Preparativos de casamento: A Igreja

>> quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Eu prometo que qualquer dia desses eu posto aqui a tal da check-list, a ordem que você deve seguir para organizar os preparativos e a festa de seu casamento, esse blá-blá-blá todo.

Neste momento, quero desabafar...

Estou noiva há 8 meses. Organizo os preparativos para meu casamento há 3 meses. Teremos duas cerimônias e duas recepções, óbvio, primeiro a civil e depois a religiosa, que terão um intervalo de um ano entre elas.O civil é daqui uns 9 meses, ou seja, o religioso é daqui há quase 2 anos, e eu não deveria estar tensa e ansiosa como estou, mas EU ESTOU! Por quê? Porque tudo é infinitamente mais complexo e difícil do que você pensa, quando você quer algo realmente bonito, e eu realmente não fazia idéia que organizar uma cerimônia e festa de casamento seria algo tão complicado.

Muitos itens têm se mostrado problemáticos, desde os bem casados, à decoração, lista de convidados, etc. E um dos maiores problemas é a igreja.

Eu e meu noivo somos de uma formação católica, mas a desilusão muito comum à grande maioria dos católicos nos desviou de uma fé mais pronunciada. Falando por mim, eu creio em pó de pirlimpimpim e coisas boas que alumiam. Sempre mantive minha fé no Sagrado Feminino, que muitos podem entender como culto mariano. Então, desde que nos decidimos por uma cerimônia religiosa, eu mantive comigo o desejo de casar em uma igreja que leve um nome mariano. Na verdade, eu queria algo singelo, uma capelinha com um nome mariano. Mas não foi possível. O mais interessante é que no meu bairro, aqui na bela cidade do sol, Fortaleza, existe uma capelinha, que não é mariana, mas é uma capelinha de santa, Santa Luzia; um tímido templo branco, na Av. Luciano Carneiro, adornada por palmeiras. A capela é baratinha, R$70,00, mas apenas a cogitei em abstração. Ela seria concreta se o antigo padre de nossa paróquia ainda estivesse entre nós, o Pe. Frota. Ai não existiria outra. Mas, como ele já se foi, por motivos que eu sei quais, não me caso nesta paróquia sob hipótese alguma.

Numa projeção de minha paróquia até as próximas, fui me lembrando das paróquias marianas: N.Sa. de Nazaré e N.Sa. de Fátima. Especialmente a Igreja de Fátima, que fica no coração da cidade, que na minha opinião é a igreja mais casadoira de Fortaleza, com uma tradição de casamentos e fé mariana das mais fortes em toda a cidade. Essas duas igrejas, porém, têm dois grandes problemas: liguem para as secretarias, sacristias e falem com as "monstrengas" que lhe atendem que vocês vão entender o primeiro; o outro problema é que elas são enormes! Para um casamento como o meu, que vai contar com, no máximo, 100 pessoas, vai dar a impressão melancólica de igreja vazia.

E me dá muita pena, porque elas são lindas e não são caras.

Temos belas igrejas no centro da cidade, igrejas históricas, mas completamente descartadas por conta do perigo que as cerca.

Já um tanto desiludida, m'encaminhei para próximo de onde estudei por 5 anos, o Centro de Humanidades da UFC, a Igreja dos Remédios. É uma bela igreja, barata, mas quente, escura, com péssima acústica e perigosa; descartada.

Já me perguntando "onde anjinhos" haveríamos de nos casar, encontrei a Paróquia da Paz, e lá o Santuário de N. Sa. do Líbano. A igreja é linda, uma das mais belas da cidade, e ainda é exótica, com sua arquitetura bizantina, próxima à praia, no bairro Meireles, numa rua tranquila, linda e limpa, como poucas ruas de Fortaleza o são: perfeita.

Não é não. É tudo isso que eu disse, mas... existe uma espécie de cartel, com listas e restrições de profissionais, que fazem você pensar que o ramo de casamento é algo verdadeira e unicamente lucrativo, sem nenhum sentido humanizador... a igreja possui uma lista de profissionais que podem trabalhar/se apresentar nela; decoradora só pode uma; você é OBRIGADO a contratar músicos, mesmo que você não queira, e preferisse uma aparelhagem de som; e ainda tem que se ouvir uma senhora responsável pelo "atendimento" esnobar sua "desorganização", porque você não quer serviço de cerimonial, sendo que você absolutamente não pediu a opinião dela... isso é uma igreja...

