é ótemo - mas que realmente lê sobre, vai entender o que quero dizer. Se não sabe, stylists estão ai para isso. Peças brancas, em geral, são mais complicadas. A gente tem que se dispor a pensar com carinho e calmo sobre.

Homens de sapato branco, invariavelmente, (incluindo o Casablancas) me dão vontade de rir, mas mulheres de sapato branco, por vezes me dão desgosto, especialmente quando vejo uma chérie vestida de noiva e com estas terríveis plataformas de plástico brancas.

Dicas: para noivas, em termos de sapatos, marfim e off white são ótimas pedidas, assim como champagne e um rosa pó bem primaveril. Fica lindo. Vários lugares contam com serviço especializado em sapatos de noiva, para o revestimento em cetim, materiais correlato. Tudo é possível. Em Fortaleza tem a Lella na Monsenhor Tabosa. Entre e pergunte sobre

Depois de muito ver imagens de casamentos americanos, estou muito afeita à ideia de sapatos coloridos, rosas, azuis, verdes. Acho fofo e diferente. No mais, é bacana pensar no que parece com você, desde all star (por que não?), até melissas, sapatos coloridas e sim, o bendito sapatinho branco, desde que se faça uma escolha bonitinha e se possível, uma escolha maravilhosa.

A solução é sempre se sentir linda.

Bisous.


Imagem: Chanel (Mademoiselle era das poucas pessoas que ficavam muito que bem em sapatos brancos. Por que será, né rs?) by Kaiser.

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Faire de la cuisine - coisas que se faz com Lambrusco

Pour faire de la cuisine!

Uma receita portuguesa que eu adaptei ao meu jeito e faz parte do grupo das coisas que se faz com Lambrusco - procure no Pão de Açúcar.

Eu adoro carne de peru, ao contrário do que muitos pensam, eu não a acho sem graça, sem gosto. Ora, depende de quem a faz e como faz. A dica é utilizar vinhos que perfumem a amaciam a carne e ervas, como orégano e alecrim que deixam a carne de peru simplesmente irresistível!
Eu chamo este prato de peru à Lambrusco e você vai precisar de...
... coxas de peu, claro;
sal e pimenta (do reino)branca;
alho;
orégano
limão;
vinho branco frizzante Lambrusco.
Eu preparo assim... em uma assadeira coloco a coxa de peru, com a pele, e tempero em primeiro lugar com sal e pimenta. Amasso alho, pitadas de sal e orégano, para formar uma pasta. Unto, com esta pasta, todo o peru. Daí rego a carne temperada com vinho e coloco rodelas de limão sobre o peru. Polvilho com um pouco mais de orégano, deixo pegar gosto por uns trinta minutos e levo então ao forno médio para assar - não precisa de papel alumínio, nem de azeie, óleo, margarina...

Aproveito e cozinho, previamente, babatas cortadas em rodelas com um pouco de sal, deixe-as cozinhar por 10, 15 min, ou seja, sem cozinhar por completo, daí coloco-as junto com o peru para ir ao forno; terminam de cozinhar com o molho deste assado e fica, assim, todo o conjunto, uma delícia!
Se for fazer e quiser combinar um vinho para servir: sirva com um Sauvignon Blanc, apesar de ser carne vermelha, é de um preparo tão leve que casa melhor com brancos.

Outra cousa para se fazer com Lambrusco
Um belo bolo, com um sabor sofisticado!
A receita original pede o uso de Champagne legítimo, massss, eu contava ainda com este Lambrusco e queria muito testar a receita meio híbrida, donc voilà!, fiz e ficou maravilhoso! Um sabor inigualável e uma apresentação lindíssima!

Fiz este bolo muito rápido, dessas vontades repentinas que vem sei lá d'onde de fazer algo bom para quem se quer bem. Foi o bolo de nosso lanche e se foi tão rápido quanto o fiz, o que me deu cá muito gosto^^!

O ramo de festas no Brasil está cada vez mais lugar comum. Por exemplo, nossas boleiras são, vamos dizer, pouco audazes nos preparos dos bolos. Imagine só, uma decoração verde e branca, um bolo todo branco e sua massa verde como este, que coisa divina, que encanto causaria a todos, fora o sabor do bouquet do espumante/champagne da noite acompanhado também no sabor do bolo, mas... é pedir um tanto demais, não é?!?