Para ser bem franca, eu não fui bem recebida por nenhuma igreja que procurei. As pessoas que trabalham nas sacristias padecem de algum tipo de câncer espiritual, que toda hóstia, orações, água benta do mundo não parecem sanar ou aliviar a alma.

Mas, apesar de tudo isso, será a Igreja do Líbano mesmo.

E no dia, eu só verei meu noivo, meus queridos convidados, e Nossa Senhora do Líbano assomando à minha frente, abraçando-me no altar.



Mais informações sobre a igreja do Líbano AQUI.

UPDATE em 13/09/2010: e acabou que não foi a Igreja do Lìbano e na verdade não foi nenhuma. Optamos apenas pelo civil com festa a se realizar em 2011 ainda rs.

Read more...

Carta de vinhos para festa. Terceiro passo: combinando vinhos e carnes.

>> terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

E por fim, para acabar com este dileto babado, os vinhos e suas combinações.

Antes de tudo...
por que mesmo eu acho importante escrever sobre tudo isso aqui, toda esta balela - para muitas - sobre vinhos e variações, combinações, o que fica bem o que não fica, marcas, etc, etc?
Primeiro e mais importante, eu sou 'chaténha', e tenho uma gastura(mal estar típico do Nordeste brasileiro, vide dicionário de cearensês) sem fim de coisas mal feitas, mal explicadas.
Segundo, eu tenho alguns anos de dona de casa, já fui algumas vezes anfitriã, já preparei almoços, jantares com pouco dinheiro, mas requinte. Como? Muita boa vontade em fazer tudo ficar lindo para receber quem quero bem.
Ah, e dá muito, muito gosto, satisfação, ver a harmonia doce da mesa posta!
Nesse tempinho de arrumação de casa, entre bebês e livros, aprendi algumas coisas, desde o trivial arroz com feijão tão nosso, ao pálido Bechamel. Neste interim aprendi, como apreciadora de boa mesa e curiosa que sou que, tudo é questão de harmonizar, dosar e querer bem, tão bem que você vai querer por a mesa e servir a melhor comida do mundo, a que se faz com amor. E boa mesa, pede boa bebida, voilà!
Devo confessar que por isso estudei (estudo) francês, não só para ler os Iluministas e Victor Hugo - 'Mon Ange Victor' - mas pela cultura, gastronomia, tão peculiar e pelo gosto por, boir du vin, ou seja, beber o vinho!
Ah, e é o povo que, na minha opinião, melhor faz isso, a aliança entre uvas fermentadas e mesa, o francês! Apesar de que, para mim, a melhor culinária, a mais saborosa é a italiana, mas é conversa para outros escritos.
E não se enganem, que já tomei muito "destiladinho de uva ordinário", daqueles que fazem pensar que tem uma rumba na sua cabeça, mas era para me divertir com minhas amigas, para desopilar, manguaça pouca é bobagem!
Mas nunca, nunquinha da silva eu serviria um Coq au Vin com qualquer porcaria, s'il vous plaît, alors!
E vamos lá!
Dicas para combinar os vinhos, se os tiver em sua festa e, de lambuja, aproveite para seu dia-a-dia também, além de agradar aos convidados, agrade à você e seu maridão!

Pratos e Vinhos

Os vinhos são servidos durante a refeição e devem acompanhar com propriedade cada prato de uma refeição completa. São uma espécie de molho à parte; o vinho adequado valoriza o sabor da comida. Para alcançar esta combinação, os vinhos variam de acordo com o cardápio servido. A inadequação, ao contrário, tanto tira o sabor da comida como também faz o próprio vinho parecer inútil e fora do contexto, e pode, inclusive, produzir náuseas (vinho doce com comida salgada). A combinação de paladar e de propriedades digestivas é, basicamente, que os vinhos tintos combinam com massas e carnes vermelhas, e o branco com peixes, frutos do mar e doces.
Além da combinação, é necessário respeitar também a sucessão dos vinhos: ela é tão importante quanto a combinação destes com o tipo de prato que acompanham. Os vinhos mais fracos (menos alcoólicos) e de sabor mais delicado (menos rascantes ou ácidos) são servidos antes dos mais fortes e densos (encorpados). Entre vinhos brancos, tintos, secos e suaves, que acompanham uma refeição completa, servem-se primeiro os secos brancos, seguidos dos secos tintos e por último os suaves e doces, brancos ou tintos. O Champagne pode ser servido com todos os pratos da refeição: o chamapagne seco tanto como aperitivo como para acompanhar o primeiro prato e o prato principal, e o champagne meio seco (demi-sec) para a sobremesa.
Vinhos rosados podem acompanhar tanto os pratos que pedem vinho branco quanto os que pedem vinho tinto, na suposição de que o vinho rosado escolhido representa uma mescla das propriedades dos dois vinhos.
O vinho branco seco é normalmente servido com peixes e ostras, e com as carnes brancas em geral, como porco e frango. Carnes brancas que sejam produto de caça, no entanto, pedem vinho tinto.
O vinho tinto seco é normalmente servido com carnes vermelhas (carne de gado) e com carnes brancas de animais de caça (marreco, lebre, etc.).
Os vinhos doces (preferencialmente os meio-doce ou demi-sec, após a parte salgada da refeição completa) acompanham a sobremesa.
O vinho do Porto vai bem tanto com a sobremesa quanto com o prato de queijos, que intermedia entre os pratos salgados e a sobremesa.

Vou montar agora a combinação, exemplos, de pratos servidos em uma festa, buffet, ou até mesmo nossa casa, quais seriam os vinhos adequados:

Carne Refogada(o bife do dia a dia), filet, rosbife e salmão grelhado - Merlot, Pinot Noir;
Galinha(frango) - Grelhada(o) - Chardonnay;
Camarão - Chardonnay, Sauvignon Blanc;
Caranguejo - Chardonnay.
São carnes que encontramos com facilidade no cardápio dos buffets e em supermercados. Mas, se alguém quiser saber o que vai bem com lupin, pergunte que eu respondo!
Ah, e fiquem sabendo que ovos, quaisquer tipos e preparos, vão bem com Sauvignon Blanc e Espumante. Mas experimente acrescentar ervas à manteiga que preparar ovos mexidos e uma pitada de noz moscada.
E Sushi vai bem, além do Sake, qu'eu a-do-ro, com Sauvignon Blanc e Espumante também!

Dica de boa marca de vinhos: Club des Sommeliers, óbvio o francês e ainda a Vínicola Miolo.

Read more...

Carta de vinhos para festa. Segundo passo: saiba mais sobre a bebida de perlage, vinho espumante

Mas Madame, por que falar tanto, dicutir sobre bebidas de festa, como os espumantes, se podemos deixar tudo a cargo de nosso buffet, cerimonialista?
Simplesmene porque deixar os rumos de SUA FESTA completamene nas mãos dos outros é no mínimo ingênuo.
É importante tomar consciência de que até podemos nos deixar guiar por terceiros, quando de confiança, mas não por completo, é tolice.
Ora, saber diferenciar, pelo menos de nome, um cava de um champagne já é muito importante na hora de acertar com uma distribuidora, com o próprio buffet, para questionar valores e afins, fora que tomarão ciência de que não tratam com um néscio.
Ainda em relação à distribuidoras, sempre vão "sugerir" marcas, sempre as mais caras que nem sempre é a melhor opção. E, se você for completamente desinformado, vão acabar te passando um espumante caro e de má qualidade, portanto cuidado!
Dêem uma olhada AQUI , não precisa encomendar suas bebidas com este fornecedor, mas é um lugar de negócios, mas também de informações; ler sobre é sempre bom. Este site, além de distribuir bebidas, faz entrega destas para todo o Brasil, inclusive com transportadora própria, traz a descrição dos produtos, em suma, uma boa fonte de conhecimento.

Não estou afirmando que você deva se tornar o mais completo conhecedor de todos os itens que se referem à festa. Todavia, informações são sempre bem-vindas para quem sabe usá-las, portanto leia, adquira conhecimento acerca.

Mais sobre o mesmo...
Espumante é um vinho fermentado duas vezes, que tem nível significativo de dióxido de carbono, o que faz com que borbulhe ao ser servido, a perlage!
A fermentação natural pode ser feita de três maneiras:
Método tradicional ou champenoise: dentro da garrafa.
Método charmat: fora da garrafa. Hoje em dia é o mais utilizado, por ser mais barato.
Método asti: segunda fermentação é feita em autoclave, com bebida em recipiente aberto, depois fechado até atingir a pressão desejada e finalmente engarrafada.

Dependendo do país, os espumantes recebem diferentes denominações.
Espanha: Cava
França: Champagne
Itália: Asti spumante, Lambrusco, Franciacorta e Prosecco
Austrália: Cabernet Sauvignon e Syrah/Shiraz
Alemanha: Sekt
Romênia: Vin Spumos (Zarea)
De novo... o controle sobre o uso do nome champagne, por exemplo, é tão rígido que mesmo um produtor francês de outra região que produza um espumante semelhante aos de Champagne não pode usar esta denominação em seu vinho.