Receita do bolo? Olhe, acho que a receita original é de um chef americano, eu tenho umas 4 receitas diferentes, conjuguei e conjurei três e nasceu a minha. É uma receita de bolo que leva as claras em neve por último, mas não é pão de ló. Na verdade é algo bem Ofélia, um bolo tipo matrona. Certo, é esta receita, com mais ovos, cerca de 6 e só as claras, não vai gema. Ao invés de leite, champagne, espumante. Se quiser usar essência use uma que acompanhe o bouquet do vinho branco espumante, como flores, frutas, etc. Use um bom colorífico alimentar, algumas gotas. Forno pré-aquecido médio, 40 min de forno brando e pronto!

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Conversa literária de noiva

>> domingo, 9 de março de 2008

Estou implicando com Baudelaire estes dias, não sei se é o cinza que teima em Fortaleza, muito que gosto, é artigo raro aqui, mas estou com ela me rondando o juízo. Não, não as Flores, mas os Paraísos . Em verdade um trecho das Visões de Oxford, Nossa Senhoras da Tristeza, é que me remete muito de imediato à Nossa Senhora do Líbano apesar dela não ser uma das faces de Maria triste sem seu Jesus, mas sim Maria jovem e seu pequeno menino-deus. Mas é que a arte bizantina tem dessas, uma melancolia austera, resignada, como a que sinto em Senhora d'Oriente, Nossa Senhora do Líbano.
O certo é que estes escritos de Baudelaire me tocam fundo, mais que qualquer outro poema de spleen, tavernas, etc... eu sei que, por vias diferentes, o sentimento deste texto me toca...

Levana e Nossa Senhora das Tristezas

"Vi muitas vezes Levana nos meus sonhos em Oxford. Conhecia-a pelos seus símbolos romanos." Mas quem era Levana? Era a deusa romana que presidia às primeiras horas da criança, que lhe conferia, por assim dizer, a dignidade humana.
"À hora do seu nascimento, quando a criança experimentava pela primeira vez a atmosfera perturbada do nosso planeta, pousavam-na no chão. Mas logo em seguida, temendo que uma tão grande criatura se rojasse no solo mais de um instante, o pai, como mandatário da deusa Levana, ou um parente próximo, como mandatário do pai, erguia-a no ar, ordenava-lhe que olhasse para cima, como se fosse o rei do mundo, e apresentava a fronte da criança às estrelas, dizendo-lhes talvez no seu íntimo: "Contemplai o que é maior que vós!" Este ato simbólico representava a função de Levana. E essa deusa misteriosa, que nunca revelou as suas feições(exceto a mim, nos meus sonhos), e que sempre agiu por delegação, recebe o nome do verbo latino levare, erguer no ar, manter erguido."
Naturalmente, foram muitas as pessoas que entenderam por Levana o poder tutelar que vigia e rege a educação das crianças. Mas não pensem que se trata aqui dessa pedagogia que apenas reina através dos alfabetos e das gramáticas; é preciso pensar sobretudo nesse vasto sistema de forças centrais que se esconde no seio profundo da vida humana, e que trabalha incessantemente as crianças, ensinando-lhes sucessivamente a paixão, a luta, a tentação, a energia da resistência." Levana enobrece o ser humano que vigia.Esta ama é dura e severa, e, entre os processos que mais gosta de usar para aperfeiçoar a criatura humana, aquele por que nutre mais afeição é a dor. Três dores lhe estão submetidas, as quais utiliza para os seus fins misteriosos. Como existem três Graças, três Parcas, três Fúrias, como primitivamente existiam três Musas, existem três deusas da tristeza. Elas são as Nossa Senhora das Dores."


Segue o texto a falar dessas senhoras, Mater Lachrymarum, Suspiriorum, Tenebrarum... dá para entender sem tradução.
Esta visão de Maria, remetendo à feições de deusas pagãs vigora até hoje em nossos altares. Ora, é muito cristã a idéia de que um bom deveto se faz através da pena e do pesar e para além de tudo, aceitar como desígnio divino e como nosso bem. É decerto muito cristão, mas é mais certo ainda, muito anterior aos cristãos, amen.