Tipos de espumantes, já falei um pouco nos escritos passados, mas vamos lá...
Brut, extrabrut, brut natura, dry, sec, demi sec e doce (que já não é fabricado).
O sabor do espumante varia muito, dependendo da uva utilizada e da dosagem de açúcar (um brut, por exemplo, leva menor quantidade de açúcar).

Asti, prosecco ou champagne? Para reforçar!

Entenda a diferença no significado desses termos, pois é culto e fino:
Champagne: denominação de origem imposta pela Comunidade Européia. Só os espumantes dessa região da França podem se chamar assim.

Espumante: nome "genérico", utilizado para todo vinho espumante fermentado duas vezes.

Asti: denominação de origem imposta pela Comunidade Européia. Só os espumantes dessa região da Itália têm esse nome. Normalmente têm baixo teor alcoólico e são mais doces.

Prosecco: é um tipo de uva semi-aromática, normalmente utilizada nos espumantes Asti. O prosecco pode ser feito em qualquer lugar, afinal, esse é o nome da uva.

Cava: denominação de origem imposta pela Comunidade Européia. Só os espumantes da região espanhola da Catalunha.

Santé!

Read more...

Carta de vinhos para festa. Primeiro passo: nem tudo que borbulha é champagne - o que escolher para o brinde.

>> segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Começando...

ESPUMANTE E CHAMPAGNE NÃO SÃO A MESMA COISA. Só tem o mesmo sabor se você for leigo e o fato de você ser leigo não faz de você um mal educado, portanto não o seja, não troque alhos por bugalhos. Temos um problema grave no Brasil de respeito à propriedade e reconhecimento do que é dos outros. É a mesmíssima postura de quem furta uvas no supermercado, é um ato criminoso, de leso público ou moral. Do mesmo jeito chamar um "fermentado furreca de maçãzinha" de Champagne é um dos cúmulos da ignorância e a ignorância é a mãe de todos os malefícios, vem tudo daí, acreditem!

Vamos lá.

Champagne é marca registrada. O vinho espumante elaborado fora da região de Champagne, somente pode ter o nome de espumante, porque a França estipulou uma lei que conserva a eles o direito deste nome - Champagne. É lei, respeitem as coisas, respeitem para ser respeitados, é saudável, não arranca pedaço e faz de você uma pessoa melhor.

Não existe Champagne barato, espumantes baratos tem um monte, inclusive que não deveriam receber o nome, porque não passam pelos processos que originam os vinhos espumantes, champenoise ou charmat, como alguns "vinhos", que são tudo, menos vinho, deveriam ser considerados venenos, pois desencadeiam uma dor de cabeça cavalar.

Champagne
é uma bebida cara sim, pois ela tem toda uma elaboração artesanal aliada a uma simbologia, a uma aura de glamour e encantamento. É a bebida dos brindes, dos momentos de alegria e fortuna. É uma bebida que t'embala a alma, provoca sensações sinestésicas, mexe com todos os sentidos, e isso só um Champagne te dá, ou, no mínimo, um excelente vinho branco espumante.

Espumantes.

Tenho algumas indicações nacionais. Sim, temos excelentes espumantes no Brasil, é nosso melhor vinho por sinal, o vinho branco espumante, pois nosso clima favorece a sua produção.

O Chandon é o melhor, mesmo! Fica muito a frente de um monte de Proseccos italianos; nem falo dos nacionais, porque são em sua grande maioria ruins. Em termos de espumantes eu sou completamente pró-Brasil e para quem me conhece sabe que isto é algo raro! O Chandon é indicado por todos os enólogos do pais, que o recomendam no lugar de vários espumantes importadas, por isso insisto que nossas espumantes de qualidade, não perdem para outras do gênero como a Asti(Itália) e a Cava(Espanha).

Mas, se você puder, delicie seus convidados com Dom Pérignon(especialmente o Rosé), Krug, Veuve Clicquot...

Champagnes disponíveis nas prateleiras brasileira:

Moët & Chandon; Cuvée Dom Pérignon; Taittinger; Pol Roger; Salon; Cuvée Lanson; Gosset; Piper-Heidsieck; Krug; Duval Leroy; Ruinart; Bollinger; Veuve Clicquot Ponsardin; La Grande Dame.

Se você quer servir um excelente espumante para seus convidados, por favor, nada de argentinos e outros Mercosul, que em nada ganham dos nossos nacionais. Vá de Chandon!

O clássico da Chandon é o Brut, com sua notória acidez, característica de todos os vinhos espumantes brut. Serve tanto de aperitivo, como para acompanhar toda a refeição.
Já o Chandon Demi-Sec, é levemente adocicado, também serve de aperitivo, para acompanhar queijos de mofo azul e também para acompanhar sobremesas, como bolo de casamento e afins. Então, engana-se quem não o recomenda ou acha inapropriado o démi-sec, é completamente equivocado pensar assim.

Temos ainda o Chandon Brut Rosé, que é um espetáculo, inclusive grande cotado para o meu casamento. Ele é lindo, intenso em corpo e cor e possui um bouquet, quelque chose de superbe! É perfeito para acompanhar pratos refinados e para ser sorvido a noite toda, como um bom rosé que se prese!

E agora ainda contamos com o Chandon Passion, que também é adocicado e possui uma coloração salmão, um escândalo de belo! Ideal para acompanhar salmão, frutas tropicais e sobremesas, ou seja, vai muito bem com bolo aussi.

Aliás, toda a família charmat/champenoise vai bem com bolo, dois itens indispensáveis em qualquer comemoração honesta e decente: bolo e espumante, se for possível, Champagne!

Outro espumante que indico é o Salton, é muito bom. O Salton Brut é muito bom, livre de fermentos, é fresco e agradável, inclusive ao bolso!
O Demi-sec é um luxo começando pela garrafa, rótulo, lindo tom dourado, mas cuidado se sua decoração for prata vai destoar...

-até isso, Madame L.?
-Oiu!

Você quer harmonia, beleza, perfeição? Pense em tudo, até nos rótulos das bebidas!
Voltando, o Démi-Sec, como já expliquei, é adocicado, é preconceituosamente indicado à mulheres. Ele é ótimo, compre sem medo.



O meio doce do Salton também é ótimo, é fresco e suave ao paladar, comprei uma garrafa para o aniversário de minha comadre



E agora a Salton tem a beleza do Poética, lindo, lindo espumante rosé. Aroma de flores e coloração avermelhada.

Sejam bons anfitriões, não condenem seus convidados ao mal estar pós-festa que uma bebida de má qualidade proporciona. Não é caro servir bem, e não há preço que pague comemorar com alegria e de forma inesquecível ao lado de nosso queridos, que merecem tudo de bom que pudermos oferecer.

Au revoir.

Read more...