É curioso, não é?... passa o tempo, ciclos, vidas, ainda somos da mesma forma, tão do mesmo jeito qu'outrora.

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Coloríficos faceiros de noiva, porque criar faz bem!

>> sexta-feira, 7 de março de 2008


Desenho feito em papel simples, acho que ofício, lápis grafite muito comunzinho e lápis de colorir a vida de qualquer criança que aquarela com Toquinho e Faber.


post scriptum: adóio parapluies!!!

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Por uma 'check list' honesta!

>> quinta-feira, 6 de março de 2008

Eu não sei ao certo se tenho tal cousa, mas sei que tenho noção de tudo o que devo fazer para chegar ao que queremos, desde os trâmites legais do casamento civil à loucurinha danada de boa que é organizar festa de casamento, principalmente com a configuração atípica de casal que somos, eu e meu bem, mas....

Aqui tem uma boa check list, completa, honesta, que vai desde assuntos diversos que antecedem os preparativos da cerimônia até à lua de mel. Não estipula prasos, como 8 meses deve-se fazer isso, 1 dia antes corra nua da cintura para baixo na Messejana do tio Zezin. Fiz piadinha, porque assim entendo estas listas e datas forçadas e o tal do "tem que ser assim", "faça isso", como quem diz de fato, desfaça sua individualidade, não é? É preferível a corrida expondo o baixo ventre que tal despropósito de não se deixar ser, em algo que é tão insubstituivelmente seu, O SEU CASAR! Por favor, isto é sandice, e não é das boas, porque muito qu'adoro ensandecer.
Voltando, confira o tal endereço e trace seu tempo, o que adentra aos seus planos, amen, quéridas!

Todavia, esta que por cá vos escreve, tem conselhos, indicativos, como prefiro:

Quando for pedida em casamento ou pedir, esteja ciente de que o que se faz por voluntário sentir não pode ser vertido em palavras em sua plenitude, nem deve ser anulado em liStas e itens e convidados, que importam sim, mas não mais que sentir, real sentido das coisas. Viva! viva este sim, viva este momento, viva, todos os dias este sim até o último dos dias que é o sim derradeiro, como minha doce Barrett, "how do I love thee"...

Envolta neste sim, toda e qualquer lista será a mais doce das realizações, tão verdadeira e absoluta, como fotografar o aroma dum perfume.

Organizar pede primeiro a desorganizarção, isto só vem do sentir; sinta, pois é um fato!

Conselho, seja íntima em tudo, desenrole seus sentimentos, verta sua alma em cada detalhe, faça tudo ser tão seu, tão dele, tão vosso, que se farão sentir em cada mínimo detalhe, tudo será assim uma dádiva, compartilhada com os demais, queridos.

cabe bem aqui, querida Lis: "de quem se absorve de contemplação mística."

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II Fest Noivas Fortaleza

>> domingo, 2 de março de 2008


Como falei na postagem passada, o mês de fevereiro s'encerrou, usando a velha máxima, com chave de ouro, pelo menos para as noivas de Fortaleza que puderam comparecer ao II Fest Noivas, que teve lugar no Hotel Gran Marquise, situado à Av. Beira Mar, aqui na Terrinha do Sol!

Não bastando a beleza dos arredores do hotel e do próprio hotel, o evento, apesar de alguns problemas de organização, comum a todo grande evento, ocorreu melhor do que as expectativas, pelo menos para mim.

Em termos gerais, gostei muito do Fest Noivas, tanto que estava planejada para ir só no primeiro dia, a quinta feira, mas acabei indo na sexta, também. Um evento assim é muito bom, porque você visualiza e realiza as coisas, e tira ideias da teoria, confirma opiniões, vê que estava completamente equivocada em outras. Posso afirmar que o evento foi informativo, divertido, lucrativo e elegante.

Informativo porque tivemos acesso a muitos dos profissionais de casamento da cidade, para conhecer os trabalhos, orçamentos, e afins.

Divertido porque dá para rir muito da falta de educação das pessoas, ainda mais no quesito "brindes", ou no bate-bate, empurra-empurra de senhouras nada casadouras, que não sei o que estavam fazendo ali, fazendo uma espécie de panelaço do lado de fora de onde ocorreria o desfile da estilista Naura Franco... confesso que dei boas risadas, principalmente dos cabelos pranchados e duros que mal se movimentavam, enquanto as
mulheres se descabelavam, de forma não literal, não natural. Fora gente enfiando a mão em bombonieres de brownies cenográficos, coisa que fico morrendo de vergonha até de solicitar degustação do item verdadeiro.