Sobre mulheres - O Sorriso de Monalisa

>> terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Conversando(intrometendo-me) na postagem de Dona Noiva(AQUI), sobre casamento e pipoca, comentei sobre seus escritos, ótimos! Há uma bela lista de filmes sobre/com casamentos. Mas senti falta de um, que é e não é sobre casamento, justamente, O Sorriso de Monalisa, que numa pincelada primeva, nos traz a chegada da audaz professora de arte, Katherine Watson à tradicional escola para moças Wellesley College, que realmente existe. O Filme foi dirigido por Michael Newell, diretor inglês que conta em sua carreira com um certo filme, este muito casamenteiro; nem tanto se levarmos em conta que os personagens principais não se casam de fato... bem, estou falando de Quatro Casamentos e um Funeral(Adentros - particularmente adoro quando os personagens de Hugh Grant apanham, como nesse filme, ele faz umas caras ótimas de "not my hair!", como em Bridget Jones, os dois - dá-lhe Colin Firth! - e no próprio Quatro Casamentos e um funeral, no altar, da noiva abandonada, perfeito!).
Voltando, ocorreu-me falar sobre O Sorriso de Monalisa, que mais do que apresentar moças preparadas para se tornar esposas e mães cultas e prendadas, fala sim, de mulheres.
No filme, podemos entender o título, O Sorriso de Monalisa, remetendo ao pensamento de que o quadro é o retrato de Isabella de Aragão. Seu famoso sorriso melancólico e inigmático, revelaria na verdade seu perene estado de tristeza, pois seu marido era impotente, alcoólatra e a agredia, conhecida como a mais infeliz esposa do mundo. Desta feita, uma metáfora sobre a figura da esposa que não é feliz apesar de aparentar ser, ou do papel da mulher, enquanto espectro da vida do marido, sem identidade própria.
É um tema duro que se apresenta no filme, através da personagem Betty Warren (Kirsten Dunst), que toma o caminho do casamento, por força de pressão social e acaba por constatar que ele não é garantia de felicidade e nem de segurança social. Seu mundo desmorona quando descobre que o marido a trai. Ela se reergue e assume então uma postura completamente diferente da mocinha casadoira de antes.
Mas, há o contraponto com a personagem Joan Brandwyn (Julia Stiles), que é excelente aluna, culta, doce e forte ao mesmo tempo, que abdica de ir para Yale porque assim o quer e não por pressão da família, da sociedade, do noivo, que pelo contrário, a apoia. E este é dos temas verticais do filme, na minha opinião, a mulher que opta pelo o que a faz feliz, pelo o que a realiza, acima de tudo, mesmo acima dos ideais libertários femininos, da professora querida e estimada Katherine Watson (Julia Roberts).
Aquele desejo expresso no início do ano letivo de Wellesley College, de forma quase ritualística, “despertar meu espírito por meio de muito trabalho e dedicar minha vida ao conhecimento”, não soa falso quando constatamos que a mesma aluna que o declama é justamente nossa Joan, que sabiamente escolhe o que lhe faz ser feliz, acima de causas e convicções políticas, ideológicas, postura esta de extrema sinceridade consigo mesma, como é a postura de Ms. Watson, que opta por não se dedicar a um casamento. Duas posições extremamento válidas e, livres!
Particularmente gosto muuuito do filme e seu mundo feminino clássico, retratado pela profusão de detalhes na decoração(coisa muito feminina), pelo figurino, pelas flores, presentes também nos presentes que as garotas oferecem a Katherine, pelos chapéus, pelos tules e véus, pelo romance, pela música! Certo, é um mundo feminino recortado, uma amostra da amplitude que vive em nós, mas como é belo este recorte, belos símbolos.
A arte moderna, representada por Picasso no filme, trará um feminino mais interno, mais primitivo, quase que requerendo a recriação para de novo se encontrar. A cena do trem, mostrando Demoiselles d´Avignon, abre esta possibilidade.
Muito do que há em nós pode ser entendido n'atitude calma e reflexiva de Watson como também na explosão do quadro de Picasso, cheio de olhares femininos, olhares que clamam, que exigem, que chamam, em contraste com a singeleza triste que dizem viver n'O Sorriso de Monalisa.

P.S.: para constar, eu, muito que particularmente, creio mais na versão de que a Gioconda é o autoretrato de Leonardo, como uma homenagem ao feminino que há em todos os homens e que explode em nós que nascemos e nos deixamos ser, mulher, como sorriso de satisfação de Ms. Watson (Julia Roberts) ao se despedir de suas alunas e de nós.

Read more...

L'image

>> segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008


Monet - Femme a l'ombrelle tournée vers la gauche



Peinture française
Impressionnisme

Dimensions : 88 cm x 131 cm
Matériaux : Peinture à l'huile sur toile

Date : 1886
Artiste : Claude Monet
Lieu : Musée d'Orsay


L'image, voilà! C'est comme ça!

Depois de meu faniquito afrancesado, eu digo que o que eu quero é como olhar para esta imagem. Pode até parecer absurdo, mas não é, é até très facile, e toda vida que olho para o Monet, me vem Vivaldi na cabeça. E é porque um é barroco e o outro impressionista, 200 anos e umas 7 escolas de diferença, só eu mesmo...

Depois eu volto com minha paleta de cores.

Read more...

Cores e decoração

Este é um item do casamento com o qual eu tenho certas preocupações, na verdade duas:
- encontrar um decorador que não me venha com invenções e faça o que eu solicito;
- e que tal decorador não nos custe os olhos da cara.

EU acredito que não, até porque a Igreja que é "a menina dos nossos olhos" conta com uma decoradora própria, e eu particularmente gosto muito da decoração básica desta decoradora, branca e verde, folhagens e flores do campo, que nada se assemelham a um velório, a não ser que fosse uma missa de corpo presente. Tudo bem que estaremos cansados, mas não somos cadáveres. Eu tenho corretivo para minhas olheiras... bourjois.

Branco não é uma cor neutra, é uma cor base. Ela não é apagada, é imperiosa, principalmente em uma igreja escura. E branco sempre será a cor do casamento aqui para o Ocidente.

Voltando, a decoração da igreja, faço idéia mais ou menos quanto custará e como ficará. Eu pretendo acrescentar tons pastel ao branco da igreja, só para criar a unidade, para que tudo fique uníssono. Algo que lembre as pinturas impressionistas - eu impliquei com isso, meu bem diz amém, está tudo lindo, em teoria. Basta que consigamos o tal decorador para a recepção no hotel, que prolongue este casamento com ares campestres, contrastando com o verde mar de Iracema.