Lucrativo, porque você traz os benditos brindes, tem a oportunidade de degustar chocolates, brownies, vinhos, espumantes, o que é um sacrifício terrível, ai de mim... rsrsrs. Ganhamos até chocolates em caixetas de vidro do Caderno Eva, do jornal Diário do Nordeste, que servem de modelo para lembrança de casamento. O que eu mais gostei de verdade foram as revistas de decoração, excelentes publicações, amei!



Elegante no real sentido da palavra. Os decoradores apresentaram o melhor de seus trabalhos, requinte, sofisticação; e tivemos três paletas em específico divinas: Branca Mourão, branco e verde; Juliana Capelo, tons de azul e violeta; e Willfridy, vermelho em rosas e cravos, com detalhes em preto e branco. Trabalhos que realmente chamaram minha atenção, e me tiraram alguns suspiros, principalmente o de Branca Mourão, que usou e abusou de gypsophillas, que deu uma leveza quase que angelical à decoração com ares franceses.

Com este evento, vi que estava equivocada em relação ao trabalho de decoração de certos nomes muito caros, dos quais eu nunca tinha visto trabalho que correspondesse à pequena fortuna que cobram. No Fest Noivas, eu pude ver o trabalho de alguns desses, e realmente fiquei satisfeita com o que vi, como descrevi acima, mas continuo achando que os preços são exorbitantes. Por exemplo, 30 mil reais em uma decoração de casamento é muito dinheiro; com 30 mil reais, você aluga uma ilha para seu casamento no Rio de Janeiro, com decoração simples.

Entusiasmei-me tanto com o evento, que pretendia ir somente um dia, e acabei indo a dois, como já disse, o que foi cansativo, mas muito agradável e divertido, como frisei. Fora as senhouras educadíssimas no desfile de Naura Franco, pude testemunhar algumas bizarrices como a que aconteceu no stand da Élide Macêdo Chocolates e Pâtisserie, não por parte da própria Élide Macêdo, a princípio, que é uma pessoa bem acessível, é o que parece, mas por parte de suas funcionárias, que me parecem muito infelizes em fazer o que fazem. Umas baitas d'umas caras de dor de barriga e hemorróidas terminais, só pode; o que justifica caras daquelas para alguém que vive cercado de chocolate belga e glaçúcar para tudo que é lado, fora os modelos de bolo rococós até a medula?

Passado meu momento de maldadezinha, apesar d'eu não retirar uma única palavra, vamos ao fato: cheguei, no segundo dia do evento, passado um pouco das 17hrs, ou seja, na abertura, porque queria chegar cedo para ver os stands com mais calma e fazer orçamentos, o que não tinha conseguido no dia anterior. Eu fui acompanhada de minha comadre Jacinta, portanto tenho testemunhas. Chegamos e as funcionárias de Élide Macêdo estavam montando kits de degustação de bolo com massa, recheio e glacê mármore, ou seja, uma degustação completa; lembrando ainda que o stand em questão fica na entrada do evento. Óbvio, que qualquer noiva ou alguém que esteja em busca de um bolo de casamento ou festa, ao ver amostra de uma das ditas melhores boleiras da cidade, o que fará? Ir até lá perguntar sobre a degustação. E o que reponderam?
-Quando acabarmos de organizar, senhora.

Voltamos em 15 minutos, não havia mais nenhum (detalhe que não se via ninguém com as sacolas). Ai voltamos, e ficamos assim das 5 da tarde até as 7 da noite, e nada. E diziam sempre, "está chegando", "é porque já acabou", "não sei o que está acontecendo"... Até que veio um dos seguranças do hotel advertir que se não queriam distribuir, não expusessem. Num instante sumiu tudo, e só seria distribuído a partir das 9 horas da noite, ou seja, estavam mentindo.

Eu não sei até que ponto Élide Macêdo tem culpa nisso, mas que ela tem, ah tem! Primeiro, nós a vimos reclamando com as funcionárias sobre alguma coisa, certamente para que retirassem as amostras dali; segundo porque ela é a dona, é impossível que não saiba, se não sabe, é incompetente; e depois,falamos com ela, ela veio com a mesma conversa de "não sei porque está atrasando".