Eu não quero, em absoluto, arranjos em forma de leque.
Eu não quero, de forma nenhuma, quatro flores enfiadas em um monte de samambaia e outras folhagens.

Eu quero um decorador que eu lhe mostre as ilustrações de Monet e tenha sensibilidade suficiente para captar o que quero e o que eu vejo. Tons pastel na tarde de Fortaleza num salão branco, que tem como fundo o mar verde, é um quadro impressionista. Não precisa esbarrotar o salão de flores, mas me dê as flores que eu quero!
Acho que terei dor de cabeça acerca...

Read more...

Happy Valentine's Day!

>> quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

E vamos falar sobre amor!

Para quem não sabe, este é o dia dos namorados universal. É mais ou menos o que entendemos por 12 de junho, que adoro, véspera de Sto. Antônio, justamente por ser véspera de Sto Antônio, o santo casamenteiro, por isso que é dia dos namorados, cousas nossas.

São Valentim, este santo alcoviteiro, como o frei de Romeu e Julieta, ou St. Patrick que protege os casadoiros, além de um belo dia para finalidades comerciais, ou para passeios românticos, é muito, muito bom para escrever cartões, cartas ao seu bem-querer! Eu particularmene adoro cartões e cartas!

E como não poderia ser diferente, este dia me remete à poesia, poemas de amor escritos justamente em cartas e cartões... Vinicius, Emily Dickinson, minha doce Elizabeth Barret, especialmente um, ainda mais em um dia como este, o Valentine's day:

Como te amo / "How Do I Love Thee"

"Como te amo? Deixa-me contar
Amo-te em toda a dimensão que o peito
E alma juntos, em duo perfeito
Ao fim dos tempos possam alcançar.

Amo-te à mais recôndita memória
Dia após noite, com tal garra e efeito,
Como homens livres lutam por Direito
E com pureza se recusam glória.

Amo-te com a paixão costumeira
De antigas ânsias e de fé simplória
E com a força de fé derradeira.

Por meus perdidos santos e por tal sorte,
Ar, lágrimas, sorrisos - a vida inteira -
Meu amor será maior além da morte."
Tradução livre de Ilnéa País de Miranda

How do I love thee, let me count the ways...

Read more...

Preparativos de casamento: divagações sobre (parte 1)

Dependem e muito de vários fatores. Fórmulas e listas não adiantam muito, mas para quem rabisca, anota e disserta o que planeja como eu, lista de compras, de material escolar, de itens nécessaire, reedições de Clarice e vai ao longe, listar preparativos e a quantas andam se faz muito necessário, fora o fato de que noiva = ansiedade!

Dois casamentos, com intervalo de mais ou menos um ano, do civil janeiro de 2009, ao religioso, primeiro semestre de 2010. Parece que temos tempo e até o temos, a questão é que Chronos corre quando estamos felizes.
Sei o que quero para estes dois momentos, mas precisamos aliar o que queremos ao que temos, este é o desafio.

Para o civil, a elegância e delicadeza de um chá de fim de tarde à inglesa com toques tupiniquins, bolo e espumante, velas, aromas, contato próximo, só para os super íntimos e mais que queridos.

Para o religioso, o encontro com o mar do meio dia, "verdes mares bravios de minha terra natal"! Casamento diurno, que sai em cortejo talvez da Cristã d'Oriente - vamos ver - até a Iracema festeira. Quero flores do campo, gérberas, margaridas, crisântemos, gypsophilas, e rosas em tons pastel! Não tenho, em absoluto, medo de misturar as flores, da nobre rosa às simpels flores silvestres que colorirão de Monet a recepção, pois tudo que há na natureza é, ao mesmo tempo, nobre e simples: belo.
quero flores que apresentem ares de que foram colhidas, em arranjos, mas naturais, além de sua vida em seiva.

Queria mesmo lavandas, mas infelizmente não terei, as únicas de que disponho são as desidratadas, para torta de pessêgos.

Mais importante que tudo isso, o real motivo de preparativos de casamento, é bom que seja o amor. Depois falamos sobre.

Read more...

Arranjo de Mesa

>> terça-feira, 12 de fevereiro de 2008


Revista Casa Cláudia; Ano 31, N°11 - Novembro de 2007

Use sua melhor porcelana, seus cristais, talheres, sua toalha de linho,e dê um toque só seu à sua mesa, simples e particularíssimo, um vidrinho de baunilha ou similar, água, e flor do seu jardim. O que há de belo e delicado.