Conversa fiada.

É o tipo de postura não esperada em qualquer profissionalPâtisserie da cidade, o Bom Bocado; experimentei do biscoito ao bolo com recheio de baba de moça e crocante de nozes, em horário de almoço, fui muito bem atendida, e eles ainda estavam atendendo outros clientes.

Bem, em suma é o que tenho a dizer sobre o Fest Noivas, vale muito a pena, e em momento algum teve seu brilho ofuscado por certas bizarrices como a que acabei de descrever.

PS: Sobre bolos, este blog terá vários capítulo, mas prometo um dentro em breve.

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O traje do noivo


Primeira postagem de março, que é mês da primavera para o Hemisfério Norte, mês dos aniversários de minha filhinha, de meu noivão e o meu!
Fevereiro pôs-se fim aqui em Fortaleza de maneira especialíssima, pelo menos para as noivas, como eu, com a segunda edição do Fest Noivas, que terá capítulo especial daqui há pouco neste espaço virtual. Neste momento quero reservar esta postagem para falar do traje do noivo.

Tudo o que trarei aqui me foi orientado pelo meu noivão lindo e que tem muito bom gosto, e algumas outras infomações minhas.

Decididamente não iremos alugar o traje do noivo, aliás, não vamos alugar nem o meu vestido, mas é conversa para depois.
Eu acho absurdo pagar uma quantia significativa para se usar algo uma única vez. Eu, particularmente, acho melhor investir um pouco mais e comprar. Um bom terno para um homem é um artigo que não se perde. Casamentos de familiares, amigos, festas 'passeio'(traje), etc, são ocasiões que um belo traje formal masculino se faz necessário. Acho que vale a pena investir, a não ser que o ser humano tenha ódio de terno e afins, ahhh... aí é outra coisa!

Como já escrevi por cá, nosso casamento será diurno, fim de manhã, começo de tarde. O recomendado para este horário são cores leves assim como uma cerimônia mais despojada.

Não é nossa intenção!

Queremos leveza na decoração, no serviço, no lugar da recepção, mas queremos toda tradição e elegância e para tanto, meu noivo está entre o Fraque e o Meio Fraque.
Aconselha-se ternos para manhã, cinza e bege. São ternos diurnos, informais, algo bem americano na verdade. E eu ainda acrescento que o bege só fica bem para peles morenas, mulatas e negras, porque se sobresai. Em homens muito claros, como meu noivo, fica com uma aparência triste de tom sobre tom.

Voltando aos ternos, o que aconselham é que pela manhã se use bege, cinza claro, prata, azul claro. A tarde cinza, cinza escuro, chumbo, azul marinho e a noite preto. Só que isso nem é para casamentos e sim para o dia a dia. Mas o meio fraque também é semi formal, pois quase se equipara a um terno. Não há problema nenhum em se usar o Meio Fraque e também o Fraque, por exemplo, que são trajes ingleses, concebidos como trajes diurnos e que a recomendação é que só podem ser usados até as 18:00, regra contrária ao do Smoking, que nunca deve ser usado antes das 18:00. Outro indicativo para que não se tema em absoluto o uso do Fraque pela manhã é o nome de origem de sua parte de cima, morning jacket.






Observe esta imagem, um Fraque da Rauph Lauren, indicado para casamento diurno








Bem, o certo é que de Smoking, Fraque, Meio fraque, Casaca, Black tie ou terno, o importante é um bom corte e caimento impecável, ou seja, alfaiataria, caso contrário, ficará engembrado(torto).

Outra coisita, por favor, que os componentes masculinos do altar - padrinhos, papais - sigam o noivo, porque fica elegante. D'outra feita, ou seja, noivo de fraque, padrinhos de terno, de cores diferentes, fica um horror!!!

No caso do noivo estar vestido de Meio Fraque, a harmonia das vestimentas também deverá ser feita com o Meio Fraque. Agora, se o noivo optar por casacas ou ternos, que os padrinhos estejam também de ternos iguais ou em tons semelhantes, com a mesma cor de camisa e gravata. Ou seja, tudo em harmonia.

Treinem seu inglês, e entrem aqui

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