Read more...

La Révolution!






A Noiva Campestre - Desenho meu,
Pastéis,grafite HB e 4B




Interessante como este título adquire um maior peso nesta versão de neo-latim francês – La Révolution! – grafado desta maneira, ou nos leva diretamente ao divisor de águas da contemporaneidade, a Revolução Francesa, ou então à famigerada revolução sexual e feminista da década de 60, em que desbravadoras do “Y não me faz falta” (cromossomo) queimavam soutiens, entre outros atos, no que conhecemos como Levante Feminista. E ai nos vem outros nomes à mente, como o da também francesa Simone de Beauvoir, autora de Os Mandarins.

Revoluções que mudam a história e seus rumos, que falam de liberdade, de atitudes “à vanguard”: não mais nos submeteremos a autoridade da revolução burguesa, que apenas deixou de ver autoridade nos reis para passar a outros, até a “Jamais lavarei cuecas novamente!” e “Ateiem fogo nos soutiens!”... só espero que a Wolford não seja tão antiga... São os tais pensamentos libertários, que têm todo o meu respeito, e morre ai.

Os tais pensamentos libertários, de pessoas que se julgam donas do próprio nariz, desde a quem não se submete ao julgo capitalista – um pigmeo, talvez, ou uma tribo indígena ainda não descoberta... (eu ia usar ursos polares, mas até eles são capitalistas, no sentido de que eles são símbolos da Coca-Cola no natal) – desde aos que crêem que o casamento é um verdadeiro pesadelo, antiquado, fora de foco. Sim, o casamento virou um pesadelo para os vanguardistas, pois estas pessoas estão assumindo o lugar de não-manipulados por idéias românticas e “idealizadas”, muito ajudadas pelas comédias românticas Hollywoodianas, que todo mundo gosta de assistir, inclusive essa adoradora de Bergman aqui.

O fato é que, concordando com minha amiga Vogue, ser revolucionária hoje é casar. É sim, não se assombre! Veja bem: as pessoas que assumem a postura de trocar votos na frente de um sacerdote, de ir até um cartório civil e assinar o tal documento que faz de você uma pessoa casada, em dias em que a grande maioria passa dos trinta beijando mais de seis bocas por noite em boites, é completamente contra a maré, à margem, e a minoria, já que o casamento é uma instituição falida. Até a nossa vizinha invejosa e mesquinha que nos para para tentar nos convencer a não casar porque “homem não presta” é o mote da vez. Você, querida noiva, que usa esta argola prata ou dourada em sua mão direita, que sonha com o bouquet, com marcha nupcial e em formar uma bela família, faz parte das revolucionárias dos nossos dias, como as mulheres que se tornam mães (eu falo de mães, não arremedos), já que somos tachadas de ingênuas, sonhadoras, até loucas. Não estamos seguindo a cartilha da vovó, mas sim uma cartilha toda nossa, pintada em tons pastel e rosa, perfumada com a baunilha dos bem casados, ideário de quem se vê livre, tão livre, que quer sim se prender a alguem, se deixar envolver pelos sagrados votos do matrimônio, amen.

PS: Para quem não sabe, a filósofa e escritora feminista Simone de Beauvoir, apesar de todo o discurso e postura, viveu maritalmente com Jean-Paul Sartre, também filósofo, e vesgo; ambos se traiam mutualmente, mas morreram bem velhinhos, um ao lado do outro. Pelo amor de deus, a mulher era feminista, mas desenvolveu a mais romântica das doenças, um mal nos pulmões, pela morte de seu amor, como as mais doces mocinhas alencarinas.

Feminism, give me a break!

Read more...

Nasceu

>> sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008



Nasceu!

Nosso cantinho virtual nasceu, cheio de idéias sobre o universo tão mágico, tão familiar do casamento e, indo pouco mais além, o universo da feminilidade, tudo o que lhe faz peculiar.
Pesquisando, perguntando, embrenhando neste mundo, descobri muito mais de mim, das minhas potencialidades enquanto mulher que sonha, que pensa, que teima e que cria e é isso que quero dividir com quem por acaso me ler, aqui neste cantinho virtual, sobre casamento e um tantinho mais.

UPDATE: a  gente não fala mais especificamente sobre casamentos, mas ainda dá pitacos.


Reverbera, querida!

Imagem: Do filme Le Balloon Rouge, lindo!

Read more...
Related Posts with Thumbnails
Creative Commons License
Reverbera, querida! por Eliza Leopoldo está licenciada sob Licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil.